O rei Mohamed VI nomeou, neste domingo, 4 de outubro de 2026, a advogada de 50 anos e atual prefeita de Marrakech Fatima Ezzahra El Mansouri como nova chefe de Governo de Marrocos, a primeira mulher a comandar um Executivo no mundo árabe. A decisão, segundo o El Confidencial, mantém Fouzi Lekjaa à frente da Real Federação Marroquina de Futebol (RFMF), às vésperas de [Marrocos](/selecao/marrocos) sediar um novo Mundial feminino.
Fatima Ezzahra El Mansouri lidera o Partido Autenticidade e Modernidade (PAM), o mais votado nas recentes eleições legislativas marroquinas, o que já colocava seu nome como favorito ao cargo. A alternativa era Fouzi Lekjaa, recém-chegado à legenda, a quem parte da imprensa atribuiu boa parte da vitória eleitoral. Mohamed VI, no entanto, optou por mantê-lo na presidência da Real Federação Marroquina de Futebol (RFMF) e, com isso, à frente da organização da Copa do Mundo de 2030, que Marrocos vai dividir com Espanha e Portugal. O Estatuto da FIFA exige que as federações filiadas tenham independência para administrar seus próprios assuntos e evitem interferência política, e Lekjaa também integra o Conselho da FIFA, onde é próximo do presidente Gianni Infantino.
De 17 de outubro a 7 de novembro de 2026, Marrocos sedia a décima edição da [Copa do Mundo Feminina Sub-17](/sub17/chaves/), pelo segundo ano seguido. A FIFA transformou o torneio em evento anual com sede fixa no país até 2029, dentro de um plano para impulsionar a formação do futebol feminino na África. A edição reúne 24 seleções: cinco da UEFA, cinco da CAF, incluindo a anfitriã, quatro da AFC, quatro da CONCACAF, quatro da CONMEBOL e duas da OFC, uma base de votos relevante para a reeleição de Gianni Infantino à presidência da FIFA, marcada para 18 de março na sede da entidade, em Rabat.
O técnico da seleção absoluta feminina de Marrocos é o espanhol Jorge Vilda, que levou a Espanha ao título da Copa do Mundo de 2023 em uma final marcada pelo comportamento de Luis Rubiales, então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), hoje afastado, investigado e condenado. Depois de deixar a RFEF, Vilda aceitou o convite de Lekjaa para dirigir Marrocos até o Mundial de 2027, no Brasil, e trabalha em Rabat ao lado de outros técnicos espanhóis.
Diferente da Espanha, onde a instabilidade política atrapalha decisões estratégicas sobre a organização da Copa do Mundo de 2030, o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, afirmou que “em Marrocos manda só um”. Louzán assumiu a RFEF depois da saída de Rubiales e diz ter sido deixado de lado pelo governo espanhol desde então. Para analistas citados pelo El Confidencial, colocar uma mulher no comando do Executivo marroquino, às vésperas de um Mundial feminino, coloca o país na vanguarda regional em governança inclusiva.
Mantendo Lekjaa na federação, Marrocos segue com o mesmo nome à frente de dois compromissos decisivos: a Copa do Mundo Sub-17 Feminina, que abre em 17 de outubro, e a disputa pela reeleição de Infantino na FIFA. Para o futebol feminino marroquino, a aposta é dupla: sediar o torneio de base com estrutura e visibilidade, e seguir com Jorge Vilda na seleção absoluta rumo ao Mundial de 2027, no Brasil.
Advogada de 50 anos, atual prefeita de Marrakech e líder do Partido Autenticidade e Modernidade (PAM), o mais votado nas últimas eleições legislativas de Marrocos.
Não. Ele segue na presidência da Real Federação Marroquina de Futebol (RFMF) e no Conselho da FIFA, à frente da organização da Copa do Mundo de 2030, que Marrocos divide com Espanha e Portugal.
Em 17 de outubro de 2026, com 24 seleções, e vai até 7 de novembro.