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Atacante do Marrocos: "Queremos mostrar nosso futebol na Copa do Brasil"

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A atacante marroquina Sakina Ouzraoui Diki com a camisa da Seleção Marroquina de Futebol Feminino, atleta que representa as Leões do Atlas internacionalmente e atua no futebol europeu.
Foto: Marouane Hamousse / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

— Marrocos busca sua segunda participação na Copa do Mundo Feminina da FIFA™

— Para garantir vaga direta, as Leoas do Atlas precisam alcançar as semifinais da Copa Africana de Nações Feminina

— O torneio é disputado em solo marroquino

O caminho de Marrocos rumo à Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™ passa, mais uma vez, por um compromisso em casa. Vice-campeãs das duas últimas edições da Copa Africana de Nações Feminina da CAF, as Leoas do Atlas sonham não apenas em alcançar as semifinais da competição, mas também em conquistar o título diante de sua torcida.

Uma vaga entre as quatro melhores seleções do torneio, disputado entre 26 de julho e 16 de agosto, garante classificação direta para a principal competição do futebol feminino. As equipes eliminadas nas quartas de final ainda terão uma oportunidade por meio da repescagem. Mas o objetivo das anfitriãs é evitar um caminho mais longo e garantir o quanto antes um lugar no Mundial.

"Já disputamos uma Copa do Mundo e participar de uma segunda seria algo incrível", afirmou Sakina Ouzraoui Diki em entrevista à FIFA. "E a próxima será no Brasil. É um sonho dentro de outro sonho. Existe lugar melhor? É o país do futebol, do 'Jogo Bonito'. Queremos mostrar nosso futebol no Brasil, apresentar Marrocos aos brasileiros e à América do Sul."

Antes disso, porém, as marroquinas precisarão superar um Grupo A competitivo, ao lado de Quênia, Argélia e Senegal, um desafio para o qual parecem estar plenamente preparadas. Nos últimos anos, Marrocos consolidou seu lugar entre as principais forças do futebol feminino africano, impulsionado pela histórica campanha até as oitavas de final da Copa do Mundo Feminina da FIFA Austrália e Nova Zelândia 2023™. Os feitos da seleção masculina - que chegou às semifinais na Copa do Mundo da FIFA Catar 2022™ e às quartas na edição mais recente - também contribuíram para fortalecer a imagem do futebol marroquino.

"A campanha histórica da seleção masculina na Copa do Mundo de quatro anos atrás deu muita visibilidade ao Marrocos. Isso incentivou várias jogadoras com dupla nacionalidade a defenderem o país. Desde que alcançamos a final da Copa Africana pela primeira vez, em 2022, muitas novas atletas chegaram à seleção", observa Ouzraoui Diki.

"Hoje temos uma equipe melhor, com jogadoras mais experientes, que atuam nos principais campeonatos e clubes do mundo. Nosso grupo evolui a cada ano. Temos muito mais opções. Se pudéssemos convocar 40 jogadoras, teríamos qualidade para convocar 40."

Em 2023, Sakina Ouzraoui Diki integrou o elenco que entrou para a história ao se tornar a primeira seleção árabe a alcançar o mata-mata de uma Copa do Mundo Feminina. Depois de estrear com uma dura derrota por 6 a 0 para a Alemanha, Marrocos reagiu de forma brilhante, venceu a República da Coreia por 1 a 0 e a Colômbia pelo mesmo placar para garantir vaga nas oitavas de final, eliminando de maneira surpreendente a bicampeã mundial Alemanha.

Lançada na seleção principal por Reynald Pedros, a atacante disputou sua primeira Copa do Mundo aos 21 anos, menos de uma década depois de começar a jogar futebol quase por acaso, já que não encontrou um clube de ginástica quando se mudou para a Bélgica. Ouzraoui Diki disputou todos os minutos da campanha marroquina e terminou entre as jogadoras que mais completaram dribles na competição, antes de ver a trajetória da equipe chegar ao fim nas oitavas de final, diante da França, em derrota por 4 a 0.

Hoje, aos 24 anos, ela demonstra confiança no futuro. "Tive a sorte de chegar em um momento em que o futebol feminino marroquino já vivia um excelente nível. E, nos últimos três anos, vi essa evolução continuar."

A atacante também não esconde a ambição. Para ela, a equipe comandada por Jorge Vilda reúne todas as condições para voltar à principal competição do futebol feminino. "Somos, ao lado da seleção masculina principal, a equipe que recebe mais apoio no Marrocos. Temos nutricionistas, fisioterapeutas, massagistas... uma comissão técnica completa. Também contamos com recursos tecnológicos que, em alguns casos, eu nunca tinha visto. Nós, jogadoras, só precisamos pensar em jogar futebol."

Agora, Ouzraoui Diki disputará a terceira grande competição de sua carreira internacional em um momento bem diferente daquele vivido na Copa do Mundo Feminina de 2023. "Era minha primeira temporada na seleção principal. Tudo era novidade para mim. Eu estava enfrentando jogadoras que até então só conhecia pela televisão. Nos últimos meses, evoluí bastante. Espero conseguir jogar ainda melhor este ano."

Marrocos sabe que já é capaz de competir de igual para igual com algumas das melhores seleções do mundo. Agora, precisa confirmar sua vaga no Brasil para escrever mais um capítulo marcante de sua história.

Publicado originalmente pela FIFA em 23/07/2026: Atacante do Marrocos: "Queremos mostrar nosso futebol na Copa do Brasil" →

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