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Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA: Marta antes de se tornar Rainha

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Marta celebra com a bandeira do Brasil durante os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.
Foto: Divulgação/FIFA

A Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA™ e a Copa do Mundo Feminina da FIFA™ sempre estiveram intimamente ligadas. Ao longo dos anos, a competição de base revelou algumas das maiores estrelas do futebol feminino. Nesta série, a FIFA relembra a trajetória dessas jogadoras, desde os primeiros feitos no Mundial Sub-20 à consagração no principal palco da modalidade.

Marta | Brasil

Marta Vieira da Silva precisou vencer incontáveis barreiras antes de se tornar uma referência mundial – ou melhor, antes de ser a Rainha. Seu talento, porém, não demorou a ultrapassar fronteiras. Ela brilhou no Brasil, na Suécia e nos Estados Unidos, conquistou inúmeros títulos por clubes e foi eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela FIFA (cinco delas consecutivamente, entre 2006 e 2010, e novamente em 2018).

Neste percurso, ela disputou seis edições da Copa do Mundo Feminina da FIFA™, além de ter dado nome ao Prêmio Marta da FIFA, que é concedido anualmente à autora do gol mais bonito de cada temporada.

Aos 40 anos, Marta segue em atividade pelo Orlando Pride e foi decisiva para o Brasil na conquista da CONMEBOL Copa América 2025. Sua longevidade ajuda a dimensionar uma história que começou mais de duas décadas antes, quando uma brasileira de 16 anos surgiu na primeira edição da atual Copa do Mundo Feminina Sub-20.

Por que suas participações na Copa do Mundo Feminina Sub-20 são inesquecíveis?

Quando a competição foi criada, em 2002, o limite de idade era de 19 anos – por isso, as duas primeiras edições, disputadas no Canadá em 2002 e na Tailândia em 2004, foram chamadas de Copa do Mundo Feminina Sub-19 da FIFA. A partir de 2006, a idade máxima passou a ser de 20 anos e o torneio adotou o nome atual. Ainda assim, as campanhas anteriores fazem parte da história da Copa do Mundo Feminina Sub-20.

Marta tinha apenas 16 anos quando desembarcou no Canadá para a edição inaugural. Em uma geração que também contava com Cristiane, a camisa 10 rapidamente se transformou em uma das grandes atrações. Na fase de grupos, Marta fez um hat-trick na goleada por 4 a 0 sobre a França; nas quartas, fez dois gols no triunfo por 4 a 3 sobre a Austrália.

A jovem craque voltou a aparecer na semifinal contra as anfitriãs canadenses: com o Brasil em desvantagem, Marta marcou o gol do empate por 1 a 1, mas o Canadá venceu nos pênaltis por 4 a 3. Ao todo, a Rainha fez seis gols em seis jogos e foi premiada com a Bola de Prata como segunda melhor jogadora da edição.

Dois anos depois, Marta voltou ao torneio juvenil em uma situação bastante diferente: desta vez com 18 anos, ela já havia disputado uma Copa do Mundo Feminina pela Seleção principal e conquistado a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004.

Ainda assim, continuava elegível para o Mundial Sub-19 da Tailândia e mostrou novamente sua importância para o Brasil. Marta marcou diante de Nigéria e China na fase de grupos e na vitória por 4 a 2 sobre a Rússia nas quartas. Porém, a campanha não terminou como ela gostaria: a Seleção foi superada pela China na semifinal.

Por sua criatividade, capacidade de desequilibrar partidas e influência sobre o jogo brasileiro, Marta recebeu a Bola de Ouro como melhor jogadora do Mundial.

O que aconteceu depois?

Na verdade, a história de Marta na Copa do Mundo Feminina principal já havia começado entre suas duas participações no torneio de base. A Rainha foi convocada para a edição de 2003, nos EUA, e marcou três gols em quatro jogos aos 17 anos.

A consagração definitiva chegaria quatro anos mais tarde, na China. Em 2007, Marta produziu uma das maiores campanhas individuais da história da competição: foram sete gols, incluindo dois na inesquecível vitória por 4 a 0 sobre os EUA na semifinal – o segundo deles, marcado após uma sequência extraordinária de domínio, dribles e finalização, tornou-se uma das imagens mais emblemáticas de sua carreira.

Vice-campeã daquela edição, Marta deixou o torneio com a Chuteira de Ouro de artilheira e a Bola de Ouro de melhor jogadora, repetindo no maior palco da modalidade o prêmio que havia conquistado três anos antes no Mundial de base. Na Alemanha, em 2011, ela marcou mais quatro gols e ajudou o Brasil a chegar às quartas.

Ela ampliou seus números em 2015, no Canadá, justamente o país de sua primeira aparição em um Mundial 13 anos antes. Ao converter um pênalti contra a República da Coreia, Marta chegou aos 15 gols e se tornou a maior artilheira da história da Copa do Mundo Feminina... um legado que cresceu na França, em 2019, com mais dois gols.

Marta disputou ainda a edição de 2023, voltando de lesão, e não balançou a rede.

Portanto, além dos nove gols no torneio de base, Marta carrega 17 gols no Mundial adulto e muito protagonismo. Mas a história dela pode ganhar um novo capítulo em casa, na Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™, com o sonhado título inédito.

Publicado originalmente pela FIFA em 24/08/2026: Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA: Marta antes de se tornar Rainha →

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