Redação GINGA36

Andrea Ojeda decide Superclássico feminino aos 41 anos

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A atleta Andrea Ojeda.
Foto: Lucila Guede https://www.instagram.com/lucilaguedefotos/?hl=es-la / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Aos 41 anos, Andrea Ojeda marcou de rebote nos minutos finais e decidiu o Superclássico do futebol feminino argentino para o Boca Juniors, que venceu o River Plate por 2 a 1 fora de casa, em Ezeiza, informou o Clarín nesta quarta-feira (30). O resultado veio pela sexta rodada do Torneo Clausura e manteve a maior artilheira histórica do clube decisiva mesmo depois dos 40 anos.

Como foi o jogo

Julieta Lema, a camisa 37 do Boca, abriu o placar de cabeça a dez minutos do intervalo do primeiro tempo, seu quinto gol com a camisa do clube desde que chegou, em julho, vinda do León, do México. “Vim para ser campeã”, disse a atacante na época, segundo o Clarín. Lema havia debutado com gol contra o Racing, na segunda rodada do Clausura, marcado o gol da vitória sobre o Huracán e balançado a rede duas vezes contra o Independiente antes do gol desta quarta-feira.

Na etapa final, o River Plate buscou o empate e encontrou em Mercedes Diz uma de suas principais armas. A atacante recebeu, ajeitou a bola e definiu com precisão para igualar o placar em 1 a 1. O River sofreu ao longo de boa parte da partida, sobretudo em bolas paradas, mas reagiu depois do gol de Lema.

A técnica Florencia Quiñones então mudou o banco e apostou na velocidade de Carolina Troncoso e na experiência de Andrea Ojeda. Nos minutos finais, Troncoso finalizou dentro da área e a goleira do River, Lara Esponda, conseguiu rechaçar a bola. No rebote, Ojeda apareceu livre e definiu de direita para fazer o 2 a 1 e confirmar a vitória do Boca.

O que o resultado muda na tabela

A vitória ampliou a vantagem histórica do Boca sobre o River no retrospecto geral entre os dois clubes, que passou a somar 42 triunfos do Boca, 15 empates e 15 vitórias do River. Na tabela do Clausura, o Boca subiu para o segundo lugar, com 22 pontos, a dois do líder, o San Luis FC.

O Superclássico desta quarta-feira havia sido remarcado depois que a campanha da seleção da [Argentina](/selecao/argentina) no Mundial Sub-20 da FIFA, na Polônia, obrigou River e Boca a mudar a agenda do Torneo Clausura. Quatro jogadoras voltaram a cada equipe depois da convocação: Agustina Maldonado, [Mercedes Diz](/atleta/mercedes-diz-argentina), Carolina Ceniza e Sofía Quiroga retornaram ao River, enquanto Julieta Martínez, Morena Calvo, Ludmila Ramírez e Violeta Álvarez voltaram a ficar à disposição do Boca.

O que ainda não se sabe

O que muda

Para o Boca de Florencia Quiñones, o resultado reaproxima a equipe da liderança do Clausura, que havia escapado durante o primeiro semestre do ano. Para o River de Nicolás Loncharich, a derrota em casa mantém o time sob pressão num campeonato em que já perdia terreno para o San Luis FC. E para o futebol feminino argentino, o Superclássico confirma Andrea Ojeda, aos 41 anos, ainda decisiva num momento em que boa parte do elenco das duas equipes passou pela reconstrução geracional ao lado de jogadoras que vieram direto do Mundial Sub-20.

Para entender

Quem marcou o gol da vitória do Boca?

Andrea Ojeda, de 41 anos, a maior artilheira histórica do clube, que aproveitou um rebote da goleira do River, Lara Esponda, depois de um chute de Carolina Troncoso.

Que posição o Boca ocupa agora no Torneo Clausura?

Segundo lugar, com 22 pontos, a dois do líder San Luis FC, depois da sexta rodada.

Por que River e Boca mudaram a data do Superclássico?

Porque jogadoras das duas equipes estavam convocadas para o Mundial Sub-20 da FIFA, na Polônia, com a seleção argentina.

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