Das cerca de 800 jogadoras ouvidas no relatório mundial 2026 da FIFPRO, 49% pensam em encerrar a carreira antes da hora, principalmente por razões financeiras e de saúde mental, informou o Décideurs du Sport em 13 de outubro de 2026. Apesar do crescimento do futebol feminino, as condições de trabalho continuam muito desiguais.
Entre as atletas que consideram parar cedo, 59% apontaram motivos financeiros e 46% citaram o estresse psicológico.
Desde 2017, o salário mensal médio em clube, corrigido pela inflação, triplicou e chegou a 2.601 dólares. O salário mediano ficou em 1.669 dólares.
O avanço não chegou a todas. Em dez países do Leste Europeu, o salário médio das jogadoras continua abaixo do mínimo nacional.
A proteção também é curta: só 56% das jogadoras ouvidas têm contrato de trabalho, e apenas 13% contam com aposentadoria paga pelo clube. Das 30 ligas nacionais analisadas, só oito têm convenção coletiva, o acordo que fixa direitos para todas as atletas da competição.
No total, 57% das jogadoras ouvidas já tiveram problemas de saúde mental. Metade delas não recebeu nenhum apoio do clube.
Por isso, a FIFPRO pede acompanhamento psicológico obrigatório e normas mínimas que obriguem os clubes em quatro frentes: salário, instalações, tamanho dos elencos e saúde.
O relatório usa a maternidade como exemplo do que a regulamentação pode fazer. A FIFA criou proteções ligadas à maternidade em 2021. Desde 2017, a parcela de jogadoras que pensam em parar para formar uma família caiu de 47% para 19%.
Para a torcedora, o dado mostra que o crescimento do futebol feminino ainda não se traduz em carreira estável para quase metade das atletas ouvidas. Para os clubes e as ligas, a FIFPRO coloca na mesa um pedido concreto de normas mínimas obrigatórias, e o caso da maternidade é o argumento de que regra escrita muda a decisão de quem joga.
Segundo o relatório mundial 2026 da FIFPRO, 49% das cerca de 800 jogadoras ouvidas.
O salário mensal médio é de 2.601 dólares, já corrigido pela inflação, e o mediano é de 1.669 dólares.
Acompanhamento psicológico obrigatório e normas mínimas para salário, instalações, elencos e saúde.