
Depois de sofrer a primeira eliminação na fase de grupos do grande torneio mundial feminino, em 2023, a Alemanha tem a missão de se redimir na edição de 2027. Após o desempenho nas eliminatórias, em que terminou invicta e só perdeu pontos em uma única partida, a seleção bicampeã mundial acredita nas chances de voltar ao topo no Brasil.
Confira a seguir tudo sobre a campanha das alemãs nas eliminatórias para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™, quando serão confirmados o grupo, a tabela de jogos e a convocação, o técnico e a história da seleção no torneio.
Ao se tornar a primeira seleção europeia a garantir vaga no Brasil, as alemãs asseguraram que seguirá intacto o orgulho de ter participado de todas as edições da Copa do Mundo Feminina da FIFA™.
Com apenas as quatro vencedoras de grupo da fase de liga das eliminatórias da UEFA avançando diretamente para a fase final na América do Sul, a equipe de Christian Wuck passou com facilidade por um grupo com Áustria, Noruega e Eslovênia, garantindo o primeiro lugar com uma rodada de antecedência.
Vivien Endemann foi uma revelação, com três gols e quatro assistências, e a atacante de lado de campo agora vai querer brilhar em sua primeira Copa do Mundo Feminina. É compreensível, então, que a jogadora formada nas categorias de base do Werder Bremen estivesse confiante ao fim da campanha nas eliminatórias.
“Só sofremos um gol, o que acho que diz muito”, disse Endemann à emissora alemã ARD após a vitória por 2 a 0 sobre a Eslovênia, fora de casa, que encerrou a campanha. “Também marcamos bastante no caminho para terminar em primeiro no grupo e nos classificarmos com antecedência. Mas ainda temos coisas a melhorar, então vamos procurar evoluir a partir daqui.”
Endemann, que se transferiu para o Liverpool antes da temporada 2026/27 depois de três anos de destaque no Wolfsburg, é considerada uma das estrelas em ascensão da Alemanha. Do outro lado do campo, e da escala de experiência, a goleira Ann-Katrin Berger segue rendendo em alto nível na metade da casa dos 30 anos e não sofreu gols em quatro de suas cinco partidas nas eliminatórias.
O Sorteio Final da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™ será realizado na sexta-feira, 11 de dezembro de 2026, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
As listas de convocadas para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 serão divulgadas mais perto do início do torneio.
Ex-meia ofensivo, Wuck passou por Nuremberg, Karlsruhe e Wolfsburg em seus tempos de jogador, antes de pendurar as chuteiras em 2002 no Arminia Bielefeld, onde deu os primeiros passos como técnico naquele mesmo ano, no time reserva.
Wuck faz parte da estrutura da seleção alemã desde 2012 e teve diversas passagens como técnico principal ou auxiliar nas categorias de base ao longo de mais de uma década, com o auge ao levar sua equipe ao título da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA 2023™, na Indonésia. No ano seguinte, ele substituiu Horst Hrubesch no comando da seleção feminina principal.
De olho no grande evento no Brasil, o treinador fez algumas ressalvas, apesar do potencial demonstrado nas eliminatórias. “Acho que ainda estamos longe do produto final”, enfatizou o bávaro. “Estamos tentando montar uma equipe capaz de competir tanto no nível europeu quanto contra seleções do mundo inteiro.”
— Confederação: UEFA
— Melhor campanha na Copa do Mundo Feminina: campeã (2003, 2007)
— Última Copa do Mundo Feminina: Austrália e Nova Zelândia 2023 (fase de grupos)
— Primeira Copa do Mundo Feminina: China 1991 (quarto lugar)
— Participações na Copa do Mundo Feminina: 10 (1991, 1995, 1999, 2003, 2007, 2011, 2015, 2019, 2023, 2027)
— Sequência atual de classificações consecutivas: 10
— Sede da Copa do Mundo Feminina: 2011
— Retrospecto geral na Copa do Mundo Feminina: J47 V31 E6 D10 GP129 GC42
Depois de chegar pelo menos às quartas de final nas três primeiras edições do principal torneio feminino da FIFA, as alemãs finalmente foram até o fim no grande evento mundial em 2003.
As comandadas de Tina Theune passaram com tranquilidade pelo grupo, com três vitórias convincentes, e chegaram a um confronto de quartas de final contra a Rússia. Depois, mostraram ainda mais credenciais ao golear as russas por 7 a 1, antes de superar com facilidade as anfitriãs e então campeãs, os Estados Unidos, por 3 a 0 na semifinal.
A final contra a Suécia foi menos tranquila, e a Alemanha chegou a sair atrás no placar, depois de ser desmontada por um contra-ataque devastador pouco antes do intervalo, mas Maren Meinert empatou quase imediatamente após o reinício. Nia Kunzer surgiu como heroína na prorrogação, ao marcar de cabeça, em cobrança de falta, o gol da vitória pela regra do gol de ouro.
Em busca de se tornar a primeira seleção a defender o título com sucesso, em 2007, a Alemanha teve um começo espetacular no torneio na China, sob o comando da nova técnica Silvia Neid, com uma goleada de 11 a 0 sobre a Argentina. Terminou com folga em primeiro lugar no grupo, invicta e sem sofrer nenhum gol.
Em seguida, a Alemanha passou com facilidade pela RPD da Coreia por 3 a 0 nas quartas de final, antes de vencer a Noruega pelo mesmo placar na semifinal. Na decisão, enfrentou uma forte seleção do Brasil, liderada pelas atacantes estrelas Marta e Cristiane, mas a goleira Nadine Angerer mais uma vez se mostrou imbatível.
Birgit Prinz colocou a Alemanha na frente logo após o reinício, antes de Angerer defender o pênalti de Marta para preservar a vantagem. O Brasil continuou pressionando, mas Simone Laudehr selou a vitória com um gol de cabeça no fim, fazendo 2 a 0. A Alemanha terminou o torneio sem sofrer nenhum gol.
Depois de marcar apenas um gol em cada uma de suas duas primeiras Copas do Mundo Femininas, Prinz finalmente se firmou na competição em 2003. Na segunda edição consecutiva disputada nos Estados Unidos, a artilheira esteve letal, com sete gols, e teve papel enorme no título da equipe.
A centroavante nascida em Frankfurt, eleita Melhor Jogadora do Mundo da FIFA três vezes seguidas, de 2003 a 2005, também foi fundamental na defesa bem-sucedida do título mundial da Alemanha em 2007. Com cinco gols, incluindo o primeiro na vitória por 2 a 0 sobre o Brasil na final, e duas assistências, Prinz foi mais uma vez o destaque da equipe. Na verdade, a alemã liderou por algum tempo a lista de maiores artilheiras da história do torneio mundial, graças aos 14 gols na competição, até ser superada pela lenda brasileira Marta na edição de 2015.
Prinz, que hoje trabalha como psicóloga esportiva do Hoffenheim, da Bundesliga, continua sendo a maior artilheira da história de seu país, com 128 gols pela seleção, e foi nomeada “capitã honorária” pela Federação Alemã de Futebol em reconhecimento às suas conquistas notáveis.
Publicado originalmente pela FIFA em 21/10/2026: A Alemanha na Copa do Mundo Feminina da FIFA: perfil e história da seleção →