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Nusken: queremos dar o próximo passo

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Sjoeske Nusken, da seleção da Alemanha.
Foto: Divulgação/FIFA

— A alemã Sjoeke Nusken falou com a FIFA — A meio-campista acredita que sua seleção pode competir no Brasil 2027 — Elas enfrentam a Noruega em seu segundo jogo das eliminatórias neste sábado

A Alemanha fez a estreia perfeita na fase de classificação para a Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027™, mostrando seu poder ofensivo com uma vitória contundente por 5 a 0 sobre a Eslovênia. Uma jogadora que se destacou na equipe de Christian Wuck foi Sjoeke Nusken. A meio-campista cobriu o campo incansavelmente, impressionando pelo trabalho sem a bola, e esteve no centro de tudo o que a gigante europeia fez de bom na partida. Em conversa com a FIFA antes do confronto de sábado com a Noruega, Nusken falou sobre os desafios que estão por vir na fase de classificação, sua esperança de continuar essa evolução e as chances da Alemanha de garantir uma vaga direta para a fase final no Brasil.

Além da vitória sobre a Eslovênia, a Alemanha enfrenta seis jogos das eliminatórias da Copa do Mundo Feminina nos próximos três meses. Como vocês estão encarando as eliminatórias?

Obviamente, a prioridade é avançar de fase: essa é a nossa missão principal e o objetivo final. Mas também queremos continuar evoluindo e aprimorando nossos pontos fortes, enquanto trabalhamos para corrigir alguns pontos mais fracos. Traçamos um caminho no ano passado, e agora se trata de continuar construindo em cima disso. Queremos dar o próximo passo como equipe.

Vocês já deram passos na direção certa nos últimos dois anos, com o bronze em Paris 2024 e a semifinal da UEFA EURO 2025. Qual é sua avaliação desse progresso?

Acho que podemos tirar coisas positivas de tudo isso. Conquistar o bronze olímpico foi uma grande conquista e, mesmo não tendo conseguido vencer em Madri [na final da Liga das Nações], aquela partida provou que podemos jogar de igual para igual com a Espanha, o que, na minha opinião, nem sempre foi o caso antes. Estamos fazendo um trabalho melhor executando nosso plano de jogo e jogando à altura da nossa capacidade. Além disso, agora temos uma espécie de aura em torno de nós, que estamos determinadas a manter. Temos muita qualidade no nosso elenco, e sabemos do que somos capazes, então queremos continuar mostrando isso em campo.

O que você acha do equilíbrio de forças no topo do futebol feminino? Quantas seleções você acredita que vão sentir que têm chance de brigar pelo título no torneio do ano que vem?

Há um grande número de seleções com capacidade de vencer o título. É impressionante como a diferença entre as melhores equipes diminuiu nos últimos anos, e tantas seleções agora são forças a se levar em conta. Os dias de uma seleção única e dominante parecem ter ficado para trás, e é preciso entrar em campo no auge todas as vezes, porque qualquer partida pode ficar por um fio.

Christian Wuck já disse que gosta da forma como você "comanda a equipe". Como você faz isso?

Essa é uma pergunta muito boa. Eu não meço as palavras em campo. Minha sensação é que ser meio-campista central quase sempre significa que você entra em contato direto e cria conexões com todas as suas companheiras de equipe. É importante dar o tom quando você joga no meio-campo, porque você está no centro da ação, o que te dá uma ótima visão de tudo.

Você tem estatísticas excelentes com a camisa da Alemanha, especialmente em duelos defensivos vencidos e interceptações. Esse lado do jogo sempre foi um dos seus pontos fortes?

Com certeza considero minha capacidade de recuperar a bola um dos meus pontos fortes. Quanto ao motivo, essa é difícil de responder... Joguei futebol com meninos por muito tempo, o que provavelmente aguçou minha leitura de jogo. Contra os meninos, eu sempre precisava estar muito atenta, porque, do contrário, eu não tinha chance nenhuma nas situações de 1x1: eles eram muito mais rápidos e mais fortes do que eu. Acho que isso me ajudou bastante, porque desenvolvi um sexto sentido para saber para onde a bola vai, o que me permite reagir rápido e fazer interceptações com regularidade.

Olhando para o seu grupo nas eliminatórias, vocês conhecem bem a vizinha Áustria. Qual é a sua avaliação sobre elas?

A Áustria sempre nos dá trabalho. Às vezes temos dificuldade no início das partidas contra elas. Lembro de algumas ocasiões em que começamos devagar no primeiro tempo e depois dominamos depois do intervalo. De qualquer forma, é sempre empolgante jogar contra elas, especialmente porque muitas das jogadoras delas são conhecidas da Bundesliga alemã. Também tem algumas que, como eu, jogam na Inglaterra, então nos conhecemos muito bem, e é sempre um confronto especial.

Vocês vão até Stavanger para enfrentar a Noruega neste fim de semana. Você as vê como as adversárias mais difíceis do grupo?

Espero que todos os jogos sejam difíceis, mas sinto que a Noruega vai ser a oposição mais forte. Conheço algumas das jogadoras delas, e elas se saíram bem de forma geral na EURO. Elas têm qualidade individual real em todo o time, então a partida de sábado promete ser um grande jogo.

Ajuda saber, no fundo, que, se as coisas não saírem como planejado, vocês têm garantida uma segunda chance na repescagem?

Para ser bem sincera, eu não pensei no plano B. Nosso foco é simplesmente vencer cada partida e garantir a classificação o quanto antes.

Publicado originalmente pela FIFA em 05/03/2026: Nusken: queremos dar o próximo passo →

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