Redação GINGA36

Futebol feminino de elite na França migra para grandes cidades

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Seleção da França, em 2017.
Foto: Ailura / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0 at

A elite do futebol feminino francês, profissionalizada desde a temporada 2024-2025, muda de geografia: clubes de cidades médias e de subúrbios perdem espaço para as seções femininas de clubes profissionais masculinos nas grandes metrópoles. O retrato está em estudo de François Madoré, atualizado no domingo, 20 de setembro de 2026, no atlas des sports, segundo o site Décideurs du Sport.

O número de licenciadas na federação francesa de futebol (FFF) saltou de 81 mil, em 2011, para 250 mil, em 2026, mas as meninas ainda respondem por apenas 10% do total de licenciados da FFF. Na elite, os clubes de cidades com menos de 200 mil habitantes caíram para 10% do total entre 2022 e 2026, ante um terço entre 1992 e 2016.

Os clubes de subúrbio também recuam: desde 2023, só o Fleury segue representado na elite. Na temporada 2025-2026, 11 dos 12 clubes da primeira divisão têm vínculo com clubes masculinos da Ligue 1 ou da Ligue 2, ante a metade dez anos antes. Madoré aponta a diferença de orçamento entre as seções femininas e masculinas como sinal de fragilidade do modelo, ilustrada pelo fim da seção feminina do Dijon em 2026.

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