
A Professional Footballers Australia (PFA), associação de atletas profissionais do país, lançou em 14 de janeiro de 2026, em Melbourne, o Ready for Takeoff, um plano com 21 recomendações para fazer da A-League Women (ALW) uma liga de nível mundial e totalmente profissional, segundo a própria PFA. A entidade apresentou o documento como a visão das jogadoras para garantir o futuro da competição.
A PFA classificou o plano como a análise pública mais completa já feita sobre o futebol feminino na Austrália. O trabalho reuniu pesquisas com as atletas, pesquisa de mercado extensa e análise do setor.
A apresentação foi na Ultra Football, em Melbourne. O plano foi apresentado por jogadoras da liga como Grace Maher e Dylan Holmes, pela vice-presidente do conselho da PFA, Elise Kellond-Knight, ex-jogadora das Matildas, e pelo diretor-executivo da entidade, Beau Busch.
As 21 recomendações se dividem em quatro pilares estratégicos: governança adequada ao propósito, engajamento eficaz da torcida, reforma da economia do futebol e infraestrutura adequada para os dias de jogo.
A A-League Women é a principal competição feminina de clubes da Austrália e da Nova Zelândia. Mesmo assim, segundo a PFA, ela vinha perdendo terreno para ligas de outros países e para outros esportes dentro da Austrália, num momento em que o interesse mundial pelo futebol feminino nunca foi tão grande.
A pesquisa da PFA com as atletas na temporada 2024-25 trouxe tendências que a entidade chamou de alarmantes: pela primeira vez, a ALW apareceu como a liga menos preferida pelas próprias jogadoras. As queixas passavam por remuneração, saúde mental, estrutura e governança.
A copresidente da PFA, Tameka Yallop, afirmou que o nome do plano traduz a ideia de que a A-League Women é a maior oportunidade do esporte australiano. Para ela, agir naquele momento permitiria aproveitar o sucesso das Matildas, o crescimento mundial do futebol feminino e a Copa da Ásia Feminina marcada para aquele mesmo ano.
A ambição declarada vai além do continente. "As jogadoras sabem da imensa oportunidade que é a A-League Women. Acreditamos que ela pode ser não só a principal liga da Ásia, mas uma das grandes competições do mundo", disse Kellond-Knight.
A ex-jogadora apontou os ingredientes que, na avaliação da entidade, já estavam no lugar: o apoio de uma geração inteira do público às Matildas, a ascensão global do futebol feminino e as oportunidades crescentes de receita esportiva e comercial na modalidade.
Beau Busch tratou a Copa da Ásia Feminina como uma chance única de relançar a liga e chamou o documento de roteiro prático para o setor. O diretor-executivo deixou claro que as atletas não conseguem tirar a proposta do papel sozinhas: o plano depende dos clubes, da APL, da FA, do governo, das emissoras e dos patrocinadores.
Busch definiu a proposta como um convite aberto a todos que acreditam no potencial do futebol feminino na Austrália e na Nova Zelândia.
Com o Ready for Takeoff, as jogadoras levaram a discussão sobre a A-League Women para o terreno dos negócios: governança, economia da liga, relação com a torcida e estádios entram na mesma conta, e a execução fica condicionada a quem decide e investe, de clubes e governo a emissoras e patrocinadores.
São 21, divididas em quatro pilares: governança, engajamento da torcida, economia do futebol e infraestrutura de dias de jogo.
Porque a liga apareceu pela primeira vez como a menos preferida pelas próprias atletas, enquanto o interesse pelo futebol feminino crescia no mundo e a Copa da Ásia Feminina se aproximava.
Clubes, APL, FA, governo, emissoras e patrocinadores, além das próprias jogadoras.