FIFA

Morgan: Espanha tira o melhor da Inglaterra

FIFA
Esme Morgan, da Inglaterra, comemora ao final da partida entre Suécia e Inglaterra pelas quartas de final da Eurocopa Feminina de 2025, no Stadion Letzigrund, em Zurique, Suíça.
Foto: Divulgação/FIFA

— Morgan é uma das zagueiras mais importantes das Lionesses — Ela fez parte do time campeão da UEFA Women's EURO — A jogadora de 25 anos falou à FIFA sobre a rivalidade com a Espanha Quando saiu o sorteio das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027™, a expectativa e o entusiasmo foram enormes com a atual campeã Espanha e a grande rival Inglaterra caindo no mesmo grupo. As duas seleções se enfrentaram quatro vezes nos últimos anos, incluindo as finais da Copa do Mundo Feminina FIFA Austrália e Nova Zelândia 2023™ e da UEFA Women's EURO 2025, com o placar empatado em duas vitórias para cada lado. Depois que Inglaterra e Espanha venceram suas duas primeiras partidas eliminatórias para a Copa do Mundo Feminina, as duas potências europeias se preparam para se enfrentar no Estádio de Wembley em 14 de abril, em um confronto que promete ser daqueles. No grupo, que também tem Islândia e Ucrânia, a Inglaterra tem uma pequena vantagem no saldo de gols. E como só a líder da Chave A garante vaga direta para a fase final global nesta primeira etapa das eliminatórias, a partida ganha ainda mais importância. A FIFA conversou com a zagueira da Inglaterra Esme Morgan sobre o bom início das Lionesses nas eliminatórias, o começo da temporada da National Women's Soccer League (NWSL) pelo Washington Spirit e o carinho dela pela cidade que adotou como lar.

FIFA: Qual é a sua avaliação sobre os primeiros jogos da Inglaterra nas eliminatórias, com vitórias sobre a Islândia e a Ucrânia?

Esme Morgan: Jogamos bem nas duas partidas, e provavelmente poderíamos ter marcado mais gols nelas. Mas foi muito bom começar com uma vitória por um placar grande [6 a 1 sobre a Ucrânia] e dar esse recado, deixando isso marcar o tom para o resto das eliminatórias. Em anos anteriores, na Liga das Nações, tivemos resultados lentos no início, o que nos deixou correndo atrás do prejuízo, então é bom começar forte com duas vitórias e estar bem posicionadas para a segunda rodada de jogos. O ponto positivo foi que jogamos bem, estivemos coesas, alinhadas sobre como queríamos jogar e criamos muitas chances. Então foi bom.

A seguir vem o jogo contra a Espanha, em Wembley. Qual o tamanho dessa partida?

Todo jogo é importante quando só existem seis [partidas na fase de grupos], mas eu acho que muita gente vai olhar para os jogos contra a Espanha como os confrontos decisivos do grupo. O fato de o jogo ser em Wembley é algo que nos deixa muito animadas. Nós amamos jogar lá. É sempre um clima especial e divertido. Então estamos ansiosas por isso e pelo desafio de jogar contra um time tão forte. Elas são obviamente muito perigosas no ataque, todo mundo conhece o estilo de posse de bola delas, de buscar controlar o jogo, então mais ou menos já sabemos o que esperar. Vamos precisar estar bem ligadas e alinhadas para conseguir lidar com as ameaças que elas representam. Deve ser um bom jogo, em um grande estádio e com uma grande atmosfera.

Como você descreveria a rivalidade da Inglaterra com a Espanha?

É sempre um confronto muito tenso, nunca tem muitos gols entre as equipes. Costuma ser decidido por só um gol, o jogo geralmente vai até o fim e costuma ser bem tenso e estressante nos últimos minutos. Eu sinto que, como rivalidade esportiva que se desenvolveu, é muito emocionante, porque é sempre um jogo de altíssima qualidade. Tem tantas jogadoras talentosas em campo, e nos últimos anos já foi para os dois lados: na final da Copa do Mundo, e depois na final da EURO, quando conseguimos que o resultado ficasse do nosso lado. Sempre parece que caímos juntas nessas competições, então é como: “É elas de novo!”. Sabemos que é sempre um teste difícil, mas acho que isso tira o melhor de nós. Ficamos sempre animadas por estar envolvidas nesses jogos e por ter o desafio de jogar contra as outras melhores equipes do mundo.

Vocês estão encarando os jogos contra a Espanha de um jeito diferente, sabendo que só a líder do grupo garante vaga automática na Copa do Mundo Feminina?

Não sei se de um jeito diferente. Estamos encarando cada jogo do grupo como uma final, porque é um sistema de eliminatórias muito rígido. Obviamente queremos terminar em primeiro no grupo para evitar passar por qualquer repescagem, então estamos muito satisfeitas com o início que tivemos, porque isso nos deixou bem posicionadas para este próximo período de convocação. Não há espaço para deslizes quando só a líder se classifica.

Qual o seu nível de expectativa para o início da nova temporada da NWSL com o Washington Spirit?

Pessoalmente, eu amo jogar no Audi Field na frente da nossa torcida, então estou bem animada para voltar a isso. No panorama geral, estou muito animada com o nosso elenco. Fizemos um bom trabalho nas últimas temporadas e conseguimos manter o núcleo do grupo e ainda reforçá-lo. Sinto que temos um elenco talentoso e estou animada com o nosso potencial. Ainda somos um time relativamente jovem, mas ao mesmo tempo temos jogadoras com experiência em playoffs e na decisão do título, e com aquela fome de corrigir as coisas e também disputar o NWSL Shield [prêmio para a equipe com o melhor retrospecto da fase regular].

Fora de campo, o que você mais gosta de viver em Washington DC?

DC é uma cidade muito boa, os museus são muito interessantes. Para ser sincera, eu preciso visitar mais deles, mas os que eu já visitei eu nunca consegui terminar, porque eu só quero ler tudo! Fui ao National Museum of American History, ao National Museum of African American History and Culture e ao National Museum of the American Indian. É fascinante ouvir as histórias de como a vida de diferentes grupos de pessoas foi transformada pelo curso da história deste país até os dias de hoje. Os monumentos são deslumbrantes, prédios lindíssimos. Uma das minhas coisas favoritas é quando a gente dirige até o Audi Field: tem uma rua que passamos e você vê o Capitólio. Nunca perde a graça. Acho que, como DC não é convencionalmente americana no sentido de estar cheia de arranha-céus, para mim parece bem europeia, o que é bom. Além disso, Georgetown me lembra a minha casa de alguma forma, então encontrar pequenos pedaços de casa em um lugar tão distante é algo que eu realmente aprecio. Tem tanta coisa para ver e fazer, é muito bom.

Por fim, você é uma grande fã do Jacksonville Jaguars. Como você começou a acompanhar a NFL?

Meu pai me apresentou à NFL há uns oito anos, e por causa disso eu comecei a jogar o Madden no celular, e tive que escolher um time favorito quando baixei o jogo. Eu não tinha nenhum, mas o verde-azulado é a minha cor favorita, então escolhi o Jags e me tornei uma fã de carteirinha. Nunca os vi jogar nos Estados Unidos, já os vi duas vezes em Londres. Ainda não fui a Jacksonville, mas está na minha lista de coisas para fazer, talvez na próxima entressafra, vamos ver.

Publicado originalmente pela FIFA em 15/03/2026: Morgan: Espanha tira o melhor da Inglaterra →

FIFA