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Revanche ou domínio? Espanha e RPD da Coreia se reencontram em final

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Retrato das seleções finalistas da Copa do Mundo Feminina Sub-20 de 2026.
Foto: FIFA/Reprodução

Como se o futebol fosse uma máquina do tempo, o dia 27 de setembro de 2026 terá ecos de 3 de novembro de 2024. Quase dois anos depois, Espanha e RPD da Coreia voltam a se encontrar em uma decisão: a final da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™ colocará frente a frente as finalistas da Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2024™. Naquele ano, as coreanas conquistaram o título sobre as espanholas.

Para sete espanholas, a lembrança daquela noite estará especialmente presente quando a bola rolar em Lodz; Irune Dorado é uma delas e não evita a palavra que naturalmente acompanha o reencontro. “Queremos essa revanche”, disse à FIFA. “Temos uma lembrança bastante amarga daquela final. Temos vontade de vencê-las e disputar o título contra elas.”

A “revanche” encontrará uma RPD da Coreia que se acostumou a vencer desde então. Em 2024, o país conquistou não só o Mundial Sub-17, mas também a Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2024™. Agora, a seleção busca ampliar seu domínio em outra decisão depois de vencer seus seis jogos na Polônia sem sofrer um único gol.

Embora os treinadores não sejam os mesmos daquela decisão de 2024, a continuidade entre as gerações ajuda a tornar o reencontro ainda mais particular. Das 21 jogadoras da RPD da Coreia convocadas para esse Mundial de 2026, 18 estavam no elenco que derrotou a Espanha naquela final do Mundial Sub-17. Do lado espanhol, são sete atletas.

Enquanto a RPD da Coreia tem praticamente o mesmo grupo que levantou a taça na República Dominicana em 2024, a Espanha chega modificada. Aliás, Irune Dorado acredita que até mesmo as remanescentes são jogadoras diferentes agora.

“Acho que a maturidade mudou. Hoje olho para trás e penso que éramos muito novas. Agora essa maturidade nos fez chegar até aqui novamente e tentar outra vez”, afirmou a jogadora de 18 anos. “Não éramos tão maduras em campo e agora aprendemos. Isso nos dá o poder de saber como é uma final e tudo o que significa jogar cada minuto dela.”

O técnico espanhol David Aznar também vê o retorno à decisão como consequência de um processo que vai além do resultado de domingo. “Chegar novamente a uma final é outro marco. As duas seleções conseguiram mostrar o talento e o trabalho realizado nas categorias de base. Para nós, estar em outra final dois anos depois é um grande sucesso.”

Do outro lado, o treinador Han Chol-hak também reconhece a dimensão do reencontro e do adversário que terá pela frente. “O mundo inteiro estará assistindo e é a nossa oportunidade de mostrar nossa força no desenvolvimento do futebol feminino”, disse.

Se o passado aproxima as duas equipes, o que fizeram na Polônia também ajuda a explicar por que voltaram a se encontrar. Aznar acredita que a final reunirá “as duas melhores seleções” da competição e espera uma partida equilibrada, na qual a Espanha tentará manter a identidade apresentada até aqui.

A missão espanhola é balançar a rede contra a RPD da Coreia, algo que nenhuma adversária conseguiu fazer neste Mundial. “Sabemos como elas são difíceis. Ainda não sofreram nenhum gol e nossa grande ambição é marcar. Foi para isso que preparamos a equipe”, afirmou o treinador espanhol. “Será uma partida muito equilibrada. Vamos tentar ter uma grande posse de bola e fazer com que o adversário se sinta desconfortável.”

Cristina Librán, por sua vez, acredita que a experiência acumulada em competições de base ajuda a Espanha a encarar a decisão sem mudar a abordagem que a levou até ali. A jogadora – que foi campeã mundial sub-17 em 2022 – conhece a sensação de disputar e vencer uma final deste tamanho.

“Cada torneio é diferente, mas conquistamos nosso lugar na final e devemos ter orgulho do que fizemos. Vamos entrar em campo tentando dominar. Foi o que fizemos durante a competição e é o que continuaremos tentando fazer em todas as fases do jogo”, avaliou.

Assim como disse a atleta espanhola, a RPD da Coreia também aposta na continuidade do trabalho que tem sido feito desde o início do torneio. “Confio não apenas em mim, mas na equipe como um todo”, afirmou Ri Kuk Hyang. “Não vamos fazer nada de especial. Vou apenas dar o meu melhor, como fiz até hoje.”

Publicado originalmente pela FIFA em 26/09/2026: Revanche ou domínio? Espanha e RPD da Coreia se reencontram em final →

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