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Bronze histórico da Colômbia vem das mãos e do coração de Luisa Agudelo

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Luisa Agudelo comemora, contra Itália, em 2026.
Foto: FIFA/Reprodução

“Luisa! Luisa! Luisa!” – o nome cantado em uníssono pela torcida colombiana no Estádio Municipal LKS, em Lodz, ainda durante o segundo tempo, antecipava a protagonista de uma conquista inédita. Luisa Agudelo brilhou na Decisão do Bronze da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™ ao sustentar o empate por 1 a 1 diante da Itália até o fim da prorrogação e defender duas cobranças na vitória por 4 a 3 nos pênaltis.

Antes da última cobrança da Itália, Luisa olhou para as arquibancadas e gesticulou para que os torcedores da Colômbia cantassem ainda mais. “Eu busquei um pouco mais de motivação. É sempre bom ter essa energia, essa união entre nós e os torcedores. Estou muito feliz porque lutamos até o fim”, disse à FIFA a goleira que sonha em disputar a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™.

A primeira medalha da história da Colômbia no Mundial Sub-20 veio das mãos e do coração dela. As mãos da goleira já são bem conhecidas por aqueles que acompanham o futebol de base feminino, mas o treinador Carlos Paniagua é testemunha da força do coração de Luisa.

Ele acompanhou o crescimento da jovem, esteve com ela na campanha do vice da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA 2022™, viu a menina chegar à seleção principal e ao futebol no exterior. Ao falar sobre a heroína do bronze, porém, o treinador lembrou-se de uma conversa especialmente valiosa que teve com Luisa sobre a mãe dela.

“Ela comprou uma casinha para a mãe e me ligou: ‘Professor, olha aquilo de que o senhor falava. Que satisfação poder dar uma casa para a minha mãe’. E eu disse a ela: ‘Filha, você deu uma casa à sua mãe e vai dar muito mais. Vai dar estabilidade à sua família em muitos aspectos’. Tudo isso me enche de emoção”, contou Paniagua à FIFA.

O técnico está orgulhoso de todas pela história que acabaram de escrever na Polônia. Luisa atravessou esse caminho com ele e tem sua confiança. “É uma grande goleira. Já faz parte da seleção principal da Colômbia, joga no exterior [nos EUA] e tem projetos de vida bonitos. Eu conheci essas jovens quando eram garotinhas, e veja agora o quanto cresceram. Luisa é uma pessoa espetacular, uma menina alegre”, completou o treinador.

Contra a Itália, essa confiança foi correspondida muito antes dos pênaltis. As italianas abriram o placar com um golaço de Giada Pellegrino, aos 43 minutos do primeiro tempo, e a Colômbia respondeu com uma jogada coletiva que resultou no gol de Sintia Cabezas, aos 16 do segundo. Ainda no tempo regulamentar, Agudelo precisou saltar para espalmar um chute perigoso de Martina Tosello e impedir que as italianas retomassem a vantagem.

Foi então que seu nome ganhou as arquibancadas. Mais uma vez, a torcida colombiana fez de um estádio da Polônia sua casa, oferecendo à goleira uma companhia que ela fez questão de reconhecer depois da partida: “Agradeço enormemente à nossa torcida, que sempre esteve presente. Estou muito feliz porque demos uma medalha à Colômbia”.

A Itália continuou exigindo das colombianas até o fim. O empate atravessou a prorrogação e levou a decisão aos pênaltis, nos quais Elena Belli também brilhou: a goleira italiana defendeu as cobranças de Fernanda Viafara e Lina Arboleda e colocou a Itália no caminho do bronze.

Porém, quando a disputa por pênaltis ganhou contornos dramáticos para a Colômbia, Luisa se agigantou como as vozes que gritavam seu nome nas arquibancadas. Diante dela, Martina Bressan acertou a trave, e a colombiana defendeu o chute de Azzurra Gallo; depois, pegou o de Caterina Venturelli nas alternadas. A festa irrompeu no gramado.

Para chegar àquela celebração, a Colômbia se recuperou da derrota por 3 a 0 para a RPD da Coreia na semifinal. Paniagua reconheceu a superioridade das finalistas e concentrou seus esforços em devolver às jogadoras as condições físicas e emocionais de disputar outra decisão. O ouro havia escapado, mas ainda havia uma medalha inédita em jogo.

“Precisávamos levantar esse time e dizer às meninas que tínhamos o sonho dessa medalha, que era mais uma final e que a vida nos dava essa oportunidade. Nós a aproveitamos”, afirmou o treinador, que também elogiou a Itália: “Foi uma grande rival. Chegar a esta fase não é fácil. As italianas também fizeram história pelo país delas”.

Carlos Paniagua não aprendeu a dizer “obrigado” em polonês, mas não é necessário traduzir a enorme gratidão que ele demonstra pelas memórias que construiu na Polônia: “Este Mundial Sub-20, com sua organização, seus campos, seu nível... nunca vou me esquecer de nada disso, nunca vou me esquecer desse país. Tenho muita gratidão por tudo. Eu coloco a mão em meu coração.”

A medalha acrescenta um novo capítulo ao percurso de uma geração que já havia levado a Colômbia ao vice na Copa do Mundo Feminina Sub-17 em 2022. Na visão de Juana Ortegón, o bronze no Mundial Sub-20 deixa uma referência para quem vier depois.

“Entramos novamente na história com uma geração que tem muito talento e sempre vai buscar mais. Como diz o professor, o patamar fica mais alto”, afirmou a capitã à FIFA. “Nossa equipe é muito unida e se tornou uma família. Isso vai ficar para sempre no nosso coração. As próximas gerações terão a responsabilidade de carregar esse feito.”

Publicado originalmente pela FIFA em 26/09/2026: Bronze histórico da Colômbia vem das mãos e do coração de Luisa Agudelo →

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