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Mais que uma vitória: a França encontra o próprio jogo contra o Equador

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A França se superou para vencer o Equador por 3 a 2 em Sosnowiec. As zagueiras Landryna Lushimba e Aude Bizet surgiram como heroínas improváveis da virada. A dupla de zagueiras, o técnico Philippe Joly e a meio-campista Clara Bertrand refletem sobre uma vitória potencialmente decisiva.

A Arena Sosnowiec foi palco, nesta quarta-feira, de uma das partidas mais emocionantes da Copa do Mundo Feminina FIFA Sub-20 da Polônia 2026™ até agora. O confronto entre a França, presença constante em torneios, e um Equador que vinha chamando atenção havia meses superou as expectativas, com drama e reviravoltas a cada momento.

Atrás no placar por 2 a 1 no intervalo diante de um Equador eficiente, as Tricolores pareciam sem respostas. Philippe Joly recorreu ao banco, colocando Lina Gay e Celia Chabod em campo e pedindo às jogadoras que se lançassem mais ao ataque, mesmo que isso significasse ficar expostas na defesa.

“Um empate não seria suficiente para nós depois do nosso primeiro resultado [um empate por 1 a 1 com a Coreia do Sul]”, disse o ex-auxiliar da técnica Corinne Diacre na seleção principal feminina da França. “Então mudamos um pouco as coisas, e as garotas responderam de forma brilhante. Há uma fome real neste grupo, e o espírito de equipe delas foi excelente.”

Com a França em dificuldades, suas líderes se destacaram no momento decisivo. A eletrizante Justine Rouquet havia conquistado e convertido um pênalti no primeiro tempo, mas não foi suficiente para mudar o rumo do jogo. Então Aude Bizet e Landryna Lushimba assumiram o controle. Bizet aproveitou a cobrança de falta de Juliane Denizot para empatar aos 48 minutos, antes de Lushimba converter o escanteio de Ornella Graziani a três minutos do fim.

“Sou grata a Deus porque eu realmente sentia que isso vinha”, disse Lushimba à FIFA depois do apito final. “Ficamos unidas, e essa foi uma vitória de verdade em equipe. Não foi só sobre mim, cada uma de nós se dedicou. Estou muito feliz.”

“Tivemos dificuldade para finalizar nossas chances”, disse Bizet, que foi capitã da equipe e recebeu o prêmio de Craque da Partida. “Jogos como este nos deixam mais fortes, e estaremos prontas para o que vier a seguir.”

A França pareceu outra equipe depois do intervalo, passando de hesitante a dominante e mostrando tanto a força do seu elenco quanto sua resiliência sob pressão. A seleção já ficou atrás no placar três vezes neste torneio e reagiu em todas elas. Isso não é acaso.

“Todas as jogadoras no banco são capazes de começar jogando”, disse Clara Bertrand, uma das meio-campistas de destaque da França. “Temos um elenco forte, e hoje foram duas zagueiras que marcaram em jogadas de bola parada. Claro que estamos muito felizes.”

“No fim das contas, são elas (as jogadoras) que decidem o quanto querem vencer”, continuou Joly. “Posso montar um plano, mas meu papel é simplesmente apoiá-las. Elas ficaram unidas e jogaram umas pelas outras. Antes do jogo, perguntei a elas: ‘Hoje vamos jogar um jogo de gente grande. Vocês estão prontas para isso?’ Onze jogadoras do meu elenco nasceram em 2007. As outras dez, nascidas em 2006, nem todas tinham vaga garantida entre as titulares. As jogadoras me deram a resposta hoje. Sim, elas estavam prontas.”

As futuras adversárias da França já foram avisadas sobre a ameaça que a equipe representa em bolas paradas. As jogadas ensaiadas foram decisivas contra o Equador, que teve dificuldade tanto com a qualidade dos cruzamentos quanto com o poder aéreo de Lushimba e suas companheiras.

“Trabalhamos muito nisso, então é ótimo ver que está dando resultado nos jogos”, disse Bizet. “A qualidade do cruzamento também é fundamental”, acrescentou Joly. “Hoje colocamos bolas perigosas na área e fizemos os movimentos que temos treinado. Esperamos que venha mais por aí.”

A campanha da França agora está de fato em andamento. Depois de superar uma partida de tirar o fôlego, as Bleuettes podem sentir que foi ali que o torneio delas realmente começou.

Publicado originalmente pela FIFA em 09/09/2026: Mais que uma vitória: a França encontra o próprio jogo contra o Equador →

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