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Líder do Canadá e rival do Brasil, Chukwu quer se destacar no Mundial Sub-20

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Fiji e Canadá, na Copa do Mundo Feminina da FIFA, em 2024.
Foto: Divulgação/FIFA

Quando Annabelle Chukwu desperdiçou um pênalti aos 119 minutos da final do Campeonato Feminino Sub-20 da Concacaf de 2025, com o placar empatado em 2 a 2 entre Canadá e México, tudo indicava que a decisão seria nos pênaltis. Mas Chukwu tinha outros planos. Aos 122 minutos, quando o árbitro já se preparava para encerrar a prorrogação, a atacante arrancou pela lateral do campo e, de um ângulo quase impossível, acertou o ângulo.

Em junho deste ano, a jovem de 19 anos estreou pela seleção principal do Canadá e, depois de marcar dois gols contra a Zâmbia na FIFA Series 2026™, já sonha com uma vaga na equipe de Casey Stoney para a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™.

“Annabelle tem sido fantástica. É uma jogadora muito empolgante”, disse Stoney sobre Chukwu. “Ela é realmente um talento raro e tem uma qualidade muito especial. Se você é torcedor, deveria pagar para vê-la jogar.”

Antes disso, porém, a estrela nascida na Inglaterra terá pela frente a Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™, disputada entre 5 e 27 de setembro. Em busca do primeiro título da categoria após o vice-campeonato em 2002, o Canadá está no Grupo C ao lado de Brasil, Inglaterra e Tanzânia.

Este será o terceiro grande torneio mundial de Chukwu, que já disputou a Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Índia 2022™ e a da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Colômbia 2024™.

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FIFA: O que significou marcar o gol da vitória já nos acréscimos da prorrogação contra o México?

Annabelle Chukwu: Foi muito especial. Mas, como capitã, eu sentia que tinha decepcionado a equipe depois de perder o pênalti. Então pensei: “Como posso continuar concentrada e presente para seguir lutando até o fim?” Aquele gol não foi apenas fruto do meu trabalho, mas do esforço coletivo de todas nós ao longo dos 120 minutos.

Depois de desperdiçar o pênalti, como você conseguiu superar a frustração e manter a calma?

Minha mentalidade é sempre pensar na próxima jogada. Deixo o lance anterior para trás e sigo em frente. Como capitã, preciso demonstrar isso para as minhas companheiras, para que elas façam o mesmo. Naquele momento, pensei: “Como posso ajudar minha equipe, mesmo sentindo que a decepcionei tão perto do fim da partida?”

O que mais a entusiasma em disputar sua segunda Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA?

É muito empolgante enfrentar algumas das melhores jogadoras do mundo e viver outra Copa do Mundo ainda tão jovem. Agora, na minha segunda participação, posso levar a experiência da edição anterior. Também é muito legal enfrentar adversárias de estilos diferentes e conhecer outras culturas. Estou assumindo um papel de maior liderança, então penso muito em como usar tudo o que já vivi para impactar positivamente a equipe.

Recentemente, você passou a atuar pela seleção principal do Canadá. Como tem sido essa adaptação?

É um nível completamente diferente. O jogo é mais rápido e as decisões precisam ser tomadas em menos tempo. No geral, isso tem me ajudado a evoluir como jogadora por causa da intensidade e da força física das partidas. Tem sido um sonho jogar ao lado de atletas que sempre admirei, e espero continuar tendo essa oportunidade.

E o que significou marcar seus primeiros gols pela seleção principal contra a Zâmbia?

Foi um momento surreal. Nessa idade, você já fica feliz apenas por entrar em campo e ganhar minutos para adquirir experiência. Mas, para mim, também se trata de provar dentro de campo que posso ser uma peça importante no setor ofensivo. Foi um sonho realizado e espero que tenha sido apenas o primeiro de muitos gols.

Você já pensa na possibilidade de disputar a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™?

Procuro não pensar muito no futuro. Prefiro focar no presente e no que posso fazer agora para continuar evoluindo como jogadora. Seria incrível ser convocada para esse torneio, mas minha prioridade é controlar aquilo que depende de mim para aumentar minhas chances de estar lá.

Quanto ajuda ter uma irmã gêmea que também joga futebol e esteve ao seu lado em toda essa trajetória?

É uma experiência muito especial ter alguém que sempre desafia você a melhorar. Durante a pandemia de covid-19, nós treinávamos juntas no porão de casa. É muito bom ter alguém com a mesma mentalidade, a mesma paixão pelo futebol e a mesma vontade de evoluir. Ter uma irmã gêmea contribuiu muito para desenvolver meu espírito competitivo e minha determinação. Tenho muita sorte por isso.

Por fim, você já pensa em uma carreira profissional e em quais ligas gostaria de atuar?

Também procuro não pensar tão à frente. Quero concluir a faculdade e depois ir para um clube onde eu possa ter um papel importante, ganhar minutos e continuar evoluindo. Gostaria muito de jogar na Europa. Adoro a cultura do povo e do futebol de lá. Vamos ver o que o futuro reserva.

Publicado originalmente pela FIFA em 19/05/2026: Líder do Canadá e rival do Brasil, Chukwu quer se destacar no Mundial Sub-20 →

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