
Resiliência. Foi isso que a Inglaterra demonstrou para obter um empate por 1 a 1 com o Canadá na estreia na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™. Esta é uma atitude que a treinadora Lydia Bedford já apontava como fundamental antes do torneio e que as inglesas transformaram em prova concreta diante das canadenses.
A Inglaterra não precisou ser perfeita, precisou apenas continuar viva na partida. O duelo foi equilibrado, com as duas seleções capazes de jogar de igual para igual. Aos sete minutos do segundo tempo, o Canadá abriu o placar com Annabelle Chukwu, que havia saído do banco.
Começava ali a longa corrida da Inglaterra atrás do empate. As inglesas seguiram pressionando em busca do gol que as recolocaria em uma partida que parecia encaminhada para a vitória canadense. A resposta veio nos instantes finais, quando um pênalti deu à Inglaterra a chance de evitar a derrota. Rachel Maltby assumiu a responsabilidade da cobrança, decretou o 1 a 1 e garantiu às companheiras um ponto precioso.
Para Bedford, no entanto, o valor do resultado vai além do gol.
"Falamos sobre a mentalidade da nossa seleção", explicou a treinadora. "Sempre dissemos que, se quisermos ir longe neste torneio, precisamos permanecer unidas. Onze jogadoras tinham de começar a partida, mas todas as que ficam no banco sabem que têm uma função. Cada jogadora tem o seu papel em determinados momentos."
"Isso nos ajudou a encontrar o impulso de que precisávamos", prosseguiu Bedford. "O futebol não significa encontra a perfeição em todas as partidas, mas resiliência como grupo."
As palavras da treinadora retratam com precisão o final do duelo contra o Canadá. O gol de empate saiu dos pés de uma jogadora chamada a decidir no momento em que a seleção mais precisava. E o banco de reservas, para Bedford, não é um detalhe secundário, mas parte integrante da força inglesa. "Temos muita sorte de contar com tantas jogadoras de talento", acrescentou. "Acho que tenho 21 jogadoras em condições de titularidade."
Maltby, protagonista do lance decisivo, viveu de perto a tensão dos últimos minutos. Converter um pênalti quase no fim do jogo não é simples, ainda mais na estreia em uma Copa do Mundo, mas o gol dela transformou em um ponto tudo o que a Inglaterra havia construído na reação.
"Foi bem eletrizante conseguir o empate praticamente no último minuto", contou Maltby. "Sempre queremos vencer, mas um ponto nesta fase do torneio pode nos ajudar a avançar."
O resultado, portanto, não é encarado como uma chance desperdiçada, mas como um ponto de partida. Para Maltby, o modo como veio a igualdade pode ser importante também para as próximas partidas. "Precisávamos deste empate", explicou. "Pelo jeito como ele veio, pode nos ajudar no próximo jogo." "Encaramos todos os confrontos da mesma maneira e confiamos no elenco que temos."
A mesma sensação aparece nas palavras de Katie Cox. Para a goleira inglesa, o 1 a 1 reflete o equilíbrio visto em campo e, sobretudo, permite à seleção olhar imediatamente para a frente. "Acho que o empate no fim refletiu o que foi a partida", disse Cox. "Marcar um gol era muito importante."
O ponto conquistado diante do Canadá é apenas o primeiro passo, e agora a Inglaterra terá de se preparar para o duelo com a Tanzânia. "Temos outra partida logo em seguida, então agora estamos concentradas na Tanzânia", acrescentou Cox. "Este é sem dúvida um dos grupos mais difíceis. Vamos tirar tudo o que pudermos da partida contra o Canadá para crescer e depois tentar levar a melhor sobre a Tanzânia."
Publicado originalmente pela FIFA em 05/09/2026: A resiliência da Inglaterra para empatar contra o Canadá no finalzinho →