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Georges, LeBlanc e Pellegrino relembram a inspiração da Copa do Mundo

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A atleta Aline Pellegrino, em 2016.
Foto: Agência Brasil Fotografias / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

— A Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027 acontecerá de 24 de junho a 25 de julho do ano que vem — Laura Georges, Karina LeBlanc e Aline Pellegrino conversaram com o The FIFA Podcast como parte da contagem regressiva — O trio relembra como assistir à Copa do Mundo da FIFA capturou suas imaginações antes de vivenciarem o torneio feminino como jogadoras Antes de pisarem no palco global, elas viram seus ídolos jogar nele.

Foi na televisão que Laura Georges, Karina LeBlanc e Aline Pellegrino testemunharam pela primeira vez a força de um torneio capaz de unir um país, cativar milhões e, acima de tudo, incentivar uma nova geração a calçar as chuteiras.

Com menos de um ano para o início da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™, as três ex-internacionais participaram do The FIFA Podcast para refletir sobre os momentos que moldaram suas trajetórias de espectadoras a jogadoras.

Assista ao The FIFA Podcast com Laura Georges, Karina LeBlanc e Aline Pellegrino

O interesse de LeBlanc foi despertado pela primeira vez pelo futebol masculino. Ainda criança, a futura internacional canadense, que viria a somar 110 convocações, descobriu o principal evento da FIFA antes mesmo de desenvolver uma grande paixão pelo futebol. Ainda assim, algumas imagens da competição deixaram uma marca duradoura. "Foi a primeira vez que vi o mundo se unir. Eu não era apaixonada por futebol naquele momento, mas vi o mundo se unir em torno de um esporte, e aquilo era contagiante", relembrou.

Alguns anos depois, a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 1999™ lhe ofereceu uma perspectiva diferente. Aos 19 anos, LeBlanc foi convocada para o elenco do Canadá no torneio disputado nos Estados Unidos, sua primeira Copa do Mundo. Embora ainda não fosse a titular da posição pela seleção do país, aquele foi o início de uma sequência de cinco participações no cenário mundial, que culminou em sua despedida em casa, em 2015.

Foi essa edição que, no fim, deixou a impressão mais forte na goleira nascida em Atlanta, que cresceu idolatrando nomes como Roberto Baggio e Peter Schmeichel. Cerca de 16 anos depois de sua primeira Copa do Mundo Feminina, LeBlanc se viu no centro do torneio, dessa vez diante de uma torcida canadense apaixonada. "Quando recebi minha primeira convocação, havia cerca de seis pessoas nas arquibancadas, incluindo meus pais.

E aí eu me aposentei em uma Copa do Mundo em casa, onde você só via um mar de vermelho […] e todo mundo sabia o nome das jogadoras." Do outro lado do Atlântico, com a França, seu país natal, sediando a Copa do Mundo da FIFA™ masculina em 1998, uma jovem Georges vivia um despertar semelhante. Depois de assistir a Les Bleus pela televisão, a adolescente ia jogar uma pelada com amigos no Parc de Versailles, onde fez uma previsão que, na época, parecia muito improvável de se realizar. "Eu disse a um dos meus amigos que, um dia, eu jogaria uma Copa do Mundo. Ele riu de mim", relembrou Georges, hoje chefe de Desenvolvimento Estratégico de Futebol da FIFA. Aquela ambição foi ainda mais alimentada pelas atuações de Lilian Thuram, que marcou dois gols na vitória por 2 a 1 sobre a Croácia na semifinal. As raízes guadalupenses do zagueiro, que ele compartilha com Georges, fizeram sua história ressoar ainda mais com a compatriota, que disse a si mesma: "quero conquistar como ele". O sonho de Georges, enfim, se tornou realidade. Assim como LeBlanc, a zagueira passou de acompanhar as partidas pela televisão a jogar ela mesma no cenário global, disputando três edições pela França e somando 188 convocações ao todo, 46 a mais que seu ídolo, Thuram. É um lembrete de uma das maiores forças dos grandes eventos da FIFA: quem cresce assistindo de longe pode, um dia, se ver nos holofotes. Pellegrino também sabe, na própria pele, o que é jogar uma Copa do Mundo. A ex-internacional brasileira, que somou 65 partidas pela Seleção, disputou as edições de 2007 e 2011 do maior evento do futebol mundial. No entanto, diferentemente de LeBlanc, ela nunca teve a oportunidade de disputar o torneio em seu próprio país. No ano que vem, Pellegrino terá a chance de ver uma nova geração de jogadoras brasileiras viver a magia de uma Copa do Mundo em casa. A jogadora de 44 anos sabe bem o que isso vai significar para as comandadas de Arthur Elias. "E, claro, jogar uma Copa do Mundo (Feminina da FIFA) no seu (próprio) país é algo diferente e especial quando você joga futebol", contou Pellegrino.

Em sua visão, as jogadoras do Brasil vão precisar aproveitar ao máximo a oportunidade e, ao mesmo tempo, abraçar a responsabilidade que vem junto com ela: "Elas precisam atuar como um time, não individualmente.

E tenho certeza de que vão fazer boas partidas e um bom trabalho pelo Brasil e pela torcida."

Para LeBlanc, tudo começou observando as estrelas do evento masculino, antes de ela mesma jogar sua primeira Copa do Mundo Feminina, em 1999.

Georges assistiu a Thuram em 1998 antes de realizar sua própria ambição com Les Bleues.

Pellegrino representou o Brasil como jogadora no palco da Copa do Mundo e agora vai observar uma nova geração se preparar para seguir seus passos.

Em 2027, será a vez delas de assistir a um novo capítulo se desenrolar.

Seja nas arquibancadas ou em frente às telas de televisão por todo o Brasil, milhares de meninas terão seu primeiro contato com o que é uma Copa do Mundo Feminina.

Algumas vão encontrar uma jogadora para se espelhar. Outras vão lembrar de um gol específico, uma comemoração, uma camisa ou simplesmente a atmosfera de um estádio. Talvez algumas sigam o exemplo da Georges de anos atrás e vão elas mesmas para o campo, sonhando um pouco mais alto.

Afinal, o verdadeiro legado de uma Copa do Mundo não se mede só por troféus. Ele também pode ser encontrado em todas as que, depois de ver outras jogarem, saem acreditando que, um dia, também podem fazer o mesmo.

Saiba mais sobre o The FIFA Podcast

Durante a Copa do Mundo da FIFA de 2026™, disputada no Canadá, no México e nos Estados Unidos, o The FIFA Podcast levou os torcedores aos bastidores do torneio, oferecendo acesso exclusivo, análises de especialistas e histórias inesquecíveis de ex-jogadores e treinadores. Com a contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027 em andamento, Mikaël Silvestre recebeu convidadas como Karina LeBlanc, Laura Georges e Aline Pellegrino.

Você pode ouvir todos os episódios do The FIFA Podcast no YouTube, no Spotify e no Apple Podcasts.

Publicado originalmente pela FIFA em 21/08/2026: Georges, LeBlanc e Pellegrino relembram a inspiração da Copa do Mundo →

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