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Histórias de sucesso sul-americanas na Copa do Mundo Feminina Sub-20

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Argentina e México, na Copa do Mundo Feminina da FIFA.
Foto: Divulgação/FIFA

— A próxima Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA acontece na Polônia entre 5 e 27 de setembro

— Quatro seleções sul-americanas vão disputar o torneio: Argentina, Brasil, Colômbia e Equador

— O Brasil é o único representante da CONMEBOL a ter participado de todas as edições

A Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™ está próxima, com quatro seleções sul-americanas disputando o título. Argentina, Brasil e Colômbia buscam avançar em relação às campanhas anteriores no torneio, enquanto o Equador fará sua estreia.

Ao longo das 11 edições anteriores, as representantes da CONMEBOL produziram atuações inesquecíveis, apresentaram ao mundo algumas das maiores estrelas do futebol feminino e alcançaram resultados que ajudaram a impulsionar o crescimento do esporte em seus respectivos países. A FIFA relembra cinco dos melhores momentos das seleções sul-americanas na história da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA™.

Veja a tabela de jogos da Polônia 2026

A presença constante do Brasil

O Brasil é o único representante da CONMEBOL a ter participado de todas as edições da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA. A Canarinha chegou às semifinais em quatro ocasiões e é a única seleção sul-americana a ter conquistado uma medalha. Seu protagonismo começou com o nascimento da competição.

O Brasil terminou em quarto lugar no Canadá 2002 e na Tailândia 2004, antes de conquistar sua primeira medalha na Rússia 2006. Depois de sofrer uma derrota apertada para a Coreia do Norte nas semifinais, a Seleção empatou em 0 a 0 com os Estados Unidos na disputa pelo terceiro lugar antes de vencer por 6 a 5 em uma longa disputa de pênaltis.

A seleção sul-americana precisou esperar 16 anos até conquistar outra medalha. Na Costa Rica 2022, o Brasil fez uma campanha excelente, na qual só tropeçou diante do Japão nas semifinais. Na disputa pelo terceiro lugar, a equipe venceu a Holanda por 4 a 1, com Tarciane marcando duas vezes, incluindo um gol de bicicleta espetacular. A zagueira também recebeu a Bola de Bronze adidas como a terceira melhor jogadora do torneio. Essa vitória deu ao Brasil sua segunda medalha e confirmou seu status como a principal seleção da América do Sul na história da competição.

Marta se apresenta ao mundo

Muito antes de se tornar uma das maiores futebolistas de todos os tempos, Marta começou a mostrar seu talento na edição inaugural do torneio. Ela tinha apenas 16 anos quando viajou para o Canadá 2002, quando o torneio ainda era Sub-19, com uma seleção brasileira que avançou até as semifinais. A atacante marcou seis gols, terminou entre as principais artilheiras e recebeu a Bola de Prata adidas. Sua velocidade, capacidade de driblar adversárias e faro de gol se destacaram imediatamente no cenário mundial.

Dois anos depois, Marta voltou ao mesmo palco para conduzir o Brasil ao quarto lugar na Tailândia 2004. Ela marcou três gols e foi eleita a melhor jogadora do torneio, tornando-se a primeira, e até agora a única, representante da CONMEBOL a conquistar a Bola de Ouro na maior vitrine mundial da categoria Sub-20 feminina. Essas duas campanhas marcaram a chegada internacional de uma jogadora que se tornaria a maior artilheira da história da Copa do Mundo Feminina da FIFA™, com 17 gols.

Colômbia, de surpresa a candidata

A estreia da Colômbia em uma Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA superou todas as expectativas. A seleção viajou para a Alemanha 2010 com um grupo de jogadoras liderado por Yoreli Rincon e avançou à fase eliminatória depois de terminar em segundo lugar, atrás das anfitriãs. Nas quartas de final, produziu um dos resultados mais importantes da história das seleções sul-americanas na competição ao vencer a Suécia por 2 a 0, tornando-se a segunda representante da CONMEBOL a chegar às semifinais, seguindo os passos do Brasil. A Nigéria encerrou suas esperanças de chegar à final com uma vitória apertada por 1 a 0. As Chicas Superpoderosas sofreram então outra derrota por 1 a 0, desta vez diante da Coreia do Sul, na disputa pelo terceiro lugar, mas voltaram para casa depois de sua primeira Copa do Mundo com um histórico quarto lugar. Essa campanha deu um impulso importante para uma geração que, pouco depois, representaria o país na Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011™.

A Colômbia viveu outra campanha especial 14 anos depois, desta vez em casa. Como anfitriã do torneio ampliado para 24 seleções, a equipe comandada pelo técnico Carlos Paniagua venceu os três jogos da fase de grupos sem sofrer gols. Bateu a Austrália por 2 a 0 antes de superar Camarões e México por 1 a 0. Uma vitória por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul nas oitavas de final levou as colombianas às quartas de final pela terceira vez em outras tantas participações, onde caíram diante da Holanda nos pênaltis após empate por 2 a 2. A eliminação não diminuiu o impacto da campanha. Um total de 37.382 espectadores acompanharam a Colômbia no Estádio Pascual Guerrero, em Cali, estabelecendo um recorde de público desde que a competição se tornou um torneio Sub-20, em 2006. A seleção que havia surpreendido o mundo em 2010 se tornou um fenômeno nacional 14 anos depois.

Argentina faz história

A Argentina voltou à Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA na Colômbia 2024 depois de 12 anos de ausência. Suas três participações anteriores haviam terminado na fase de grupos, mas uma nova geração chegou determinada a reescrever a história. A equipe enfrentou um desafio enorme logo de início, perdendo por 6 a 2 para a Coreia do Norte, que viria a erguer o troféu. No entanto, o time comandado pelo técnico Christian Meloni respondeu na segunda partida com uma reação inesquecível. A Holanda vencia por 3 a 1 no intervalo, mas a Argentina se recuperou na etapa final para garantir um empate por 3 a 3 e manter vivas as esperanças de classificação.

A partida decisiva foi contra a Costa Rica. Aos 18 minutos, Kishi Nunez recebeu a bola a uma boa distância do gol e surpreendeu a goleira adversária com um chute de longa distância extraordinário, garantindo a vitória por 1 a 0 e levando a Argentina à fase eliminatória pela primeira vez. A Alemanha encerrou a trajetória da Albiceleste nas oitavas de final, mas a campanha já havia marcado um ponto de virada. Depois de três eliminações consecutivas na primeira fase, a Argentina finalmente avançou além da fase de grupos e estabeleceu um novo patamar para as próximas gerações.

As vitórias históricas do Paraguai

O Paraguai também deixou sua marca em sua primeira participação, na edição de 2014, no Canadá, ao conquistar uma vitória histórica por 2 a 1 na segunda partida, sobre a Costa Rica. Silvana Romero abriu o placar logo no início, mas a seleção centro-americana empatou antes do intervalo. Com a partida caminhando para um empate, Jennifer Mora converteu um pênalti a dois minutos do fim para dar à Albirroja seus primeiros três pontos no torneio Sub-20.

O Paraguai voltou à competição na França 2018 e fez sua terceira participação na Colômbia 2024, onde mais uma vez começou a campanha de forma positiva, com Fatima Acosta marcando duas vezes na vitória por 2 a 0 sobre Marrocos. Embora não tenha avançado à fase eliminatória, o Paraguai comemorou sua segunda vitória em Copas do Mundo uma década depois da primeira. Os dois triunfos, alcançados nas edições de 2014 e 2024, seguem sendo os pontos altos de uma seleção que ajudou a ampliar a presença sul-americana na competição.

Publicado originalmente pela FIFA em 21/08/2026: Histórias de sucesso sul-americanas na Copa do Mundo Feminina Sub-20 →

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