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Pajor fala sobre o crescimento da Polônia, o orgulho no Barça e Lewandowski

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A atleta Ewa Pajor, em 2018.
Foto: Original: El Loko Foto Derivative work: Danyele / Wikimedia Commons, CC BY 4.0

— A capitã da Polônia, Ewa Pajor, fala à FIFA — Atacante do Barcelona de olho na primeira Copa do Mundo Feminina — Polônia inicia a campanha de classificação para o Brasil 2027 contra a Holanda

Uma das atacantes mais letais de sua geração, Ewa Pajor nasceu para o palco global. A artilheira polonesa vem abrindo caminho no futebol de clubes e de seleções na última década, marcando gols em um ritmo impressionante e aterrorizando as defesas adversárias. Ela conquistou uma infinidade de títulos coletivos e individuais pelo Wolfsburg e pelo atual clube, o Barcelona. Pajor também ajudou a Polônia a se classificar para a EURO Feminina da UEFA do ano passado, a primeira grande competição sênior feminina da seleção.

Até hoje, porém, essa autêntica superstar ainda não teve a chance de brilhar no maior torneio de todos. A Polônia nunca se classificou para a Copa do Mundo Feminina da FIFA, mas com a prolífica Pajor liderando um time com vários outros nomes de alta qualidade, o otimismo é grande de que a seleção pode romper esse jejum.

“Toda criança que joga futebol sonha com os maiores torneios”, disse Pajor à FIFA. “Nosso primeiro torneio foi, claro, a EURO. Agora queremos ir à Copa do Mundo. Não consigo descrever como seria. Seria algo tão especial. Como um sonho se tornando realidade.”

A caminhada da Polônia rumo à classificação para o Brasil 2027 vai começar com dois testes de peso, contra a Holanda, em 3 de março, e contra a França, quatro dias depois. A seleção chega a essas partidas invicta nos últimos cinco jogos, uma sequência que incluiu vitórias de destaque sobre a Dinamarca e o País de Gales, além de um empate com as holandesas.

“O último ano foi muito bom para nós, mas já vínhamos trabalhando bem nos quatro anos até aqui”, disse Pajor. “Isso nos dá confiança. Começamos, de certa forma, nossa caminhada rumo à Copa do Mundo. Esse é o nosso objetivo.”

Pajor tem ao seu lado, na seleção polonesa, nomes como a companheira de Barcelona Emilia Szymczak, a zagueira do Paris Saint-Germain Paulina Dudek e a meio-campista Ewelina Kamczyk, do AC Milan. Aos 29 anos, ela explicou como o talento de elite do time é acompanhado por um vínculo inquebrável entre as jogadoras.

“A única coisa que torna nosso time melhor e mais forte é que somos como uma família”, disse ela. “Isso também nos dá confiança. Sabemos que a caminhada até a Copa do Mundo é muito longa e vai ser muito dura. Mas estamos prontas.”

A boa sequência de resultados da Polônia levou a seleção à sua melhor posição histórica (24ª) no Ranking Mundial Feminino FIFA/Coca-Cola. O bom momento constante de Pajor ajudou a impulsionar essa arrancada, com a atacante levando sua ótima fase em nível de clube para o cenário internacional.

Pajor começou um novo capítulo na carreira quando se transferiu para o Barcelona em 2024, depois de nove anos no Wolfsburg. Ela se adaptou sem dificuldades ao novo ambiente e encerrou sua temporada de estreia com uma marca incrível de 43 gols em 46 partidas. Ela conquistou a Chuteira de Ouro da Liga F e volta a liderar a artilharia nesta temporada.

Pajor também reforçou seu status de jogadora decisiva em grandes jogos, com dois gols contra o Real Madrid, além de balançar as redes em confrontos da Liga dos Campeões Feminina da UEFA contra Bayern de Munique, Chelsea e Benfica.

Sobre o que significa jogar pelo Barcelona, ela disse: “Só de fazer parte desse clube lendário, fazer parte desse time com jogadoras tão especiais… Para mim, é ótimo. Estou muito orgulhosa.”

Pajor há muito tempo é reconhecida por suas finalizações implacáveis e sua movimentação devastadora dentro da área. Desde que chegou ao Barça, sua criatividade e seu entrosamento no jogo coletivo também têm impressionado com frequência; suas nove assistências no campeonato em 2024/25 só foram superadas pelas companheiras Alexia Putellas e Caroline Graham Hansen na primeira divisão espanhola.

“Claro que o estilo do Barcelona é diferente”, disse Pajor. “O Barcelona é um time grande. Eu gosto de estar lá todos os dias e isso me torna melhor como jogadora, como pessoa. Acho que em cada detalhe do jogo (eu melhorei). O nível das jogadoras é tão alto que eu melhoro todos os dias.”

Atacante de nível mundial, capitã da Polônia, maior artilheira da história da seleção e referência de ataque do Barcelona, Pajor tem paralelos óbvios com Robert Lewandowski. Ela revelou como observa de perto o jogo do atacante de 37 anos, além de elogiar sua simpatia e humildade.

“Claro, eu observo como o Robert joga”, disse Pajor. “Ele é um grande atacante. Observo como ele se movimenta e algumas de suas habilidades. O Robert é um cara muito bom. Nós nos conhecemos e demos uma entrevista juntos (para a mídia do clube do Barcelona). Conversamos sobre futebol. Ele é muito aberto. É ótimo ter jogadores poloneses no Barcelona. Temos orgulho de estar no melhor clube do mundo.”

Lewandowski foi capitão da Polônia em duas Copas do Mundo, e agora Pajor está determinada a levar sua seleção à fase final global pela primeira vez. Ela explicou por que sediar a competição do ano que vem no Brasil torna essa possibilidade ainda mais instigante.

“Sabemos que o Brasil tem uma paixão enorme pelo futebol”, disse ela. “Sabemos que a lenda Marta fez coisas incríveis, não só pelo Brasil, mas pelo futebol feminino no mundo todo. Nosso sonho é fazer parte desse grande torneio. Espero que possamos nos classificar e sentir essa obsessão que o Brasil tem pelo futebol.”

Publicado originalmente pela FIFA em 28/02/2026: Pajor fala sobre o crescimento da Polônia, o orgulho no Barça e Lewandowski →

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