
Depois de oito anos de ausência, Gana está de volta à Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA™. As Black Maidens garantiram a vaga depois de vitórias seguidas por 8 a 0 sobre Togo e Libéria, respectivamente, antes de superar o Senegal nos pênaltis nas eliminatórias africanas.
Mas a seleção não volta ao torneio só para fazer número. Gana terminou em terceiro lugar na edição de 2012, antes de chegar às quartas de final em três edições seguidas, e quer manter essa sequência de ir longe na competição.
O técnico Joe Nana Adarkwa, no comando da equipe desde 2024, falou à FIFA sobre a empolgação de levar o país de volta à festa mundial, sobre o estilo de jogo “brasileiro” de Gana e sobre a sua “missão” no torneio.
Joe Nana Adarkwa: Estou muito animado, porque vir a este torneio é como estar no topo da sua profissão. Nada é maior que a Copa do Mundo, isso é certo. Estou feliz por trazer a equipe de volta, mas não viemos para ser coadjuvantes. Estamos aqui para competir, e competir com as melhores equipes daqui.
Depois de vencer o Senegal, ficamos muito felizes. Mas foi um jogo difícil de vencer para nós. Chegar à Copa do Mundo não é fácil, então, quando você chega aqui, tem de provar que é capaz de fazer coisas boas pela equipe e pelo país.
Elas sabem como Gana jogou em Copas do Mundo anteriores, então devem esperar nada menos que um bom jogo. As ganesas jogam como as brasileiras: futebol de posse de bola e futebol ofensivo. Esse é o nosso plano de jogo.
Vamos estudá-las (o Brasil), vamos assistir a elas. Se percebermos que estão à nossa frente [em termos de qualidade], saberemos como abordar o jogo. Você tem de ver os vídeos delas e avaliar se a sua equipe consegue enfrentá-las de igual para igual, ou se tem de adotar o seu próprio sistema de jogo e ver se consegue chegar às costas delas e pegá-las no contra-ataque.
Falando da Noruega e do Canadá, elas estão no topo neste momento. Então, não vamos correr riscos. Vamos tratá-las como trataríamos o Brasil, a Alemanha e outras seleções. Daqui para a frente, sabemos que, se fizermos seis pontos, podemos avançar da fase de grupos. Então vamos trabalhar nas [partidas contra] Noruega e Canadá [primeiro], e depois veremos como encarar o Brasil.
Antes de tudo, queremos avançar da fase de grupos, depois veremos o que acontece. Porque, se não sairmos da fase de grupos, o que podemos dizer? Então esse é o nosso pensamento, primeiro. Depois, daqui para a frente, veremos como seguir. Temos uma equipe forte, e mentalmente estamos aqui por um propósito, uma missão. Queremos ir longe; não queremos sair cedo e voltar para Gana. Então, daqui para a frente, vamos puxar por elas mental e psicologicamente.
Publicado originalmente pela FIFA em 16/10/2026: Adarkwa: estamos aqui por um propósito →