
Não foram poucas as oportunidades de gol dos dois lados, e qualquer um dos times poderia ter saído com a vitória, mas o México levou a melhor sobre o Brasil com um placar magro: vitória mexicana por 1 a 0 em casa, no Estádio Ciudad de los Deportes, na Cidade do México, em amistoso disputado na noite de 7 de março de 2026.
A goleira brasileira Letícia – conhecida como "Lelê" – defendeu um pênalti logo no início do jogo. No segundo tempo, Tainá Maranhão incendiou o campo de ataque e quase levou a Seleção Brasileira ao gol, mas a trave e a goleira mexicana Esthefanny Barreras foram, de fato, grandes "barreiras" no caminho do Brasil.
Porém, na reta final do segundo tempo, um cabeceio de Greta Espinoza colocou a bola no fundo da rede, no contrapé da goleira Letícia. Antes deste amistoso com o México, o Brasil disputou outros dois amistosos nesta Data FIFA: venceu a Costa Rica por 5 a 2 e, depois, perdeu para a Venezuela por 2 a 1.
Além de serem parte da preparação para a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™, os amistosos disputados pelo Brasil em março também ajudaram a equipe a se preparar para a Série FIFA de 2026, uma competição amistosa em forma de quadrangular que será disputado em abril na Arena do Pantanal, em Cuiabá. Os adversários serão Canadá, República da Coreia e Zâmbia.
O jogo tinha muitas oportunidades pelo chão, com contra-ataques espaçados, mas o único gol da partida saiu em uma jogada aérea. Pouco depois dos 30 minutos no segundo tempo, a veterana Charlyn Corral bateu escanteio e colocou a bola na cabeça de Greta Espinoza, que cabeceou no contrapé de Lelê e destravou o placar.
Um gol batalhado e muito comemorado, já que o México é o 29º colocado no atual Ranking Mundial Feminino da FIFA/Coca-Cola, enquanto o Brasil ocupa a 6ª posição depois de dois anos fortes em 2024 e 2025.
A torcida mexicana teve motivo para comemorar logo no comecinho da partida, quando a arbitragem assinalou pênalti de Thaís Ferreira sobre Lizbeth Ovalle – a mexicana tentou o drible e foi parada com falta pela brasileira no canto esquerdo da grande área. Rebeca Barnel caminhou lentamente até a bola e chutou rápido para tentar surpreender a goleira do Brasil, mas Lelê saltou para o lado certo e impediu o gol do México.
A equipe da casa dominou as ações iniciais e conteve os avanços da Seleção Brasileira até os 19 minutos. O jogo passou a ser mais equilibrado a partir da reta final do primeiro tempo, e as duas seleções se ameaçaram mutuamente na etapa final. Aliás, o México esteve perto do gol várias vezes: a postura ofensiva do Brasil no segundo tempo fez com que o time de Arthur Elias tivesse "mais sorte do que juízo" em alguns lances.
Os dois times mostraram muitos dribles e velocidade no ataque; porém, como consequência da ofensividade, a exposição na defesa foi grande com posicionamentos muito abertos. Havia espaço demais na defesa do Brasil, e todos os sinais apontavam alto risco para as brasileiras antes mesmo do gol da vitória mexicana.
Letícia impediu que o México fizesse mais gols, e o Brasil teve uma grande adversária não-humana: a trave.
As traves do Estádio Ciudad de los Deportes estavam alinhadas com a enérgica torcida mexicana e unidas por um único propósito: impedir que o Brasil marcasse. Aos 38 minutos do primeiro tempo, aproveitando uma saída de jogo ruim do México, Jheniffer pegou a sobra e arriscou o chute direto para o gol. A bola bateu no travessão, quicou no gramado, bateu na goleira e sobrou nos pés de uma defensora mexicana, que afastou o perigo.
Depois, na marca dos 48 do primeiro tempo, Duda Sampaio arrancou o contra-ataque e fez um lançamento cheio de categoria para Tainá Maranhão, que venceu a marcação mexicana na velocidade e chutou rasteiro para o gol. A finalização não foi fraca, mas a bola pareceu seguir em câmera lenta... e caprichosamente bateu na trave.
Ainda houve mais uma grande participação da trave no segundo tempo, aos 15 minutos. Tainá Maranhão tentou inflamar o jogo de novo ao cortar a marcação na entrada da área e arriscar o chute venenoso, acertando o poste.
E a trave não foi a única barreira encontrada pela Seleção Brasileira, já que Esthefanny Barreras fez boas defesas nos chutes de Duda Sampaio, Adriana e da própria Tainá Maranhão.
— Sábado, 12 de abril de 2026
Canadá x Zâmbia
Brasil x República da Coreia
— Terça-feira, 14 de abril de 2026
Canadá x República da Coreia
Brasil x Zâmbia
— Sábado, 18 de abril de 2026
República da Coreia x Zâmbia
Brasil x Canadá
Publicado originalmente pela FIFA em 07/03/2026: Letícia pega pênalti, mas Brasil sofre com trave e é derrotado pelo México →