
— A fase de grupos da classificação da UEFA para a Copa do Mundo Feminina entra na segunda metade — Alemanha e Inglaterra estão mais bem posicionadas para garantir vaga na fase final — Neste sábado, a rodada 4 acontece em toda a Europa
Na fase de classificação europeia para a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027™, Inglaterra e Alemanha parecem ter as melhores chances de se classificar para a grande festa mundial, depois de somarem três vitórias em três partidas. No entanto, o resultado dos quatro grupos da Liga A ainda está em aberto. Matematicamente, nenhuma seleção pode garantir vaga na Copa do Mundo até o fim da rodada 4, mas os resultados deste fim de semana podem ser decisivos. Apenas as vencedoras de grupo na Liga A se classificam diretamente para a fase final da Copa do Mundo Feminina na primeira etapa da eliminatória, com outras sete vagas definidas na repescagem, no outono.
A Dinamarca ainda pode estar lidando com a decepção da eliminação da seleção masculina na disputa por uma vaga na Copa do Mundo, mas as dinamarquesas estão bem posicionadas para chegar à fase final de 2027. A recente vitória apertada sobre a Suécia trouxe sinais encorajadores para o time dinamarquês. A promessa Cecilie Floe participou da maioria dos lances ofensivos perigosos da Dinamarca, dando o passe para o gol de empate e iniciando a jogada do gol da vitória, já nos minutos finais. A jogadora de 24 anos, que atua pelo Napoli, combina presença física robusta com velocidade excepcional. Durante a pausa de inverno, o interesse da Frauen-Bundesliga alimentou especulações de que Floe poderia se tornar a jogadora dinamarquesa mais cara da história. Mas, por enquanto, o foco dela está em marcar seu primeiro gol pela seleção, com chance de fazer isso diante da Itália neste fim de semana.
Partidas de sábado: Dinamarca x Itália (15h00 CET) Suécia x Sérvia (16h00 CET)
A Holanda, ao lado de Dinamarca, Inglaterra e Alemanha, é uma das quatro seleções que seguem invictas na Liga A, depois de dar um recado forte com a vitória recente sobre a França. Uma série de ausências importantes no elenco deixou as torcedoras das Oranjeleeuwinnen com uma sensação de apreensão antes da partida. “Muita gente tinha nos descartado, mas nós não”, disse Lineth Beerensteyn após sua primeira partida como capitã da seleção. O técnico Arjan Veurink acrescentou: “O fato de termos conseguido isso com um time tão jovem me deixa incrivelmente orgulhoso. Se eu tivesse que dar uma nota para esta noite, seria um 10 perfeito.” Neste sábado, a equipe dele buscará consolidar a atuação no jogo de volta, com a França ansiosa por revanche, depois de ter sido estatisticamente superior em quase todos os aspectos na terça-feira. “Tivemos mais de 70% de posse de bola e duas chances claras. Precisamos ser mais eficientes”, observou o técnico Laurent Bonadei, frustrado, antes do confronto em Auxerre.
Partidas de sábado: República da Irlanda x Polônia (16h00 CET) França x Holanda (21h10 CET)
Um dos confrontos mais aguardados desta fase eliminatória foi o duelo entre Inglaterra e Espanha, disputado na terça-feira no Estádio de Wembley. Ao fim de um jogo eletrizante, quem saiu sorrindo foram as Lionesses. “Estou muito satisfeita”, disse a técnica da Inglaterra, Sarina Wiegman, na avaliação pós-jogo. Numa partida decidida por um único gol, graças às atuações de destaque das duas goleiras, a equipe dela provou que pode ameaçar a atual campeã mundial Espanha a qualquer momento. Com o resultado, a Inglaterra agora viaja a Reykjavik em bom momento, pronta para disputar a 500ª partida internacional da história da seleção feminina inglesa. Já a técnica espanhola Sonia Bermudez, rival de Wiegman, está longe de se lamentar pela derrota em Londres. “Perder faz parte do jogo, e temos muita energia”, disse ela. “Agora precisamos vencer a Ucrânia e conquistar os três pontos contra a Inglaterra no jogo de volta em Mallorca, para que possamos avançar como líderes do grupo.”
Partidas de sábado: Espanha x Ucrânia (16h00 CET) Islândia x Inglaterra (18h30 CET)
Alemanha e Noruega conquistaram vitórias convincentes em casa na terça-feira, contra Áustria e Eslovênia, respectivamente. Agora elas vão enfrentar as mesmas adversárias novamente, mas desta vez fora de casa. Diante do poder ofensivo da Alemanha até aqui na eliminatória, com média de 4,6 gols por partida, a Noruega vai precisar de uma campanha quase perfeita na segunda metade da fase de grupos se quiser terminar em primeiro lugar, mas o time vem ganhando ritmo nesse sentido. “Temos trabalhado intensamente para ficar mais perigosas na frente do gol do que fomos contra a Áustria e a Alemanha”, observou a ponta Caroline Graham Hansen após a vitória por 5 a 0 sobre a Eslovênia. Isso pareceu se confirmar na partida de terça-feira, ainda que não sem gerar certa preocupação para a técnica Gemma Grainger. “Não, não, não”, gritou a treinadora quando Julie Blakstads finalizou de uma posição incômoda para fazer 2 a 0. “Ainda bem que entrou”, comentou depois a autora do gol, “senão eu ia ouvir dela”.
Partidas de sábado: Eslovênia x Noruega (17h00 CET) Áustria x Alemanha (18h00 CET)
Publicado originalmente pela FIFA em 16/04/2026: Corrida por vagas da UEFA na Copa do Mundo Feminina ganha ritmo →