Irene Paredes, capitã da [Espanha](/selecao/espanha), afirmou em 6 de outubro de 2026 que a seleção espanhola já pode encarar os Estados Unidos de igual para igual, antes de dois amistosos contra a seleção norte-americana nos dias 10 e 13 de outubro, em solo americano, segundo o Mundo Deportivo. A declaração veio em entrevista coletiva na Ciudad del Fútbol, em Las Rozas, na Espanha, véspera da viagem da equipe a Washington.
Paredes comparou o momento atual da seleção ao Mundial de 2015: "Quando jogávamos o Mundial de 2015, pensar nisso seria 'quanto menos gols a gente levar, melhor'. Por sorte, tudo mudou muito, e agora é uma seleção contra a qual queremos jogar. É uma das partidas de seleção mais vistosas, mais esperadas. Podemos jogar de tu a tu, e é isso que queremos: isso nos prepara e vai nos ajudar para o que vem", disse a capitã, em referência direta ao duelo com as americanas.
Para Paredes, a Espanha não disputa hoje o papel de sucessora das norte-americanas. Segundo ela, a seleção espanhola via os Estados Unidos de vários escalões abaixo e os tinha como referência em jogo, em mobilização de público e em condições de trabalho; hoje, a disputa passou a ser de igual para igual, e é por isso que as espanholas querem justamente medir forças com as rivais. No ranking mundial, a Espanha ocupa o primeiro lugar e os Estados Unidos aparecem em segundo. As espanholas são as atuais campeãs do Mundial, e as americanas, as atuais campeãs olímpicas. Historicamente, a Espanha só venceu as rivais uma vez, e Paredes reconhece que o jogo em solo americano, com grande público, será difícil.
A lembrança mais recente de Paredes contra os Estados Unidos é a eliminação da Espanha no Mundial da França, que ela situou como ocorrida sete anos antes de 2026, ou seja, em 2019, quando as americanas venceram e encerraram a campanha espanhola. A capitã diz lembrar do episódio sem amargura: na época, as rivais ainda estavam um passo acima, mas a seleção espanhola já sentia que podia incomodá-las e brigar pelo resultado.
A outra lembrança, essa mais alegre, é a conquista do Mundial de 2023, disputado na Nova Zelândia e na Austrália, quando a Espanha venceu e se tornou a atual campeã mundial, título que agora defende rumo à [Copa do Mundo Feminina 2027](/copa-do-mundo-feminina-2027/), no Brasil. Paredes chama este de o último ano do ciclo e disse que a seleção quer aproveitá-lo, mesmo sabendo da dificuldade de repetir o título. Ela destacou ainda a chegada de jogadoras das categorias de base, que, segundo a capitã, chegam com humildade para somar ao grupo.
A declaração mostra que a Espanha entra nos amistosos de outubro de 2026 sem o papel de azarona que tinha diante dos Estados Unidos em ciclos anteriores. Medir forças com a atual vice-líder do ranking mundial serve de termômetro para o que vem a seguir no caminho até o Brasil, em 2027.
Em dois amistosos nos dias 10 e 13 de outubro de 2026, nos Estados Unidos.
Apenas uma vez, segundo Irene Paredes.
Na edição de 2023, disputada na Nova Zelândia e na Austrália; o próximo Mundial é a Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil.