
Cerca de 43 seleções já entraram em campo na Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA™ desde a criação da competição, em 2008, mas só duas estiveram presentes em todas as edições: a Nova Zelândia e o Japão. A gigante da Oceania sediou a edição inaugural e venceu seu primeiro jogo, contra a Colômbia, graças aos gols de Rosie White, uma lenda em formação.
Apesar dessa vitória, a equipe de Paul Temple caiu na fase inicial, dando início a uma sequência em que as Young Football Ferns pararam no primeiro obstáculo em cinco edições seguidas.
Tudo isso mudou em 2018, quando uma equipe inspirada por Kelli Brown e Grace Wisnewski terminou em terceiro lugar e conquistou a primeira, e até hoje única, medalha do país em um torneio da FIFA. É uma equipe que ainda influencia a geração atual.
“Acho que aquele time é uma inspiração enorme, e é muito legal ver que é possível a Nova Zelândia estar lá em cima, terminando no pódio”, disse a zagueira Eden Clayton à FIFA. “Tem uma influência muito grande sobre nós saber que isso é uma realidade, ou que pode ser uma possibilidade para nós.”
A jornada de Clayton e companhia até a edição deste ano estava concluída antes mesmo de a edição de 2025 acontecer, já que o Campeonato Feminino Sub-16 da OFC de 2025 foi disputado em agosto do ano passado. As comandadas de Alana Gunn conquistaram o título com sobras, vencendo os cinco jogos, com 22 gols marcados e apenas dois sofridos.
“Foi muito bom. Foi uma experiência muito boa”, explicou a zagueira. “Acho que, para muitas de nós, foi a primeira vez jogando pela Nova Zelândia e simplesmente estando juntas como grupo. Foi uma experiência bem legal, e saber que estávamos classificadas para este ano foi superlegal, então é muito bom estar aqui agora.”
Gunn escolheu um grupo com onze jogadoras de 16 anos e duas de 15, num elenco excepcionalmente jovem. Chaytor, que com pouco mais de 17 anos e sete meses está entre as mais velhas do grupo, vê isso como algo muito positivo.
“Muitas das meninas são bem novas, mas é legal que elas possam vir junto, e todas nós nos entrosamos muito bem”, explicou. “Acho que é uma experiência muito legal para elas poderem ir, e tomara que no ano que vem também. Acho que isso só deixa o time mais forte, elas estarem juntas e terem a chance de jogar, aprendendo a jogar umas com as outras por tanto tempo. É legal para elas que seja um grupo tão jovem. Eu só quero muito ajudá-las a aproveitar ao máximo a experiência e, tomara, chegar até o ano que vem.”
A Nova Zelândia começa a campanha em grande estilo, enfrentando o anfitrião Marrocos no que certamente será uma batalha dura. Depois, encara a Argentina e fecha a campanha no Grupo A contra a campeã europeia Alemanha.
“Sabemos que chegamos ao torneio como azarões, mas acho que queremos muito uma história de azarão; as meninas estão superempolgadas”, continuou Chaytor. “Acho que os [números da] torcida não parecem nada a nosso favor, mas com certeza estamos animadas [com o desafio de enfrentar o Marrocos].
“Obviamente, para todas nós, esta é praticamente a primeira vez aqui, então, vindo para cá, tem bastante nervosismo e empolgação, mas temos treinado forte e chegamos aos jogos com muita preparação, então estamos ansiosas por eles. Somar pontos e até, quem sabe, passar da fase de grupos seria uma conquista muito legal para nós, mas só de jogar contra todas essas seleções e ganhar experiência já é uma coisa muito legal que temos a chance de fazer.”
Crédito da foto principal: Phototek / New Zealand Football.
Publicado originalmente pela FIFA em 15/10/2026: Clayton: queremos muito uma história de azarão →