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Argentina quer inspirar as próximas gerações

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Argentina comemora, contra Marrocos.
Foto: FIFA/Reprodução

Na primeira participação da Argentina na Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA™, o técnico Christian Meloni e seu grupo de jovens estrelas buscam mais do que um resultado histórico na competição. “No passado, elas não tinham em quem se espelhar, mas agora meninas de 12 anos podem se espelhar nessas jogadoras”, disse o técnico, de 52 anos. Na sexta-feira, a Argentina encerrou a fase de grupos com uma vitória contundente por 5 a 1 sobre o Marrocos, garantiu vaga nas oitavas de final e reforçou ainda mais o seu potencial.

Mercedes Diz mais uma vez mostrou o repertório de habilidades que tem à disposição e levou para casa a bola do jogo depois de marcar um hat-trick e conquistar mais um prêmio de Melhor Jogadora da Partida. A atacante admitiu que o seu gol favorito foi o de cabeça, que abriu o placar. Não pela habilidade individual que exigiu, mas pelo que significou para a equipe num momento em que o nervosismo e a incerteza começavam a aparecer: “Acho que isso nos deu confiança e depois eu consegui marcar mais dois”, disse Diz à FIFA. “Isso nos deu esperança como equipe, porque mostra do que somos capazes.”

Diz fala por si, mas também pela equipe. Ela é uma das jogadoras mais experientes do elenco, ao lado de nomes como Brunella Pilati e Josefina Galarza, que faz sua estreia em Copa do Mundo com apenas 15 anos. As trajetórias delas podem ter sido diferentes até aqui, mas elas têm uma coisa em comum: todas já viveram o futebol de alto nível em seus clubes.

Contra o Marrocos, Galarza, que veste a camisa 10, viu um espaço e decidiu arriscar de longe, num chute fortíssimo que ampliou a vantagem da Albiceleste: “É uma sensação incrível”, disse a atacante. “É difícil assimilar de verdade na hora. É lindo ver a torcida nas arquibancadas e todas as suas companheiras comemorando.”

O que aquele momento de euforia não mostrou foi todo o trabalho duro que começou muito antes da Copa do Mundo. Meloni explicou que várias das jogadoras mais jovens treinam com a seleção há algum tempo: “Nos treinos, misturamos jogadoras de diferentes faixas etárias, e isso nos ajuda a melhorar e permite que as mais jovens também se desenvolvam”, disse ele. “Para ser sincero, a diferença de idade quase não se nota.”

A construção do caráter necessário para competir no nível que a camisa exige também começa no vestiário, onde as jogadoras mais experientes procuram passar o que aprenderam para as companheiras. Diz é uma delas: “Eu sempre digo para elas aproveitarem, porque Copa do Mundo não acontece todo dia. Estamos aqui representando o melhor país do mundo, vestindo a melhor camisa e as melhores cores, então temos que dar tudo e deixar tudo em campo.”

As jogadoras já estão fazendo a sua parte e abrindo caminho para as que vêm depois delas. Seus gols e vitórias atravessam o oceano até a Argentina, a terra delas, e mostram a outras meninas o que é possível. Meloni deu às jogadoras uma missão para quando voltarem para casa: contar às companheiras mais novas o que significa viver uma Copa do Mundo e o que é preciso para competir nesse nível.

As que disputam hoje o torneio no Marrocos viram as jogadoras da seleção principal lutarem pelo seu espaço. Agora, são elas que dão força às meninas que sonham em seguir os seus passos. A talentosa Galarza tem um papel importante nessa história e deixa uma mensagem para as futuras gerações: “Nunca pare de lutar pelo que você quer, porque tudo acontece por um motivo, e com perseverança e sacrifício você pode chegar aonde quer estar”.

O que muda

A vitória por 5 a 1 sobre o Marrocos garantiu à Argentina vaga nas oitavas de final em sua primeira participação na Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA. A campanha vai além do resultado: as jogadoras voltam para casa com a missão, dada pelo técnico Christian Meloni, de contar às companheiras mais novas o que significa viver uma Copa do Mundo e o que é preciso para competir nesse nível.

Para entender

Quem se destacou na vitória da Argentina sobre o Marrocos?

Mercedes Diz marcou três gols, entre eles o de cabeça que abriu o placar, e foi eleita a Melhor Jogadora da Partida. Josefina Galarza, camisa 10, ampliou a vantagem com um chute de longe.

Quem é Josefina Galarza?

É a atacante que veste a camisa 10 da Argentina e estreia em Copa do Mundo com apenas 15 anos. Assim como Mercedes Diz e Brunella Pilati, já viveu o futebol de alto nível em seu clube.

Como as jogadoras mais jovens são preparadas na seleção argentina?

Várias delas treinam com a seleção há algum tempo, em treinos que misturam jogadoras de diferentes faixas etárias. No vestiário, as mais experientes procuram passar o que aprenderam às companheiras.

Publicado originalmente pela FIFA em 22/10/2026: Argentina quer inspirar as próximas gerações →

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