
A Liga F, competição profissional de futebol feminino da Espanha, manteve congelada em 15,6 milhões de euros a receita ordinária da temporada 2024-2025 e dobrou o dinheiro comercial repassado aos 16 clubes, como informou o 2Playbook em 9 de fevereiro de 2026. A gestora da Liga F fechou o exercício com ganho de 156.782 euros, segundo documentos analisados pela Intelligence 2P, unidade de estratégia e inteligência de mercado do veículo.
A receita ordinária está garantida por dois contratos de longo prazo: com a DAZN, para a televisão, e com a LaLiga, para os patrocínios. Foi apoiada neles que a liga chegou ao resultado positivo de 2024-2025.
A outra grande fonte de receita são as subvenções. Na temporada 2024-2025, a competição recebeu 10 milhões de euros em ajudas, divididas em duas partes e três destinações.
O Consejo Superior de Deportes (CSD) encerrou na temporada 2024-2025 seu compromisso com a profissionalização do futebol feminino, com os últimos 7,5 milhões de euros. Desse total, 5 milhões foram para despesas correntes da Liga F e da arbitragem, e 2,5 milhões para financiar os investimentos dos clubes nesse processo de crescimento do futebol feminino espanhol.
A outra parte veio da Real Federación Española de Fútbol (RFEF). Com a nova sintonia entre as duas entidades, foi assinado em 2024-2025 um convênio de coordenação que prevê 2,5 milhões de euros por ano para a gestora da competição até 2027. Somando negócio ordinário e subvenções, a Liga F movimenta 25 milhões de euros por ano.
Boa parte do dinheiro gerado é dividida entre os 16 clubes da competição. Em 2024-2025, o repasse chegou a 17 milhões de euros, 37% a mais que na temporada anterior.
Pelos direitos audiovisuais, foram 4,8 milhões de euros distribuídos entre todos, com média de 300 mil euros por clube. O FC Barcelona liderou, com pouco mais de meio milhão de euros.
A distribuição do dinheiro comercial foi a que mais cresceu em 2024-2025: passou de 1,9 milhão para 4 milhões de euros. A liga explica que o item de patrocínios, licenças e outros inclui a divisão do excedente do exercício.
As receitas superaram o orçamento em 2,5 milhões de euros, o mesmo valor da nova ajuda do convênio com a RFEF. A isso se somam outros 3,2 milhões de euros pela cessão, por parte dos clubes, de determinados espaços publicitários para que a liga os explore, e pelos direitos de imagem para o videogame de futebol da EA Sports.
Do lado das despesas, o gasto com pessoal da organização chegou a 2 milhões de euros, alta de 4% na comparação anual. Os demais gastos operacionais subiram 15%, para 5,7 milhões de euros.
Para os clubes da Liga F, a temporada 2024-2025 significou mais dinheiro em caixa, com 17 milhões de euros repartidos e a fatia comercial dobrando de tamanho. Depois dela, a liga deixa de contar com a ajuda do CSD, cujo compromisso se encerrou, e se apoia nos contratos de longo prazo com DAZN e LaLiga e no convênio com a RFEF, previsto até 2027. São números que ajudam a medir o negócio do futebol feminino espanhol, assunto da seção Mercado.
A receita ordinária ficou em 15,6 milhões de euros em 2024-2025. Com as subvenções, a liga movimenta 25 milhões de euros por ano.
Os direitos audiovisuais renderam 4,8 milhões de euros aos 16 clubes, média de 300 mil euros por clube. O FC Barcelona recebeu pouco mais de meio milhão.
O convênio prevê 2,5 milhões de euros por ano para a gestora da liga até 2027.