
A jornada de Porto Rico no Marrocos chegou ao fim, mas o que a equipe conquistou na Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA pode ser apenas o começo para o país no futebol. Na última partida, contra a Polônia, Aleeya Olmo fez história ao se tornar a primeira jogadora a marcar por seu país em uma Copa do Mundo da FIFA, em qualquer categoria.
“É incrível representar a ilha e ser a primeira jogadora da história a marcar [em uma Copa do Mundo]. Jogamos muito bem durante todo o torneio, enfrentamos equipes difíceis e fizemos o melhor que pudemos”, disse Olmo à FIFA depois da partida. Apesar da derrota por 6 a 2, a alegria de marcar duas vezes era impossível de esconder. A equipe comemorou os gols pelo que eles representavam: mais um capítulo da história que vem escrevendo desde que garantiu a primeira classificação do país para o torneio.
Porto Rico chegou à última rodada sem nenhum ponto no Grupo B, em que enfrentou Nigéria, RPD da Coreia e Polônia. O técnico achava que até marcar um gol seria difícil, mas a equipe conseguiu. Não foram só as jogadoras que acreditaram em si mesmas. A torcida de Porto Rico também acompanhou a equipe nessa longa jornada, enchendo as arquibancadas do Complexo de Futebol Mohammed VI e incentivando o time o tempo todo a seguir em frente.
Com o lugar garantido nos livros de história e uma experiência valiosa na bagagem, a equipe lançou as bases sobre as quais pretende continuar construindo. “Para nós, era importante participar e tentar competir no nível mais alto que pudéssemos”, disse o técnico Andres Mirabelli. “Estou feliz com a equipe e com as jogadoras. Fico com a sensação de que não alcançamos nosso objetivo e de que poderíamos ter feito um primeiro tempo melhor, mas estou feliz por pelo menos sairmos com dois gols.”
Várias integrantes do elenco são jovens o bastante para ajudar a liderar o próximo capítulo desta equipe. “É isso que vamos tentar fazer no ano que vem”, disse Mirabelli. “Há sete meninas neste grupo que podem voltar, e saímos com uma experiência valiosa. Como comissão técnica, também aprendemos muito aqui. A Copa do Mundo é muito diferente de tudo o que jogamos na Concacaf.”
Os gols marcados deram a elas motivos para sonhar e abriram um horizonte que vai além desta categoria. “Temos que tirar mais pontos positivos do que negativos desta experiência e tentar levar Porto Rico de volta à próxima Copa do Mundo Sub-17”, disse ele. “Também precisamos montar uma equipe que possa nos levar à Copa do Mundo Sub-20 mais adiante e, depois disso, à Copa do Mundo adulta.”
Naquela tarde, a seleção caribenha entrou em campo com uma camisa em tons de vermelho e rosa, um modelo criado especialmente para ela, para celebrar a classificação. Os pais das jogadoras usaram as mesmas camisas, com os números delas nas costas. E, um dia, talvez também as usem as meninas que agora podem sonhar em jogar nestes palcos. “Espero que nossa atuação neste torneio mostre que Porto Rico é melhor do que as pessoas pensam e que merecemos estar na Copa do Mundo”, disse Olmo.
Aleeya Olmo é a primeira jogadora a marcar por Porto Rico em uma Copa do Mundo da FIFA, em qualquer categoria, com os dois gols na derrota por 6 a 2 para a Polônia. A seleção fecha sua primeira participação no torneio com sete atletas que podem voltar e com a meta de retornar à próxima Copa do Mundo Sub-17 e, mais adiante, chegar à Sub-20 e à adulta.
Aleeya Olmo, na última partida da Copa do Mundo Feminina Sub-17, contra a Polônia. Ela marcou duas vezes na derrota por 6 a 2.
A equipe enfrentou Nigéria, RPD da Coreia e Polônia e chegou à última rodada sem nenhum ponto.
Voltar à próxima Copa do Mundo Sub-17 e montar uma equipe capaz de chegar à Sub-20 e, depois, à Copa do Mundo adulta. Sete jogadoras do grupo atual podem voltar.
Publicado originalmente pela FIFA em 22/10/2026: Olmo: marcar o primeiro gol de Porto Rico é uma sensação incrível →