A seleção feminina da Espanha ampliou para perto de 80 pontos a vantagem sobre os Estados Unidos no topo do ranking FIFA, depois de vencer as americanas por 2 a 0 e empatar por 2 a 2 em dois amistosos disputados nos Estados Unidos, segundo o VAVEL. Com a seleção masculina mantida em primeiro lugar na atualização de 7 de outubro de 2026, a Espanha lidera ao mesmo tempo os rankings FIFA das duas categorias.
A equipe comandada pela técnica Sonia Bermúdez ocupa o primeiro lugar do ranking feminino desde agosto de 2025.
Os Estados Unidos são, como lembra o VAVEL, uma das grandes referências históricas do futebol feminino mundial. Sair de território americano com uma vitória e um empate permitiu à Espanha manter e esticar a distância para as americanas.
O veículo espanhol pondera que o resultado não significa que a seleção tenha resolvido todos os seus problemas, mas confirma que ela sustenta o nível diante de uma potência acostumada a dominar. O ranking da FIFA reflete resultados e desempenho acumulados por um sistema de pontuação; não decide de antemão quem vence o próximo torneio.
O ponto de virada foi o título da Copa do Mundo de 2023. Depois dele, a Espanha alcançou o primeiro lugar da classificação da FIFA e venceu a primeira edição da Liga das Nações feminina, conquista que, para o VAVEL, mostrou uma equipe que já não se contentava em participar dos grandes torneios: queria ganhá-los.
O crescimento veio depois de décadas de menor visibilidade e de dificuldades estruturais. O talento sempre existiu, avalia o veículo, mas precisava de um contexto que permitisse transformá-lo em resultado internacional.
Alexia Putellas e Aitana Bonmatí aparecem como os rostos dessa transformação. Alexia pela liderança e pela capacidade de decidir nos momentos importantes, dentro e fora de campo. Aitana pela inteligência competitiva: recebe sob pressão, lê os espaços e acelera a jogada quando encontra a brecha.
O VAVEL avisa que reduzir o sucesso a dois nomes seria injusto. Patri Guijarro organiza o meio-campo com leitura privilegiada do jogo. Salma Paralluelo leva velocidade, potência e drible para cima das defesas. Olga Carmona representa uma geração que não se intimida em palco grande. Mariona Caldentey completa a lista de nomes que, segundo o texto, mostram a profundidade do elenco.
Na leitura do veículo, Aitana e Patri podem cumprir funções complementares para que a equipe avance com a bola, conserve a posse e encontre as atacantes mais perigosas em boas condições.
A masculina segue em primeiro no ranking com uma geração liderada por Lamine Yamal, Pedri, Rodri e Fabián. O VAVEL vê nas duas equipes uma aposta comum em jogadoras e jogadores técnicos, capazes de resolver o jogo pela troca de passes, sem que isso obrigue os dois times a jogar do mesmo jeito.
Para o veículo, a trajetória feminina tem peso ainda maior: a masculina construiu o prestígio numa era dourada, com a Eurocopa de 2008, a Copa do Mundo de 2010 e a Eurocopa de 2012, enquanto a feminina precisou superar obstáculos adicionais para conquistar seu espaço.
A Espanha segue o caminho até a Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil, como líder do ranking e com folga sobre os Estados Unidos. O primeiro lugar não garante título, e o VAVEL lembra que ficar no topo exige seguir evoluindo, sem deixar o sucesso virar acomodação, quando todas as rivais estudam cada movimento da seleção de Sonia Bermúdez.
Desde agosto de 2025. Antes disso, a seleção conquistou a Copa do Mundo de 2023.
Chega perto de 80 pontos, depois da vitória por 2 a 0 e do empate por 2 a 2 nos dois amistosos entre as seleções.
Sonia Bermúdez, que comanda a equipe no caminho até a Copa do Mundo de 2027, no Brasil.