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Imade: "Ofereço algo de diferente à seleção espanhola"

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Edna Imade em ação.
Foto: Divulgação/FIFA

A vida de Edna Imade vem sendo um desafio desde o início, mas, dessa época, nem ela se lembra. Foi sua mãe que, depois de dar à luz Edna e seu irmão gêmeo Paul no Marrocos, continuou sua travessia da Nigéria para a Espanha e se estabeleceu na Andaluzia, quando os bebês tinham três meses de idade.

Edna cresceu jogando futebol entre os meninos, chamando a atenção e trilhando um caminho que, hoje, fez dela uma referência para a Espanha e um dos grandes nomes do Bayern na disputa pela Liga dos Campeões Feminina da UEFA. Com dois gols nessa mesma quantidade de jogos, a potente atacante é uma das principais jogadoras da seleção espanhola treinada por Sonia Bermúdez que busca a vaga na Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™.

Com um sorriso que nunca perde, Edna conversou com a FIFA sobre o 2026 que vem vivendo até agora, repleto de grandes notícias.

FIFA: Que começo de ano! O Bayern traz você de volta do empréstimo para a Real Sociedad, os primeiros gols pela Espanha... Dá tempo de apreciar tudo isso em um período tão curto?

Edna Imade: Vêm sendo meses de muitas mudanças. Há menos de um ano, eu estava em Granada [na Espanha] e agora estou na Alemanha, jogando a Liga dos Campeões diante de jogadoras de ponta, dividindo o vestiário da seleção espanhola com aquelas que, para mim, são as melhores jogadoras do mundo. Foram meses de muitas mudanças e de me adaptar a tudo.

Você estreou pela Espanha em novembro passado e começou as eliminatórias com duas vitórias. Como se sente?

Sabíamos que era muito importante conseguir esses seis pontos para a classificação direta para 2027. Fiquei muito feliz por isso, mas também pelos meus gols. Foi a primeira vez que joguei "de verdade" [pela seleção] e marcar um gol na minha estreia foi uma alegria e uma satisfação enorme. Ainda por cima de cabeça, que é uma coisa em que, ultimamente, tenho me saído muito bem. Tudo que for para ajudar a equipe é perfeito.

Como você se adaptou ao time?

Jogar com as melhores jogadoras do mundo torna tudo mais fácil. Além disso, ao contrário do Bayern, todas nós falamos espanhol e a comunicação é muito mais fácil. Eu me considero uma jogadora que talvez tenha características diferentes do que é comum na seleção ― uma jogadora mais de área, uma atacante de força. Mas é bom ter perfis diferentes para a equipe. Vou dar o meu melhor pela equipe.

Como você está se sentindo antes do confronto em Wembley contra a Inglaterra?

Nunca teria passado pela minha cabeça poder jogar na seleção espanhola e em uma Copa do Mundo com e contra as melhores jogadoras do mundo... Nunca! Ter conseguido isso me enche de orgulho e me faz dizer que quero mais. Se nos classificarmos e eu for convocada para a Copa do Mundo, vou dar o meu melhor para tentar conquistá-la.

Em 2023, você assistiu ao título mundial da Espanha pela TV, mas agora pode estar na Copa do Mundo Feminina da FIFA™ daqui a pouco mais de um ano. Imaginava isso?

Nunca teria passado pela minha cabeça poder jogar na seleção espanhola e em uma Copa do Mundo com e contra as melhores jogadoras do mundo... Nunca! Ter conseguido isso me enche de orgulho e me faz dizer que quero mais. Se nos classificarmos e eu for convocada para a Copa do Mundo, vou dar o meu melhor para tentar conquistá-la.

Quem eram seus modelos quando você era criança?

Comecei como zagueira, mas também joguei de ponta. Adorava o Neymar e a alegria que ele transmitia jogando. Não se importava com nada. Eu via os vídeos dele e prestava muita atenção nele para tentar fazer seus truques.

E agora fui mudando os meus modelos, à medida que fui subindo de nível. Agora faço isso com Harry Kane, [Erling] Haaland ou [Romelu] Lukaku, para aprender como jogam e se posicionam.

Você tinha seis ou sete anos de idade quando começou sua ligação com o futebol, na cidadezinha de Carmona. Mas é verdade que a sua mãe queria que você dançasse flamenco?

[Risos] Sim, durei um dia no flamenco! O começo no futebol foi na escola. Eu jogava com os meninos, já que muito poucas meninas jogavam, e eu era até melhor do que alguns deles. Eu era escolhida antes para os jogos. O professor de educação física disse à minha mãe que eu era muito boa. Comecei lá como zagueira.

Sua vida foi um desafio constante desde o nascimento. Sua mãe teve que fugir da guerra na Nigéria, chegou ao Marrocos, deu à luz lá... Você tem uma personalidade guerreira em campo, mas é evidente que isso vem de família, não?

Minha família é tudo para mim. É a motivação para seguir em frente. Tudo que faço é por eles. Quero que a felicidade deles seja por minha causa. Quando dou alguma coisa de presente para eles e me agradecem, é o que mais satisfação me dá, mais do que comprar coisas para mim. Eu valorizo muito isso e sou muito grata por tudo o que temos na vida.

Publicado originalmente pela FIFA em 08/04/2026: Imade: "Ofereço algo de diferente à seleção espanhola" →

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