Redação GINGA36

Gio Garbelini sonha em jogar a Copa do Mundo Feminina 2027

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Gio, em 2024.
Foto: LasColchoneras / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Gio Garbelini, atacante do Atlético de Madrid nascida em São Paulo, sonha em disputar a Copa do Mundo Feminina 2027 no país onde nasceu, contou ela em entrevista ao AS publicada nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026. Ir ao torneio, disse, é a motivação extra da temporada, e todas as jogadoras pensam nisso.

A atacante, nascida em 2003, deixou o Brasil aos três anos e defendeu seleções de base da Espanha e dos Estados Unidos antes de escolher a seleção principal do Brasil.

Por que ela escolheu o Brasil?

Gio saiu do Brasil para viver nos Estados Unidos e chegou à Espanha aos 11 anos, idade em que entrou nas categorias de base do Atlético de Madrid. Vestiu a camisa da seleção espanhola de base e da norte-americana, mas na seleção principal pesaram as origens.

Ao AS, explicou que o Brasil é parte dela mesmo sem ter crescido nem jogado lá: é a família, são os pais. Vestir a camisa, contou, é motivo de orgulho pela história das seleções masculina e feminina do país e porque Marta sempre foi seu ídolo. Jogar ao lado dela, disse, sempre foi um desejo.

O que ela espera da Copa de 2027?

A atacante resumiu o que significa a Copa no próprio país: “Jogar o Mundial no Brasil seria um sonho. Acho que poder vivê-lo com a minha família, com toda a gente de lá, vai ser algo muito especial e que vai fazer crescer o futebol feminino brasileiro.”

Para Gio, ainda há muita margem para melhorar, tanto nas oportunidades para as jogadoras quanto na visibilidade, e o torneio deve servir para que depois se continue investindo e dando voz à modalidade no país.

Entre as favoritas ao título, apontou Espanha, Inglaterra e França, e afirmou que será um Mundial que vai mudar o futebol. Sobre a seleção, lembrou que vestir a camisa do Brasil sempre traz grandes expectativas e que o caminho é trabalhar bem, crescer como equipe e chegar o mais preparada possível. No Brasil, disse, quando há futebol, tudo para e as pessoas deixam de trabalhar.

Como foi o caminho até o Atlético de Madrid?

Depois de passar por Madrid CFF, Barcelona e Arsenal, Gio voltou ao clube onde se formou e está na terceira temporada seguida no Atlético de Madrid. Nesta temporada, tem um gol e uma assistência.

O mais difícil, contou, foi se adaptar desde pequena às mudanças de país, de idioma e de ambiente. Segundo ela, essas mudanças também a ajudaram a crescer, e é quem é hoje por causa delas.

Amanda Sampedro, sua primeira treinadora na base do Atlético, hoje é assistente da comissão técnica do time. Gio disse que aprendeu muito com ela, que as duas acham graça da situação e que a chegada de Amanda trouxe ao banco a identidade do clube.

No vestiário, a alegria brasileira aparece com Luany e Lauren, e Fiamma coloca muita música brasileira, que todas gostam. Para Gio, a Espanha é uma porta de entrada na Europa para as brasileiras: as jogadoras que ela viu na Liga F se adaptaram bem, sobretudo no Madrid CFF, que sempre tem brasileiras no elenco.

Como ela voltou da lesão?

Um ano antes da entrevista, Gio saía pela primeira vez de uma sala de cirurgia, depois de fraturar a fíbula num jogo da Champions League contra o Manchester United. Foi a primeira lesão importante da carreira, e ela contou que o apoio das companheiras pesou num momento em que a jogadora se sente muito sozinha. Voltou sem dor e sem incômodo.

Gio não procurou ajuda psicológica durante a recuperação, mas já tinha feito acompanhamento antes e defendeu falar com profissionais de saúde mental: segundo ela, a diferença aparece.

O que muda

Para a torcedora, é mais uma brasileira formada fora do país que coloca a Copa em casa como objetivo da temporada e diz que trabalha no dia a dia para isso. Para a seleção, a atacante do Atlético de Madrid se apresenta como mais um nome em busca de espaço no grupo que o Brasil leva à Copa do Mundo Feminina 2027.

Para entender

Quem é Gio Garbelini?

Atacante do Atlético de Madrid nascida em São Paulo em 2003, que cresceu nos Estados Unidos e na Espanha e escolheu defender o Brasil na seleção principal.

Quais seleções ela aponta como favoritas em 2027?

Espanha, Inglaterra e França.

Que lesão ela superou?

Uma fratura na fíbula sofrida num jogo da Champions League contra o Manchester United, um ano antes da entrevista ao AS.

Redação GINGA36