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Istocki: o Canadá tem uma conta a acertar

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Brasil e Canadá, na Copa do Mundo Feminina da FIFA, em 2025.
Foto: FIFA/Reprodução

O futebol às vezes oferece uma segunda chance justamente quando parecia que a história tinha acabado. Depois de sofrer uma dolorosa derrota nos pênaltis para o Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA 2025™, o Canadá vai reencontrar a Seleção na estreia em Marrocos 2026. A revanche dá ao Canadá a chance de vingar aquela derrota e deixar para trás a eliminação do ano passado.

Depois de ter disputado o torneio do ano passado, Gabriela Istocki volta com mais experiência e mais responsabilidade. Ainda com a camisa 10, mas agora com a braçadeira de capitã, a jovem meio-campista vai liderar o Canadá no difícil Grupo C, que também tem Gana e Noruega.

Além das ambições esportivas, a campanha do Canadá também foi marcada pela trajetória da técnica Jen Herst, que passou por duas cirurgias de coração aberto nos últimos meses antes de voltar ao banco a tempo de comandar suas jogadoras no Marrocos.

Em entrevista exclusiva à FIFA, Istocki fala sobre as ambições da equipe, a inspiração que elas tiraram da campanha da seleção sub-20 na Polônia 2026 e a importância de ter Herst ao lado delas na busca por escrever um novo capítulo na história do país.

FIFA: Você está de volta ao Marrocos um ano depois. Como se sente?

Gabriela Istocki: Estou superanimada. Acho que toda vez que posso representar meu país é uma verdadeira honra. Tenho a sorte de jogar uma segunda edição da Copa do Mundo Feminina Sub-17, então estou muito animada para começar.

O Canadá chegou às quartas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-17 do ano passado. Qual foi o seu jogo favorito?

Por incrível que pareça, não vou citar uma das nossas vitórias. Acho que diria o jogo contra o Brasil, só porque eram as quartas de final e ficamos muito perto. Então, com certeza diria o jogo contra o Brasil.

Vocês estão prontas para se vingar do Brasil desta vez?

É ótimo enfrentar o Brasil de novo tão cedo. Sim, claro que estaremos prontas para este próximo jogo. Temos uma conta a acertar!

O que você acha de jogar contra Gana e Noruega?

Acho que nosso grupo é muito bom. Temos boas adversárias, mas acho que o principal para nós é focar em nós mesmas e no que fazemos bem. Estamos nos preparando, então acho que estamos prontas. Em cada jogo, queremos melhorar e nos manter fiéis à nossa tática e ao que fazemos bem. Obviamente, nosso objetivo é chegar até o fim do torneio.

Você vai usar a braçadeira de capitã no torneio. Quanto orgulho isso te dá?

É uma honra e um privilégio muito grandes poder liderar esta equipe. Dou todo o crédito às minhas companheiras e à comissão técnica por me darem confiança. Para mim, como estive neste torneio no ano passado, tenho muita experiência, então agora é só poder compartilhar isso com as minhas companheiras e liderar desse jeito.

Como você se descreveria como jogadora?

Eu diria que sou uma jogadora muito esforçada. Quando estamos sem a bola, estou sempre lá, pronta para tentar recuperá-la. Com a bola, gosto de ir para a frente, arriscar e buscar o gol. São essas as coisas que eu diria que me descrevem.

A seleção sub-20 do Canadá fez uma campanha impressionante até as quartas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA, em setembro. Você acompanhou a campanha delas?

Claro! Assisti a todos os jogos delas, e a equipe inteira estava torcendo por elas. Elas são uma verdadeira inspiração, e queremos seguir os passos delas. É importante ver o que elas fazem, e isso com certeza vai nos dar ânimo no nosso torneio.

Sua técnica, Jen Herst, passou por duas grandes cirurgias recentemente, mas voltou ao banco em agosto. A volta dela te dá uma motivação extra?

Fiquei superfeliz por tê-la de volta. Ela tem sido um grande exemplo para mim e alguém que me ajudou muito. Ela e toda a comissão técnica trabalharam incrivelmente duro para desenvolver esta equipe sub-17 e nos encheram de confiança. Tenho muito orgulho de ter a Jen como minha técnica.

Para terminar, quem são os seus ídolos no futebol?

No feminino, com certeza diria Christine Sinclair. Ela fez muito pelo Canadá, então ela teria de ser a minha favorita. No masculino, diria [Lionel] Messi. Ele fez muito pela Argentina, e só de vê-lo jogar já é algo especial.

Publicado originalmente pela FIFA em 16/10/2026: Istocki: o Canadá tem uma conta a acertar →

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