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Kawalec: Queremos mostrar o DNA da Polônia

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Paulina Kawalec, técnica da seleção feminina Sub-17 da Polônia.
Foto: FIFA/Reprodução

Para Paulina Kawalec, a Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA™ no Marrocos representa um sonho realizado. Ex-jogadora da seleção nacional que passou a última década trabalhando na Federação Polonesa de Futebol, ela agora leva sua equipe a uma Copa do Mundo pela primeira vez.

Depois de duas participações seguidas no Campeonato Europeu Sub-17, a seleção polonesa agora quer deixar sua marca no cenário mundial. Kawalec aposta no espírito de luta, na disciplina e num estilo de jogo próprio. O objetivo é claro: passar da fase de grupos e depois mirar ainda mais alto.

Em entrevista exclusiva à FIFA, a técnica fala de sua trajetória pessoal, do desenvolvimento do futebol de base na Polônia e dos desafios que aguardam sua equipe no Marrocos.

FIFA: A Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA no Marrocos é uma ocasião única para as jovens jogadoras envolvidas. Como você está se sentindo antes do torneio?

Paulina Kawalec: Não é uma ocasião especial só para as jogadoras, mas também para toda a comissão técnica. É a nossa primeira Copa do Mundo, então é uma experiência completamente nova. Os sentimentos principais são empolgação e positividade. Estamos muito felizes por ter nos classificado para o torneio graças às nossas atuações no Campeonato Europeu, e é ótimo estar aqui.

As meninas trabalharam inacreditavelmente duro para isso, então elas conquistaram essa oportunidade. Viemos ao Marrocos para fazer bonito. Queremos jogar um bom futebol do jeito polonês e mostrar quem somos, dentro e fora de campo.

Para mim é importante que as pessoas percebam como esta equipe é especial. Tanto na Polônia quanto aqui na Copa do Mundo.

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Que papel o futebol teve na sua vida quando você era criança? Você imaginava que um dia seria técnica da seleção polonesa numa Copa do Mundo?

Sinceramente, quando eu era criança, crescendo num pequeno vilarejo no leste da Polônia, nunca teria imaginado estar aqui 30 anos depois. Claro que eu tinha sonhos. Mais do que tudo, eu queria jogar futebol, mesmo que isso estivesse longe de ser fácil naquela época.

Felizmente, sempre encontrei oportunidades para continuar me desenvolvendo. Fui subindo degrau por degrau, até jogar em alguns dos principais clubes da Ekstraliga polonesa e defender as seleções de base e principal da Polônia. Dá para dizer que meus sonhos no futebol se realizaram pouco a pouco.

Já perto do fim da minha carreira de jogadora, porém, eu sabia que queria ser técnica. Comecei a fazer alguns cursos de treinadora quando ainda jogava e obtive as qualificações necessárias. Depois disso, minha transição de jogadora para técnica foi relativamente rápida.

Trabalho na Federação Polonesa de Futebol há dez anos. Comecei como auxiliar técnica da seleção Sub-15, antes de assumir como técnica principal da categoria mais jovem da seleção. Nos últimos dois anos, minha comissão técnica e eu estamos no comando da seleção Sub-17. Desde que assumimos, nos classificamos para dois Campeonatos Europeus seguidos e agora também para a Copa do Mundo.

Não tem como ficar muito melhor do que isso. É um sonho realizado participar de grandes torneios como estes. Agora só precisamos fazer o melhor papel possível na Copa do Mundo no Marrocos.

O que você aprendeu sobre si mesma trabalhando com jogadoras jovens?

Acima de tudo, paciência e humildade. Também aprendi que às vezes é melhor ouvir do que falar. Tive de trabalhar todos esses aspectos e sair da minha zona de conforto para crescer como técnica.

Se tivesse de descrever a atual seleção polonesa em três palavras, quais seriam e por quê?

Competitividade, tenacidade e disciplina. Essas três características são as que melhor descrevem a nossa equipe. Queremos lutar até o fim, manter uma boa organização e executar com consistência o nosso plano tático em campo. Nosso objetivo é jogar um futebol agressivo sem perder a disciplina. Sabemos quais são os nossos pontos fortes e como queremos usá-los. A tenacidade é um dos principais atributos da equipe.

Como está a preparação da equipe para a Copa do Mundo? Há alguma área específica em que vocês têm trabalhado nas últimas semanas e meses?

Começamos a preparação quase imediatamente depois de nos classificarmos. Em maio, já tínhamos planejado todo o período até o torneio, em outubro. Fizemos um amistoso contra a Alemanha em agosto e já nos testamos contra a China desde que chegamos aqui ao Marrocos. Até agora, tudo está saindo conforme o planejado.

O principal para nós era que todas as jogadoras convocadas chegassem ao período de treinamento em boa forma e saudáveis. Isso nos permitiu trabalhar as etapas da preparação passo a passo. Fizemos parte do trabalho em agosto, enquanto outros aspectos foram tratados em colaboração com os clubes das jogadoras. Depois, no nosso último período de treinamento, passamos para a etapa seguinte.

Prestamos atenção especial às coisas que não saíram tão bem quanto esperávamos no Campeonato Europeu. Analisamos todos os nossos jogos em detalhe e tiramos deles algumas lições importantes. Não se tratava de fazer mudanças fundamentais, mas de pequenos ajustes que poderiam ter grande impacto no nosso jogo. Às vezes basta um único momento ou uma única decisão para tirar tudo do rumo.

A Polônia estreia no torneio contra a Nigéria e depois enfrenta a RPD da Coreia e Porto Rico. Qual a importância do jogo de estreia? Vocês estão se preparando para ele de forma diferente dos outros?

Os jogos de estreia em grandes torneios são sempre de enorme importância. No nosso grupo, o jogo contra a Nigéria pode ser especialmente importante e ter grande influência sobre como o resto do torneio vai se desenrolar. Por isso estamos totalmente concentradas nessa partida neste momento. As meninas sabem muito bem que um bom resultado na estreia nos deixaria em boa situação no grupo, principalmente considerando quem enfrentamos na segunda rodada.

Estamos fazendo tudo o que podemos para nos preparar da melhor forma possível para esse jogo e somar pontos. Claro que adoraríamos vencer. Cada jogadora que entra em campo dá tudo de si para garantir que a equipe marque pelo menos um gol a mais que a adversária. Espero que consigamos isso no nosso primeiro jogo.

Dito isso, sabemos como é difícil a tarefa que temos pela frente. Analisamos vários jogos da Nigéria. A equipe tem um estilo de jogo muito direto e recorre muito a bolas longas. A Nigéria também é uma equipe muito física e atlética.

Acho que esse será um dos nossos maiores desafios, possivelmente até mais do que o lado tático do jogo.

Como seria uma Copa do Mundo bem-sucedida para a seleção polonesa?

Nosso objetivo é sair do nosso grupo e ver até onde conseguimos ir a partir daí. Queremos chegar ao mata-mata e ver o que conseguimos fazer a partir dali. Cada jogo a mais, principalmente contra seleções mais fortes, seria uma experiência incrivelmente valiosa e mais um passo adiante para nós.

Publicado originalmente pela FIFA em 15/10/2026: Kawalec: Queremos mostrar o DNA da Polônia →

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