A Turquia se prepara para um dos jogos mais importantes de sua história. Sem nunca ter se classificado para uma Copa do Mundo Feminina da FIFA, agora a seleção sonha com uma primeira aparição no maior palco do futebol. Depois de terminar em segundo lugar na Liga B, atrás da Suíça, na fase de grupos da Liga das Nações da UEFA, a Turquia agora precisa passar pelos playoffs europeus para tentar garantir uma vaga na Copa do Mundo Feminina Brasil 2027.
A seleção continua sua campanha de classificação diante da Eslovênia, equipe que veio da Liga A, em um confronto de ida e volta que promete ser um teste duro. O jogo de ida será disputado na Turquia no dia 9 de outubro, e a volta acontece quatro dias depois, na Eslovênia, no dia 13 de outubro.
As jogadoras turcas vão tratar os dois confrontos contra as rivais europeias como duas finais, e uma vitória leva a seleção à Rodada 2 dos playoffs, para enfrentar a vencedora do confronto entre Holanda e Hungria.
Entre elas está Selen Altunkulak, uma peça importante do elenco. Nascida na França e hoje jogando pelo Toulouse, na Premiere Ligue francesa, a atacante está acostumada às exigências do futebol europeu e está ansiosa para colocar sua experiência em prática.
A poucos dias do confronto de ida e volta contra a Eslovênia, a jogadora de 28 anos reflete sobre o estado de espírito da equipe, a pressão em torno dessa campanha potencialmente histórica e o objetivo, cada vez mais real, de estrear no cenário mundial.
Selen Altunkulak: Estamos todas muito determinadas e motivadas. Claro, o objetivo é representar nosso país da melhor forma possível e continuar sonhando. Não nos vemos como grupo desde o último jogo da Liga das Nações, em junho, contra Malta, mas assim que o confronto contra a Eslovênia foi anunciado, todo mundo no grupo do WhatsApp reagiu dizendo: “Vamos que vamos, nós conseguimos!” Espero que a gente passe por essa primeira rodada para depois jogar as partidas finais de classificação contra Holanda ou Hungria
Estamos totalmente focadas na Eslovênia. Sabemos que vai ser um jogo difícil. Elas são um time muito atlético. Não queremos nos adiantar e já pensar no próximo jogo. Se não vencermos a Eslovênia, sabemos que vai acabar ali e não vai ter outro jogo. Sabemos que temos duas finais pela frente. Vamos dar tudo de nós e fazer o possível para chegar à próxima rodada.
Estamos indo passo a passo, mas sim, esse é o nosso sonho. Só de pensar numa Copa do Mundo já dá vontade de sonhar. Mas uma Copa do Mundo no Brasil... quem não ia querer estar lá? Mesmo sabendo que vai ser difícil, vamos dar 100% e não teremos arrependimentos. Sei que, se nos classificarmos, vamos fazer história. Sonho com isso à noite.
A Copa do Mundo (masculina) de 2018 foi incrível. Eu estava na Turquia na época, mas foi uma loucura. O que eu amo é sentir toda aquela emoção. Nessa competição, qualquer coisa pode acontecer num piscar de olhos, tudo acontece muito rápido. Você está representando seu país contra todos os outros países do mundo, então tem que ser uma sensação incrível.
Eu também acompanhei a Copa do Mundo de 2026, mas nossa seleção, a Turquia, teve dificuldade nos resultados. Mas só pelos vídeos já dava para ver que o país inteiro estava atrás deles. Eles tiveram o apoio de uma nação inteira, e acho que eles sentiram isso. É uma sensação especial.
Eu quero viver coisas incríveis. O jogo de abertura é no Maracanã, então eu quero jogar a abertura contra o Brasil lá. A gente nunca sabe qual vai ser o resultado, mas ainda assim eu quero sonhar. Eu quero entrar naquele estádio com sei lá quantos torcedores torcendo pelo Brasil, e eu quero viver algo incrível.
Publicado originalmente pela FIFA em 07/10/2026: Altunkulak: sonho com o Brasil 2027 à noite →