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Rachel Maltby, a zagueira com instinto de artilheira

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Uma zagueira está na briga pela artilharia da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™. Após marcar um pênalti contra o Canadá, na primeira rodada, Rachel Maltby garantiu um hat-trick na vitória por 5 a 1 da Inglaterra sobre a Tanzânia, tornando-se a protagonista da noite em que as inglesas tiveram uma atuação mais vibrante do que na estreia.

A Inglaterra ditou o ritmo desde o início, e Princess Ademiluyi abriu a vantagem. Em seguida, Maltby começou o show de gols. A zagueira inglesa converteu com frieza o primeiro pênalti conquistado por sua equipe, antes de repetir a dose da marca da cal a poucos minutos do intervalo. Dois pênaltis, duas execuções impecáveis e uma partida já encaminhada.

Mas, para Maltby, a noite ainda não tinha terminado. No segundo tempo, a inglesa garantiu outro gol em uma jogada, com um chute certeiro de canhota que finalizou uma noite para ficar na memória. “Estou me sentindo muito bem, mas acho que o crédito é das minhas companheiras de equipe por conquistarem dois pênaltis e me darem a assistência para o terceiro gol”, contou Maltby.

Uma reação após a estreia contra o Canadá

A vitória sobre a Tanzânia também representou uma resposta importante após o empate da estreia contra o Canadá. “Com certeza, jogamos melhor do que na primeira partida. Ainda há aspectos que precisamos trabalhar antes do jogo contra o Brasil, mas é um bom começo”, explicou Maltby.

A disputa contra as brasileiras será o próximo confronto da Inglaterra e poderá ter um peso determinante no trajeto das inglesas no torneio. “O próximo jogo vai ser uma disputa realmente emocionante. Será muito importante para nós e vamos nos preparar ao máximo, esperando obter uma vitória.”

Uma prova de maturidade

Para Lydia Bedford, o rendimento de Rachel Maltby não é surpresa. A técnica da seleção inglesa destacou, sobretudo, a maturidade demonstrada pela jogadora dentro e fora da grande área.

“A Rachel demonstra muita maturidade no seu modo de jogar. Claramente, ela desenvolveu uma ótima relação com pênaltis: aprendeu a batê-los bem e aperfeiçoou a sua técnica.”

Mas tem muito mais por trás da sua capacidade decisiva: “É o tipo de jovem que assimila o que você lhe ensina e depois entra em campo buscando dar o melhor de si”.

Essa é uma mentalidade que se reflete também na experiência acumulada nos clubes. Maltby tem jogado regularmente na Superliga Feminina (WSL), uma trajetória que, segundo Bedford, demonstra o nível ao qual a jovem inglesa pretende chegar. “O fato de que esteja jogando com uma certa frequência na WSL demonstra sua ambição. Estou muito orgulhosa do seu desempenho nas duas primeiras partidas”.

"O hat-trick da Rachel foi incrível! Estou muito orgulhosa dela. Ela tem total confiança em si mesma. Para ela, bater pênaltis não é nenhuma novidade, treina muito para esse tipo de cobrança! Foi uma grande noite, com chuva de gols e, visando o confronto com o Brasil, é realmente disso que precisávamos", acrescentou Princess Ademiluyi, a autora do primeiro gol, à FIFA.

Uma zagueira na disputa da Chuteira de Ouro?

“É muito legal que uma zagueira seja nossa atual artilheira. Ela tem grandes chances de entrar na disputa pela Chuteira de Ouro do torneio! Eu torço por ela”, concluiu a técnica.

Após duas rodadas, Rachel Maltby se tornou uma das histórias mais interessantes da Inglaterra na Copa do Mundo Feminina U-20. E com o Brasil no horizonte como próximo adversário, as Jovens Leoas podem contar com uma jogadora capaz de transformar oportunidades em gols.

Publicado originalmente pela FIFA em 08/09/2026: Rachel Maltby, a zagueira com instinto de artilheira →

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