Lola Gallardo, goleira e capitã do Atlético de Madrid, é mãe de Hugo, o primeiro filho dela com a companheira, Cristina Vicente, como informou o ABC em 3 de novembro de 2026. O menino nasceu por meio de uma técnica de reprodução assistida em que as duas mães participam biologicamente da gravidez.
O jornal espanhol tratou o nascimento como uma vitória que não precisa de estádio nem de placar e aproveitou o caso para defender, em texto de opinião, que maternidade e futebol não são incompatíveis.
O casal recorreu ao método ROPA, sigla em espanhol para recepção de ovócitos da parceira. Lola passou por um tratamento de estimulação ovariana. Os óvulos dela foram fecundados e depois implantados em Cristina, que levou a gestação adiante e deu à luz Hugo.
Na prática, a técnica divide o processo entre as duas mulheres: uma fornece o material genético e a outra gera o bebê. Segundo o ABC, o caminho até a chegada do filho foi duro, e formar uma família era o sonho das duas.
Lola Gallardo é a jogadora com mais partidas disputadas com a camisa do Atlético de Madrid, clube ao qual está ligada há catorze temporadas. O jornal a descreve como uma das grandes referências da história do time feminino rojiblanco e uma das grandes goleiras espanholas.
A carreira começou em Mairena del Aljarafe, cidade da província de Sevilha onde ela nasceu. Foi ali, aos dez anos, que decidiu calçar as luvas e jogar no gol, nos campos de futebol da cidade natal.
Pelo Atlético, a capitã soma três títulos da Liga espanhola e duas Copas de la Reina. O ABC destaca também a identificação que ela sempre demonstrou com o escudo do clube.
Para o jornal, a maternidade complica muito a rotina de uma atleta profissional, que precisa conciliar treinos, competição e organização da família. Por isso, o texto defende que o Atlético fique ao lado da capitã e ofereça todas as condições para que ela aproveite os primeiros momentos com Hugo e, depois, organize a volta aos gramados quando for a hora.
O ABC insiste que isso não seria um favor, e sim o cuidado devido a uma jogadora que faz parte da história do clube. Como precedente no futebol profissional, o jornal lembra que David de Gea tirou licença-paternidade em 2021, quando defendia o gol do Manchester United, no nascimento da filha Yanay, fruto da relação com a cantora Edurne.
A conclusão do texto é que o futebol feminino avançou muito e precisa mostrar que as jogadoras podem conciliar a vida familiar sem abrir mão da profissão.
Para a torcida do Atlético de Madrid, a recordista de jogos do clube entra em uma fase nova da vida, com contrato até 2029 e, segundo o ABC, ainda muito a contribuir dentro de campo. Para o futebol feminino, o caso de Lola Gallardo e Cristina Vicente coloca no centro da conversa a maternidade das atletas e o papel dos clubes em garantir que a carreira continue depois da chegada de um filho.
É uma técnica de reprodução assistida em que uma das mulheres do casal fornece os óvulos e a outra gera o bebê, de modo que as duas participam biologicamente da maternidade.
Até 2029, segundo o ABC.
Três Ligas espanholas e duas Copas de la Reina.