O abuso racial contra quem joga está crescendo e virou uma ameaça persistente ao bem-estar das atletas e dos atletas. A conclusão é do Serviço de Proteção nas Redes Sociais da FIFA (SMPS, na sigla em inglês), e os números estão reunidos na página da campanha No Racism, da FIFA. Durante a Copa do Mundo de 2026, o serviço moderou mais de 53 milhões de posts e comentários.
A campanha é a parte visível da posição global contra o racismo aprovada pelo Congresso da FIFA. Dois anos depois dessa decisão, o presidente da entidade, Gianni Infantino, disse às 211 federações filiadas que houve progresso "real e significativo" para tirar o racismo do esporte.
Em reunião extraordinária em Vancouver, no Canadá, a IFAB, entidade que define as Regras do Jogo, aprovou por unanimidade duas alterações propostas pela FIFA para tratar de comportamento discriminatório e inadequado em campo.
Legisladores de vários países se reuniram na sede da FIFA, em Zurique, numa audiência de dois dias com especialistas para fortalecer a resposta da Justiça criminal ao racismo no futebol. No Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio, a FIFA lançou a campanha "Stop Hate, Protect Football" e reuniu em Atlanta, com o TikTok e a prefeitura da cidade, jogadores, autoridades, especialistas em tecnologia e lideranças comunitárias.
Na Copa do Mundo de 2026, cartazes sobre o gesto "No Racism" ficaram em todos os vestiários, e mensagens contra a discriminação apareceram nos telões e nas placas de LED dos estádios. No Mundial de Clubes de 2025, a mensagem foi exibida antes de cada partida, em inglês e nos idiomas das equipes em campo.
A página da campanha também reúne o balanço das ações feitas na Copa do Mundo Feminina de 2023, na Austrália e na Nova Zelândia. Os próximos torneios femininos da FIFA são o Mundial Sub-17, no Marrocos, a partir de 17 de outubro, a Copa das Campeãs, em 2027, e a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil.