FIFA

Gomez: Espanha tem contas a acertar com a Coreia do Norte

FIFA

Há dois anos, a geração de 2007 da Espanha chegou angustiantemente perto da glória, mas ficou a um passo da conquista na final da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA™. Desde então, Pau Comendador, Celia Segura, Irune Dorado e suas companheiras de equipe usaram essa decepção como motivação para continuar em frente.

Depois de conquistar a Europa, as jovens jogadoras que haviam deixado a República Dominicana dois anos antes de cabeça baixa chegaram à Polônia 2026 determinadas a finalmente conquistar um título mundial, depois de ficarem perto demais no Caribe.

Depois de seis partidas e de uma sequência de atuações igualmente impressionante, incluindo a vitória por 2 a 0 sobre a Itália na semifinal, na quarta-feira, a Espanha conseguiu o que havia se proposto a fazer no início da competição: chegar à final novamente. No papel, La Rojita fez o trabalho parecer fácil contra suas adversárias até aqui, mas os resultados contam só metade da história.

“Na realidade, não tem sido fácil, muito trabalho foi feito para isso”, disse a meio-campista da Espanha Elene Gurtubay à FIFA. “Estamos treinando há muito tempo. Também jogamos juntas há um bom tempo, e damos o nosso melhor todos os dias. Acho que essa é a base do nosso sucesso.”

Entre as jogadoras espanholas nascidas em 2007, a atleta do Athletic Bilbao não fazia parte do elenco há dois anos, quando a Espanha perdeu nos pênaltis para a Coreia do Norte em Santo Domingo. No entanto, suas companheiras de meio-campo, Irune Dorado e Ainoa Gomez, faziam parte daquele time.

“Acho que algumas de nós sentimos que temos um assunto pendente nesta final”, admitiu Gomez. “Sabemos que é um torneio muito difícil, com muitos jogos. Por isso sentimos que é um torneio em que precisamos ficar juntas e nos apoiar. É isso que precisamos fazer para vencer esta final.”

“É verdade que temos uma lembrança dolorosa daquela final”, acrescentou Dorado. “Queremos reparar isso. Sentimos que temos algo a provar neste torneio. Acho que amadurecemos. Éramos muito jovens naquela época e agora, acho que essa maturidade nos ajudou a chegar onde estamos e a nos dar uma nova chance.”

Praticamente sem sofrer dificuldades desde a chegada à Polônia, as jogadoras de David Aznar terão a chance não só de reescrever o passado, mas também de enfrentar a equipe que encerrou o sonho de Mundial delas em 2024. Para reconquistar o título que venceram na Costa Rica em 2022, La Rojita precisa superar uma forte seleção da Coreia do Norte, que tem impressionado ao longo do torneio.

“É verdade que ainda temos contas a acertar com a Coreia do Norte”, disse Gomez.

“Acho que seria a forma perfeita de corrigir aquele erro”, acrescentou Dorado. “Realmente queremos vencê-las e lutar por este título, e acho que também merecemos. Trabalhamos muito para chegar aqui [na final] novamente e esperamos poder ir até o fim.”

Para Aznar, sua preparação nos próximos dias não vai se concentrar na ideia de vingança, mas sim na oportunidade que esta final representa para uma geração excepcional.

“Esta geração está se despedindo do nível Sub-20. O próximo passo para elas é serem convocadas para a seleção principal”, disse o técnico. “Elas fizeram um trabalho incrível nos últimos anos, não só comigo, mas também com os outros treinadores que tiveram e com tudo o que conquistaram dentro da federação.

“Temos a chance de encerrar esta jornada da melhor forma possível. Vamos dar tudo para vencer o título e tentar jogar o melhor jogo que pudermos.”

Dado o drama e a emoção em torno deste confronto entre Espanha e Coreia do Norte, é sem dúvida a final perfeita para a geração de 2007, que mais uma vez terá a chance de moldar o próprio destino no domingo.

Publicado originalmente pela FIFA em 22/09/2026: Gomez: Espanha tem contas a acertar com a Coreia do Norte →

FIFA