
A zagueira [Leah Williamson](/atleta/leah-williamson) tocou a bola com a mão por engano durante uma reposição de bola na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, e deu pênalti ao Paris FC, segundo a BBC Sport. A falha ajudou o time francês a empatar o jogo em 2 a 2 com o Arsenal, em Paris, pela Liga dos Campeões Feminina.
Até a falha, o Arsenal vencia por 2 a 1, e o pênalti, convertido por Maeline Mendy, tirou a vitória do time inglês já no fim da partida. O resultado deixou o Arsenal em quarto lugar na fase de grupos depois de duas rodadas. Uma vitória em Paris teria colocado o time em segundo.
O erro começou numa reposição comum. A goleira Misa Rodriguez fez um passe curto para Williamson, que esticou o braço para parar a bola e se preparar para cobrar o tiro de meta ela mesma. Como a bola já estava parada dentro da pequena área quando Rodriguez a tocou, a arbitragem considerou que o tiro de meta já tinha sido executado naquele instante. A partir daí, o toque de mão de Williamson passou a valer como falta dentro da própria área, e a árbitra Iuliana Demetrescu marcou pênalti.
A Law 16 do International Football Association Board (IFAB), o órgão que define as regras do futebol, diz que, numa reposição de tiro de meta, o lance é considerado concluído assim que a bola fica parada dentro da pequena área e é tocada por qualquer jogadora em campo. A partir desse instante vale a Law 12: tocar a bola de forma deliberada com a mão ou o braço é falta, e se acontece dentro da própria área, a arbitragem tem de marcar pênalti. Como Rodriguez já tinha tocado a bola para Williamson, o tiro de meta já estava em jogo quando a zagueira usou a mão.
A confusão não é inédita. Em novembro de 2024, o zagueiro Tyrone Mings, do Aston Villa, cometeu a mesma falha numa partida da Champions masculina contra o Club Brugge, e a arbitragem marcou pênalti, convertido pelo time belga. Na época, o então técnico do Aston Villa, Unai Emery, classificou o lance como o maior erro que já vira na carreira. Antes disso, no mesmo ano, o zagueiro Gabriel, do próprio Arsenal, cometeu o mesmo erro contra o Bayern de Munique, mas a arbitragem não marcou pênalti, mesmo reconhecendo depois que a bola estava em jogo. Thomas Tuchel, que treinava o Bayern na época e hoje comanda a seleção da [Inglaterra](/selecao/inglaterra), disse que não marcar o pênalti foi um erro de criança da arbitragem.
O auxiliar técnico do Arsenal, Aaron D'Antino, falou com a imprensa depois da partida e disse que a intenção era mesmo a de Williamson cobrar o tiro de meta. Segundo ele, o episódio vai servir de aprendizado sobre como o time deve repassar a bola para a zagueira nessas situações, para evitar repetir o problema. A ex-zagueira do Arsenal e da Escócia Jen Beattie discordou da marcação, mesmo com a regra a favor da árbitra. "Eu nem sei como isso acontece. A Leah sabe que é tiro de meta, ela está pegando a bola. Isso é chocante por parte da árbitra", disse Beattie à Paramount+.
Para o Arsenal, o empate deixa o time em quarto lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões Feminina, atrás da liderança que estaria garantida com a vitória em Paris. Para o futebol feminino, o caso confirma que a regra do tiro de meta vale do mesmo jeito nas duas modalidades, e reforça um ponto de atenção para goleiras e zagueiras em reposições de bola, depois de erros parecidos no futebol masculino.
Não. Segundo a Law 16 e a Law 12 do IFAB, a decisão de marcar pênalti foi a correta: o tiro de meta já estava em jogo quando Williamson tocou a bola com a mão.
Sim. Tyrone Mings, do Aston Villa, cometeu a mesma falha em 2024, e o zagueiro Gabriel, do Arsenal, fez o mesmo diante do Bayern de Munique no mesmo ano.
O empate deixou o time em quarto lugar na tabela depois de duas rodadas da Liga dos Campeões Feminina. Uma vitória em Paris colocaria o Arsenal em segundo.