
Não é todo dia que uma garota de 17 anos pode dizer que é uma veterana experiente, mas esse é exatamente o caso da atacante Maddie DiMaria, dos Estados Unidos. Natural de St. Louis, no Missouri, ela será uma das líderes da técnica Ciara Crinion na Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Marrocos 2026™, um ano depois de disputar a edição de 2025.
Sorteada no Grupo E com China, Quênia e Samoa, DiMaria e companhia vão tentar se tornar a primeira equipe dos Estados Unidos a erguer a taça da Copa do Mundo Feminina Sub-17, o único troféu que falta na coleção do futebol feminino na sede da US Soccer.
Poucos meses depois da fase final mundial, DiMaria vai embarcar em uma nova aventura jogando pelo Tar Heels, da University of North Carolina, um programa de futebol feminino que formou nomes como Mia Hamm, Kristine Lilly, Tobin Heath e muitas outras campeãs da Copa do Mundo Feminina da FIFA™. Mas uma coisa de cada vez: como DiMaria conta à FIFA, todo o foco dela está em Marrocos 2026.
Maddie DiMaria: Eu me sinto muito bem com a nossa preparação. Como equipe, trabalhamos muito duro, crescemos juntas e aprendemos muito em cada concentração e cada jogo que disputamos. Estou muito animada para ver todo esse trabalho se juntar no maior palco, a Copa do Mundo. É uma honra incrível representar meu país de novo, e eu acho que, como equipe, estamos prontas para competir.
Com certeza parece um pouco diferente. Acho que no ano passado eu aprendi muito. Aquilo me ensinou a manter a calma, abraçar cada momento e ir jogo a jogo. Aprendi a confiar em mim mesma, confiar nas minhas companheiras de equipe e, no fim das contas, ficar focada no que temos bem na nossa frente. Sinto que vou trazer isso comigo este ano. Como equipe, estamos aqui, prontas para competir, dar tudo o que temos e, com sorte, trazer a Copa do Mundo para casa.
Um dos maiores momentos para mim na Copa do Mundo foi marcar um gol no jogo contra a China. Aquilo me fez perceber de verdade: “estou aqui”. Foi um momento surreal para mim. Acho que só ter a oportunidade de jogar e estar lá com todas as meninas já é uma experiência inacreditável, algo que eu nunca imaginei que fosse fazer duas vezes.
É com certeza uma das maiores conquistas que eu já tive a oportunidade de ter com a camisa dos Estados Unidos. Em cada jogo, eu só espero entrar em campo, trabalhar o mais duro possível e dar tudo de mim. Você está jogando por uma equipe que é muito maior do que você. Toda vez que eu visto o escudo, é meu dever trabalhar o mais duro possível, então fiquei super animada em conquistar essa honra.
Eu me sinto confiante e animada com esta equipe. Esta é a minha categoria de idade, então eu tive a oportunidade de jogar muito com elas nos últimos três anos sob o comando da técnica Ciara [Crinion]. Somos fortes como grupo, dentro e fora de campo, e espero que a gente monte uma sequência de atuações incríveis.
Eu amo a técnica Ciara. Eu amo como ela acredita na gente e nos empurra para sermos as melhores todos os dias em que estamos na concentração. Sinto que ela nos prepara muito bem para cada adversária e nos dá a confiança para entrar em campo e jogar do nosso jeito. Ela cria um ambiente em que a gente pode ser quem é, aproveitar o jogo e se divertir, mas ainda assim nos cobra e nos mantém no padrão mais alto. Individualmente, ela tira o melhor de cada uma de nós e nos prepara para o sucesso como equipe. É incrível ter uma técnica que acredita tanto em você.
Esperamos vencer o nosso grupo, ganhar os três jogos e começar muito forte no torneio. Jogar contra a China de novo é super empolgante para mim. Acho que elas foram uma ótima equipe, e ter outra chance de vê-las de novo é incrível. Samoa e Quênia, obviamente, a gente não tem a oportunidade de jogar contra elas com tanta frequência, então poder enfrentar três equipes contra as quais normalmente não se tem a chance de jogar é muito empolgante.
Acho que só precisamos focar em ser as maiores torcedoras umas das outras e competir como grupo. Precisamos fazer tudo como equipe, como nos recuperar como equipe, jogar juntas, e garantir que vencer a Copa do Mundo seja o nosso objetivo número 1. Vamos abraçar cada oportunidade e cada momento que tivermos lá e dar tudo o que temos para trazer essa Copa do Mundo para casa.
Estou muitíssimo animada. Eu tenho algumas companheiras de equipe comigo no elenco [de North Carolina] que também vêm para a Copa do Mundo. Eu fiz muitas amizades boas por lá. A UNC é um programa tão premiado, e elas mostraram que desenvolvem jogadoras e atletas no mais alto nível. Estou super animada para entrar na equipe, chamar aquele lugar de lar e ver como elas continuam a me desenvolver e me impulsionar como jogadora, dentro e fora de campo.
Publicado originalmente pela FIFA em 08/10/2026: DiMaria: EUA vão dar tudo para vencer a Copa do Mundo →