
Alyssa Thompson tem pressa para disputar sua segunda Copa do Mundo Feminina da FIFA™. A boa notícia é que velocidade nunca foi um problema para ela.
Ainda nos tempos de escola, a atual atacante da seleção dos Estados Unidos se destacou entre as melhores velocistas da Califórnia, chegando a registrar a impressionante marca pessoal de 11,69 segundos nos 100 metros rasos, quando estudava na Harvard-Westlake.
Mais tarde, Thompson decidiu se dedicar exclusivamente ao futebol e iniciou sua carreira pela seleção norte-americana em ritmo acelerado. Em 2022, disputou sua primeira competição mundial na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA™, na Costa Rica. Na temporada seguinte, ainda aos 18 anos, integrou o grupo que participou da Copa do Mundo Feminina da FIFA Austrália e Nova Zelândia 2023™.
Hoje, aos 21 anos, a jogadora — que foi a primeira escolha do Draft da National Women's Soccer League (NWSL), pelo Angel City — se consolidou como um dos destaques do Chelsea e da seleção comandada por Emma Hayes.
Thompson se prepara agora para dois amistosos importantes contra a Espanha, atual campeã mundial: o primeiro neste sábado, no Audi Field, em Washington, e o segundo na terça-feira, no Subaru Park, na cidade de Chester.
Em entrevista à FIFA, Thompson destacou que os confrontos serão uma oportunidade importante para avaliar o nível da seleção americana antes do Campeonato Feminino da Concacaf e do duelo decisivo contra El Salvador, marcado para 27 de novembro, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™.
FIFA: Você chegou a pensar em seguir carreira no atletismo ou o futebol sempre foi sua prioridade?
Alyssa Thompson: A prioridade sempre foi o futebol. O atletismo é um esporte individual, e eu adoro jogar em equipe. Me apaixonei primeiro pelo futebol, e o atletismo foi algo que me ajudou a ficar mais rápida e a melhorar meu desempenho. Essa experiência definitivamente me ajuda. Acho que a velocidade é uma característica que me diferencia de outras jogadoras, que têm seus próprios pontos fortes.
Quais são suas lembranças mais marcantes das Copas do Mundo Femininas durante a infância?
A partida que mais me marcou foi a final de 2015, quando Carli Lloyd fez três gols (na vitória dos Estados Unidos por 5 a 2 sobre o Japão), incluindo aquele do meio de campo. Os Estados Unidos dominaram completamente aquele jogo. Lembro de crescer vendo a seleção jogar daquele jeito e de querer estar naquele campo também, ser como aquelas jogadoras. É uma das melhores lembranças de Copa do Mundo para mim.
Você também acompanhou algumas partidas da Copa do Mundo da FIFA 2026™. Como foi essa experiência?
Fui ao primeiro jogo dos Estados Unidos em Los Angeles, que foi muito divertido (vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai). Também assisti a Espanha x Bélgica e à final. Foi muito legal ter a Copa nos Estados Unidos. Torcer pela nossa seleção masculina foi incrível, e eles fizeram uma boa campanha. Foi muito divertido acompanhar tudo. Conheço várias pessoas que não eram fãs de futebol e que, depois da Copa, passaram a gostar muito do esporte e a querer assistir a mais jogos. Acho que isso ajudou o futebol a crescer nos Estados Unidos.
Qual foi a importância da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA em 2022 para o seu desenvolvimento?
Foi uma experiência ótima. Participar de competições desse tipo antes de disputar uma Copa do Mundo da seleção principal sempre ajuda. Também é importante entender o que é necessário para vencer nesses torneios.
Como foi disputar a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2023™ com apenas 18 anos?
Foi incrível, algo com que sempre sonhei. Cheguei um pouco nervosa porque minha convocação não estava garantida, então fiquei muito surpresa quando fui chamada. Estava muito animada por fazer parte da equipe. Acho que aprendi bastante com as jogadoras que estavam lá. Ter participado daquela Copa me ajudou muito a me tornar a jogadora que sou hoje e espero que essa experiência também seja importante para a próxima edição.
O que você aprendeu com os dois jogos disputados no Brasil durante o verão?
Foi muito importante disputar aquelas partidas, ir ao Brasil e conhecer o ambiente, a atmosfera dos estádios e tudo mais. Acho que foi o estádio mais barulhento em que já joguei (Arena Castelão, em Fortaleza). Foi uma loucura, e os jogos também foram muito intensos. Ter vivido essa experiência antes da Copa do Mundo foi fundamental para que a gente saiba o que esperar e não seja pega de surpresa. Foi uma experiência muito legal.
Qual é a importância dos próximos amistosos contra a Espanha para avaliar o nível da seleção americana antes do Brasil 2027?
É muito importante disputar jogos como esses. Primeiro fomos ao Brasil e agora vamos enfrentar a Espanha, que venceu a última Copa do Mundo. Será uma boa oportunidade para saber em que nível estamos e fazer os ajustes necessários, se for preciso. Os Estados Unidos estão sempre prontos para enfrentar adversários difíceis e grandes desafios, então estamos muito animadas.
Como vocês estão encarando o próximo confronto contra El Salvador e o Campeonato Feminino da Concacaf como um todo?
Entramos em todos os jogos com a mesma mentalidade, sempre querendo vencer. Então não será muito diferente. Mas, sem dúvida, conversamos bastante sobre essa competição, porque nosso objetivo é estar na Copa do Mundo.
O que significa para você poder jogar ao lado de sua irmã Gisele na seleção dos Estados Unidos?
É a melhor coisa que existe. Adoro jogar ao lado dela. Quando Gisele está nas concentrações da seleção, sinto que posso ser ainda mais eu mesma. Estar perto dela me deixa muito feliz. Também me sinto muito confiante dentro de campo quando ela está por perto. Por isso, adoro quando somos convocadas juntas. É ótimo.
Vocês sonham em disputar juntas a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™?
Sim, com certeza. Nós duas estamos trabalhando para isso e esperamos conseguir estar lá juntas. Esse é o nosso objetivo.
Publicado originalmente pela FIFA em 09/10/2026: Alyssa Thompson: "Jogar no Brasil antes da Copa do Mundo foi muito legal" →