
A Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil, deve ter prêmios de ao menos US$ 220 milhões (197 milhões de euros), quase o dobro dos cerca de US$ 110 milhões da Copa de 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, como informou o Bild Sport nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, com base em relatos de vários veículos. A soma ainda depende de aprovação formal e fica longe da igualdade com os homens que Gianni Infantino, presidente da FIFA, havia fixado como meta.
Em março de 2023, no congresso da FIFA em Kigali, Infantino falou em chegar a prêmios iguais para mulheres e homens até 2027. Antes da Copa daquele ano, repetiu o compromisso: “Nosso objetivo, naturalmente, é alcançar remunerações iguais na Copa masculina de 2026 e na Copa feminina de 2027”, afirmou. Na mesma fala, cobrou mais empenho de emissoras de TV e patrocinadores.
Os números da Copa masculina de 2026 mostram a distância. Naquele torneio, a FIFA pagou US$ 871 milhões no total, dos quais US$ 655 milhões em prêmios às 48 seleções. A Copa no Brasil terá 32 participantes, e por isso dois terços do valor masculino seriam vistos como paridade. Os relatos reunidos pelo Bild Sport indicam que a soma feminina deve ficar em um terço.
A comparação com torneios anteriores mostra o tamanho do aumento, mesmo sem a igualdade prometida. Na Copa de 2019, os prêmios somaram US$ 30 milhões.
Fora dos prêmios, a entidade já confirmou que cada uma das 32 seleções deve receber US$ 2,5 milhões para a preparação, o mesmo valor pago às equipes masculinas na Copa de 2026.
Viagens e hospedagem também devem seguir o padrão dos homens: voos em classe executiva ou fretados e concentrações fixas, com quartos individuais para as jogadoras.
Se a proposta passar, as seleções que disputarem o torneio no Brasil, de 24 de junho a 25 de julho de 2027, vão competir por uma premiação bem maior que a de 2023 e com as mesmas condições de viagem e hospedagem dos homens, mas ainda sem a igualdade financeira que a própria FIFA colocou como objetivo.
Ao menos US$ 220 milhões, segundo os relatos reunidos pelo Bild Sport. O valor ainda não é definitivo.
Pelos relatos, não. Com menos seleções no torneio, a paridade exigiria dois terços do valor masculino, e a soma prevista é de um terço.
O Conselho da FIFA precisa aprovar os valores em dezembro de 2026, em Zurique.