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Camilla Orlando quer Brasil Sub-20 em busca do gol como a Seleção principal

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Camilla Orlando, técnica da seleção brasileira Sub-20.
Foto: Divulgação/FIFA

— A treinadora Camilla Orlando comandará o Brasil na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2026™

— Em entrevista à FIFA, ela contou o que espera ver da Seleção durante o torneio – e o que há de parecido com a postura do time principal do Brasil para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™

— Veja o calendário completo de jogos do torneio, que ocorrerá na Polônia de 5 a 27 de setembro

Camilla Orlando marcou no calendário o dia 5 de setembro, data de estreia do Brasil na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™ contra a Tanzânia, na expectativa de ver em ação o que planejou: uma equipe consciente do jogo e capaz de buscar o gol a todo momento – entendendo também que um ataque se inicia ainda na defesa. A treinadora quer que a Seleção seja reconhecida por esse desejo constante de ser ofensiva, uma postura que dialoga com o time principal comandado por Arthur Elias.

“O desejo pelo gol a todo momento é a grande marca que a gente quer deixar. Toda ação realmente está concentrada em recuperar para ir para o gol e, quando tiver a bola, criar a chance de finalização. A nossa meta é o gol o tempo inteiro. A gente pode esperar uma Seleção Sub-20 ofensiva, sempre em busca de mais um gol”, afirmou ela à FIFA.

Apesar da comparação com a Seleção principal, Camilla explicou que os times do Brasil não têm um único sistema de jogo para usar em diferentes categorias – aliás, nem mesmo o time de Arthur Elias tem um único modelo, já que o treinador mexe na equipe frequentemente. Segundo a técnica do Sub-20, o mais importante a ser reproduzido é essa capacidade de interpretar diferentes contextos. Uma Seleção camaleônica.

“Existe um alinhamento de comportamento. A ideia é ver um Brasil Sub-20 ofensivo e agressivo, mas não necessariamente com o mesmo modelo de jogo da Seleção principal. Estamos trabalhando para ter um time capaz de se adaptar ao que o jogo pede”, explicou.

“A gente quer atletas mais conscientes – que saibam ser instintivas, mas não dependam só do instinto. Atletas que consigam entender as estruturas táticas, os comportamentos e os espaços do jogo. Que possam levar essa inteligência tática, além da coragem, da atitude, do desejo pelo gol e da vontade de seguir se aprimorando”, disse ela, que já era estudiosa e questionadora nos tempos de jogadora.

Cada nova geração brasileira chega ao Mundial Sub-20 com mais preparo do que a anterior; afinal, graças à evolução da estrutura do futebol feminino, as atletas convocáveis por Camilla vêm disputando competições grandes desde as categorias inferiores: “É a primeira geração que passou por todo o processo de desenvolvimento e formação.”

Esse desenvolvimento pode encurtar o caminho até a Seleção principal justamente em um ciclo que culminará com a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™ – e o sonho de toda jogadora brasileira é disputar e tentar conquistar o título inédito em casa.

Porém, Camilla evita transformar essa possibilidade na principal missão da Sub-20.

“Claro que a gente fortalece esse desejo de acelerar algumas atletas para que possam estar na Copa do Mundo, mas, nesse momento, o foco está em fazer uma boa Copa do Mundo Sub-20”, explicou. Ainda assim, exemplos recentes alimentam o sonho das atletas.

Nomes como Dudinha, Tainá Maranhão (cada uma com um gol no vídeo abaixo), Tarciane e Luany – todas com mais de 20 anos – passaram pelas categorias de base, disputaram a Copa do Mundo Feminina Sub-20 e conquistaram espaço na Seleção principal para a Série FIFA de 2026™.

Enquanto isso, as jovens Kaylane, Evelin, Clarinha e Thaís Lima (que tendem a ser parte do plantel de Camilla no Mundial Sub-20 de 2026) já tiveram oportunidades com Arthur Elias nos últimos meses.

“Essas atletas que já estão brilhando ajudam a inspirar as meninas a sonharem mais alto. A gente também conversa para elas projetarem quem querem ser, para que entendam qual projeção querem ter para a próxima geração, e que saibam o que as gerações anteriores enfrentaram para a gente chegar nesse momento histórico”, contou.

Ao longo do ciclo, cerca de 65 jogadoras passaram pela Seleção Brasileira sub-20, mas apenas 21 disputarão o Mundial. Por isso, a treinadora torce para que a experiência possa beneficiar indiretamente um grupo maior do que a lista final de convocadas: “Assim, vamos multiplicar essa experiência da Copa do Mundo.”

“Se a gente jogar com coragem, inteligência tática, compromisso, respeito à Seleção Brasileira e em busca do gol a todo momento, vou considerar que teremos sucesso no nosso trabalho. E, se a gente conseguir aplicar tudo isso da forma ideal, aí vamos em busca do que também queremos: o título inédito do Mundial Sub-20”, concluiu.

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Publicado originalmente pela FIFA em 04/08/2026: Camilla Orlando quer Brasil Sub-20 em busca do gol como a Seleção principal →

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