
— A Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA 2026 acontece de 17 de outubro a 7 de novembro
— A França está no Grupo D ao lado de Japão, Venezuela e Zâmbia
— O técnico das Bleuettes, Franck Plenecassagne, detalhou os objetivos da equipe
Vice-campeã europeia após uma derrota apertada por 1 a 0 para a Alemanha na final, em maio, a seleção francesa feminina Sub-17 agora se prepara para encarar um novo desafio na Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Marrocos 2026™. A campanha até a decisão continental deu a esta geração das Bleuettes uma experiência valiosa antes da primeira Copa do Mundo, na qual vão enfrentar adversárias de três continentes diferentes na fase de grupos.
Sorteada no Grupo D com Japão, Venezuela e Zâmbia, a França vai precisar se adaptar rapidamente a uma variedade de estilos de jogo. Em entrevista à FIFA, o técnico francês Franck Plenecassagne falou sobre as ambições da equipe e sobre o equilíbrio entre a busca por resultados e a missão de desenvolver jogadoras.
Franck Plenecassagne: Estamos ansiosos para começar. Lutamos muito para nos classificar para este torneio e fizemos um excelente Campeonato Europeu. Agora temos a chance de representar a França no cenário mundial, com tudo o que um evento desse porte envolve. O Campeonato Europeu teve oito seleções; aqui, serão 24. É outro nível completamente diferente.
Ficamos muito felizes por chegar até a final e disputar cinco partidas. Isso deu tanto às jogadoras quanto à comissão técnica uma experiência valiosa antes da Copa do Mundo. Também nos mostrou os passos que ainda precisávamos dar e os pontos em que ainda precisávamos trabalhar.
Um ponto que identificamos foi o lado mental do jogo. No Campeonato Europeu, tivemos dificuldade para manter o mesmo nível do início ao fim, com partidas a cada três dias. Se formos até o fim aqui, teremos mais dois jogos para disputar, então essa consistência vai ser fundamental. A Copa do Mundo vai nos dizer se estamos prontas para dar o próximo passo nesse aspecto.
Na fase de grupos, vamos enfrentar seleções da América do Sul, da Ásia e da África, cujas ideias, mentalidades e abordagens podem ser completamente diferentes das seleções europeias que estamos acostumadas a enfrentar nos últimos dois anos. Isso vai ser uma experiência nova e um bom teste da nossa capacidade de adaptação. Nessa idade, naturalmente começamos a analisar as adversárias com mais detalhe, mas o nosso foco principal continua sendo em nós mesmas e no que podemos fazer.
Toda partida vai ser dura. Todas as seleções estão se desenvolvendo e melhorando, e não existe jogo fácil em nível internacional. O maior desafio vai ser encontrar o equilíbrio certo em termos de adaptação. Vamos enfrentar adversárias com estilos diferentes, mas não devemos nos afastar demais da nossa própria identidade. Queremos nos ajustar onde for necessário, mas continuando a impor o nosso jeito de jogar.
Para mim, os dois caminham juntos. Se desenvolver como jogadora também significa aprender a vencer partidas e torneios, e não há nada de errado em dizer isso. Claro que a prioridade é aprender, melhorar e crescer, mas aprender a vencer também faz parte do desenvolvimento de uma jogadora.
Com certeza. As jogadoras conversam muito entre si e compartilham as experiências. É um grupo muito unido, então o que a Rachael aprendeu no ano passado naturalmente tem valor. Num período de treinos anterior, conversamos com o elenco sobre o que ela viveu no torneio no ano passado. Algumas outras jogadoras também estão começando a ter contato com o futebol profissional em seus clubes e também podem compartilhar o que aprenderam. Compartilhar essas experiências é importante e ajuda todo mundo a se desenvolver.
Publicado originalmente pela FIFA em 02/10/2026: Plenecassagne: a França está ansiosa para começar →