
Jess Fishlock pode fazer o último jogo da carreira neste domingo, 1 de novembro de 2026, quando o Seattle Reign enfrenta o Orlando Pride no Lumen Field, informou a BBC.
Aos 39 anos, a meio-campista galesa vai se aposentar ao fim da temporada 2026 da National Women's Soccer League (NWSL) e entra em campo sem saber se ainda terá outra partida.
O Reign disputa com o NC Courage e o Denver Summit a última vaga nos playoffs, a fase eliminatória de oito times da NWSL. Uma vitória sobre o Orlando Pride garante o Seattle.
Courage e Summit estão dois e três pontos atrás, respectivamente, e têm saldo de gols melhor, mas se enfrentam na rodada final.
A classificação seria a oitava de Fishlock em 14 temporadas no clube, que ela defende desde 2013. A jogadora diz que já viveu situações parecidas na liga, que o lado bom é poder pensar só em futebol e que tudo o que quer é levar o grupo a mais uma rodada de playoffs.
Fishlock nunca venceu os playoffs da NWSL. Foi vice-campeã em 2014, 2015 e 2023.
A lista de conquistas é longa em outras frentes. Com o Seattle, ela ganhou três NWSL Shields. Na carreira em clubes, soma dois títulos da Champions League. Em 2021, foi eleita Most Valuable Player (MVP), a jogadora mais valiosa da NWSL.
Avançar à fase eliminatória estenderia a carreira e daria a ela a chance de se despedir em grande estilo.
Fishlock encerrou a carreira na seleção do País de Gales em outubro de 2025, com 166 partidas, recorde entre homens e mulheres. Um mês depois, assinou novo contrato com o Seattle. Em abril, confirmou que pararia ao fim da temporada 2026 da NWSL.
Segundo a BBC, ela se recuperou de uma lesão que parecia grave para sair nos próprios termos.
O clube prepara atividades em torno do estádio, entre elas uma cabine de fotos comemorativa e produtos dedicados à veterana. A expectativa é de 16 mil pessoas no Lumen Field, com vários familiares de Fishlock entre elas, vindos de avião para o jogo.
A jogadora afirma que nunca teve tanta família por perto e agradece ao clube e a quem vai ao estádio por ela, mas mantém o foco na partida e na vaga. A festa, nas palavras dela, fica para depois do apito final.
“Tenho certeza de que, depois de tudo, isso vai me atingir com muito mais força do que estou deixando agora”, disse Fishlock.
A aposentadoria permitirá que Fishlock, que sempre fala do orgulho de ser galesa, volte para casa com muito mais frequência. A próxima visita já está na agenda: ela integra a comissão técnica de Rhian Wilkinson na final da repescagem para a Copa do Mundo, contra a Noruega.
Antes da vitória de Gales sobre a Albânia na semifinal, Wilkinson contou ter recebido uma mensagem de Fishlock pedindo para ser convocada. Fishlock explicou que era brincadeira e que sabe que a técnica não a chamaria para mais um jogo pela seleção, apesar das preocupações com lesões.
Ela também disse acreditar que Gales pode vencer a Noruega e espera que o time acredite nisso.
Para a torcedora do Seattle, a aposentadoria de Fishlock fecha um capítulo do clube: ela é a última das três estrelas originais a parar, depois de Megan Rapinoe e Lauren Barnes. Para a NWSL, a BBC vê o fim de uma era, com a saída de uma das figuras mais reconhecidas da liga. Para a seleção do País de Gales, a recordista de partidas passa a ajudar de fora do campo.
Ao fim da temporada 2026 da NWSL, como ela confirmou em abril.
Foram 166, recorde entre homens e mulheres.
Não. Ela perdeu três finais, em 2014, 2015 e 2023.