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Mulheres lideram reação contra Infantino em crise de gestão da Fifa

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Enquanto o presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta o maior desafio de sua década no poder, duas das vozes mais proeminentes na revolta contra ele são de mulheres.

Laura McAllister, do País de Gales, e Lise Klaveness, da Noruega — as únicas mulheres no comitê executivo da Uefa — surgiram como críticas ferrenhas a Infantino durante uma crise desencadeada por sua tentativa fracassada de aprovar uma iniciativa apoiada por fundos de private equity c onhecido como FIFA Football Enterprises (FFE).

A reação negativa acendeu o debate sobre se o futebol, há muito dominado por dirigentes homens, estaria pronto para que uma mulher liderasse o esporte mundial.

“Seria maravilhoso ver uma mulher eleita presidente da Fifa”, disse McAllister, vice-presidente da Uefa, em entrevista à Reuters. “Mas é muito mais complexo do que isso."

“Gostaria de acreditar que não estamos longe de ter uma presidente mulher, mas temo que estejamos, pois acho que o esporte precisa se atualizar em relação ao resto da sociedade.”

O debate ganhou força depois que o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter elogiou publicamente Klaveness na terça-feira (4), dizendo que era hora de uma mulher liderar o órgão que rege o esporte.

No entanto, McAllister disse que o cenário político global da Fifa continua sendo um grande obstáculo.

“Não é tão simples quanto simplesmente indicar uma mulher”, declarou ela. “Ela pode muito bem ser a melhor candidata para o cargo. Mas não vamos fingir que se trata de uma meritocracia simples aqui. Não é.”

Os comentários foram feitos depois que o plano de Infantino para a FFE fracassou em meio à forte oposição da Uefa e de outras entidades regionais.

O País de Gales foi a primeira de várias federações nacionais a retirar o apoio à reeleição dele, e a dissidência se espalhou rapidamente dentro das próprias fileiras da Fifa.

Infantino realizaria uma reunião de emergência nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026 (5) no Marrocos.

McAllister, cuja proposta de boicote aos eventos da Fifa recebeu apoio unânime durante a reunião de emergência da Uefa na semana passada, disse que a turbulência reflete problemas mais profundos de governança na entidade.

“Há sinais de que essa é uma questão que está chegando a um ponto crítico, se é que já não está”, afirmou.

Ela apontou uma série de controvérsias que minaram a confiança na liderança de Infantino, incluindo as ligações da Fifa ao fracassado projeto da Superliga Europeia, questões políticas em torno da Copa do Mundo e a decisão da Fifa de anular um cartão vermelho mostrado ao atacante norte-americano Folarin Balogun durante o torneio, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a Infantino que revisasse a decisão.

_Publicado originalmente pela Agência Brasil, sob licença CC BY 3.0 BR._

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