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Gramaglia: a Argentina precisa continuar deixando sua marca

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Paulina Gramaglia vive um grande momento. Além de ajudar seu clube, o Tenerife, a brigar por um lugar na parte de cima da primeira divisão espanhola, a atacante argentina também marcou os primeiros dois gols de sua carreira pela seleção principal da Albiceleste na goleada por 8 a 0 sobre a Bolívia, pela Liga das Nações Feminina da CONMEBOL, em 2 de dezembro do ano passado. Neste mês, Gramaglia e suas companheiras de seleção enfrentam um teste triplo, na tentativa de consolidar a posição entre as duas primeiras colocadas da Liga das Nações, o que seria suficiente para garantir a classificação automática para a Copa do Mundo Feminina FIFA 2027™. A artilheira de 23 anos conversou com a FIFA antes dos confrontos decisivos contra Chile, Venezuela e Colômbia, três das principais rivais da Argentina na disputa por uma vaga entre as duas primeiras colocadas da fase classificatória continental.

FIFA: Como equipe, como vocês estão encarando essas duas viagens seguidas ao Chile e à Venezuela antes de receber a Colômbia?

Paulina Gramaglia: Desde que a tabela foi divulgada, temos essa sequência de jogos em mente, principalmente por causa de quem vamos enfrentar. Sabemos que são possivelmente as equipes a serem batidas se quisermos alcançar nosso objetivo e que teremos duas semanas muito intensas, com jogos difíceis. Nossas chances de classificação podem depender muito dessas três partidas, então estamos totalmente focadas em nos preparar bem para chegar a elas da melhor forma possível. Sabemos que tudo vai se decidir no fim e que vai ser apertado, mas temos que focar no que está sob nosso controle. Isso significa somar pontos em nossos próprios jogos e continuar mostrando que o futebol feminino está em ascensão na Argentina. Chegamos à última Copa do Mundo, mas isso conta muito pouco agora. Precisamos continuar deixando nossa marca no cenário internacional. Essas eliminatórias são um desafio empolgante, e sempre quisemos ter a chance de disputar uma vaga na Copa do Mundo em um torneio como este.

Vocês começaram a campanha com uma vitória por 3 a 1 sobre o Paraguai e depois arrancaram um empate contra o Uruguai. Como você avalia esses resultados?

Os dois jogos foram completamente diferentes. O primeiro, contra o Paraguai, foi nossa estreia, com tudo o que isso envolve, diante de nossa torcida. Fizemos uma grande atuação. Jogamos muito bem e produzimos um dos melhores futebóis que já jogamos. Foi uma ocasião enorme e uma vitória enorme. Em seguida, enfrentamos o Uruguai em um estádio que sempre é um lugar difícil de jogar, contra adversárias muito complicadas. Esse jogo não foi exceção. Tivemos dificuldade para entrar na partida, mas conseguimos salvar um ponto nos minutos finais, então não saímos de mãos vazias.

Depois veio aquela vitória contundente por 8 a 0 sobre a Bolívia, na qual você marcou seus primeiros gols pela seleção principal.

Foi muito especial. Antes de tudo porque marquei meus primeiros dois gols, mas a torcida da casa também criou uma atmosfera incrível nas arquibancadas. Muita gente foi lá para nos apoiar, e significou muito ter minha família presente para torcer por mim. Foi uma partida memorável, finalmente registrei meus primeiros gols pela seleção principal, que eu buscava havia tanto tempo. Fiquei muito feliz que tudo tenha dado certo, especialmente porque essa vitória contundente melhorou nosso saldo de gols, que pode ser decisivo na classificação final.

Você estreou pela seleção principal aos 18 anos. O que você lembra daquela primeira convocação de German Portanova?

Aconteceu perto do fim da minha passagem pelo futebol de clubes na Argentina. German, meu ex-técnico no UAI Urquiza, deixou o clube para assumir o comando da seleção, e alguns meses depois recebi a convocação. Foi um processo bem natural, já que eu estava trabalhando com um técnico que já me conhecia.

Você esperava que essa oportunidade surgisse tão cedo?

Obviamente foi uma surpresa agradável. Na época, a Argentina ainda contava com um grande número de jogadoras muito experientes e icônicas. Minha geração as tinha visto representar nosso país em Copas do Mundo e na Copa América. Foi muito especial e um baita desafio, considerando que eu era tão jovem. Quando entrei pela primeira vez na seleção, foi algo totalmente inesperado.

Em 2023 você participou da Copa do Mundo Feminina. Como foi realizar o sonho de fazer parte dela?

Foi uma experiência incrível. É o sonho de toda jogadora atuar naquele palco, e tive a sorte de fazer parte disso. Não existe nada igual. Fomos eliminadas cedo da competição, mas entendemos que ainda tínhamos um caminho a percorrer antes de conseguir nos impor no nível internacional. Foi uma grande oportunidade representar meu país naquele palco. Espero que da próxima vez consigamos vencer uma partida ou avançar de fase, o que seria uma conquista histórica.

Publicado originalmente pela FIFA em 31/03/2026: Gramaglia: a Argentina precisa continuar deixando sua marca →

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