Suspensa, Caterina Venturelli foi forçada a ficar de fora das duas primeiras partidas da Itália na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™ e teve que esperar a oportunidade de entrar em campo e reforçar a equipe de Nicola Matteucci.
Quando a chance finalmente chegou, a zagueira estava pronta. A Itália fez história ao chegar às semifinais pela primeira vez e terminou em quarto lugar. Essa conquista foi construída sobre uma série de atuações aguerridas e, segundo Matteucci, permitiu que as Azzurrine mostrassem não só suas qualidades técnicas, mas também os valores que distinguem esse grupo.
“Acho que este torneio demonstrou os valores importantes que nossa equipe tem e deu a essas garotas a oportunidade de mostrar do que são feitas, do que são capazes e quais qualidades possuem”, disse Matteucci à FIFA.
Esses mesmos valores também apareceram nas reflexões de Venturelli sobre as emoções que ela viveu durante o torneio na Polônia.
“Todas as partidas foram duramente disputadas”, disse a zagueira. “Demos absolutamente tudo para ir o mais longe que pudéssemos.”
Além do resultado em si, porém, o que vai ficar para a jovem italiana é uma experiência transformadora compartilhada com as companheiras de equipe. Uma Copa do Mundo, especialmente nessa idade, não é apenas uma competição. Ela cria memórias que uma jogadora vai levar por toda a carreira. “Vestir a camisa da Itália representa uma jornada incrível. A experiência é tão enriquecedora que vai ficar com a gente para sempre.”
O grupo teve papel fundamental durante toda essa aventura. As vitórias, os desafios, as emoções compartilhadas e, acima de tudo, as celebrações estão entre as memórias que Venturelli vai levar da Polônia. “Nunca vou esquecer de estar com minhas companheiras de equipe e celebrar essas vitórias. A Itália realmente se destaca nisso em todas as categorias de idade. Ter um grupo unido e coeso faz toda a diferença quando você quer chegar a esse nível.”
Foi uma conquista histórica que também se sustentou em sacrifício pessoal. “Dedico o torneio a mim mesma e a todos os sacrifícios que fiz, mas também estou pensando na minha família, que me acompanha para todo lugar, e no meu irmão, além do nosso país como um todo.”
A atenção de Venturelli, porém, já se voltou para seu próximo objetivo. O futebol feminino sênior vai desembarcar na América do Sul no ano que vem para a Copa do Mundo Feminina 2027, um torneio que Venturelli agora vê com a perspectiva de uma jogadora que acabou de viver uma grande competição internacional e com a ambição de dar o próximo passo.
“Sediar a Copa do Mundo no Brasil é um grande passo para o futebol feminino como um todo”, acrescentou Venturelli. “Vai ser uma aventura inesquecível para todo mundo. Seria um sonho estar lá. Jogar pela seleção principal sempre foi meu maior sonho.”
A trajetória da italiana certamente não termina ali. As ambições de Venturelli incluem se testar em um ambiente futebolístico diferente. “Outro objetivo meu é jogar no exterior”, revelou.
Enquanto isso, ela não tem falta de referências. Na Itália, Venturelli admira especialmente duas veteranas que representaram o país no mais alto nível: Elena Linari e Sara Gama. A primeira, em particular, acompanhou de perto a trajetória das Azzurrine na Polônia.
“Elena Linari é uma grande fonte de inspiração. Ela mandava mensagem para nós depois de cada partida [do torneio]. Ela foi simplesmente incrível. Sara Gama também é uma referência para mim.”
Venturelli também busca inspiração além das fronteiras italianas, e a capitã da França Wendie Renard está entre as jogadoras que ela mais admira.
A campanha histórica da Itália na Polônia pode ter terminado, mas Venturelli já olha para frente. Depois de ajudar as Azzurrine a conseguirem o melhor resultado da história na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA™, seu foco agora está na seleção principal e, um dia, na chance de representar seu país no maior palco de todos.
Publicado originalmente pela FIFA em 29/09/2026: O sonho brasileiro de Venturelli →