A capitã da [Irlanda do Norte](/selecao/irlanda-do-norte), Simone Magill, diz que se tornar mãe mudou a forma como ela vê a própria carreira no futebol feminino. A atacante do Birmingham City afirmou, em entrevista à BBC Sport NI publicada nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, que o futebol hoje é o que ela faz, não quem ela é, segundo o SheKicks.
Magill teve a filha Skye em maio e trabalha para voltar aos gramados desde então. "O futebol sempre vai ocupar uma parte grande da minha vida, mas é muito o que eu faço, não quem eu sou", disse a jogadora. Para ela, atletas de ponta costumam ser rotuladas só pelo esporte, como se isso fosse a identidade inteira delas, e a chegada da filha trouxe uma mudança grande nessa forma de pensar.
Magill chama a maternidade de o maior título que já teve. Ela não esconde que a adaptação é difícil e às vezes avassaladora, mas também descreve a experiência como a maior alegria da vida dela. A família, segundo a capitã, passou a ser prioridade, e ter esse propósito maior a deixa satisfeita.
A posição de Magill no futebol da Irlanda do Norte é antiga. Ela debutou pela seleção principal aos 15 anos e soma 16 anos de carreira no time nacional. Fez parte do grupo que levou a seleção à primeira grande competição da história do país e, depois, assumiu a braçadeira de capitã.
Esse histórico dá peso à mensagem que ela quer deixar agora: maternidade e carreira de jogadora profissional não precisam competir uma com a outra. Para Magill, dá para ser mãe e jogadora de futebol ao mesmo tempo, sem que uma coisa substitua a outra.
Poucas jogadoras seniores do futebol feminino da [Irlanda do Norte](/selecao/irlanda-do-norte) falaram tão abertamente sobre voltar aos gramados depois de ter um filho. A fala de Magill vem no momento em que ela tenta recuperar o melhor nível no Birmingham City, o clube inglês onde atua.
Com a declaração, Magill assume um papel que vai além do campo: ela quer abrir caminho para outras jogadoras, tanto como mãe de Skye quanto como capitã da seleção. O caso dela mostra que maternidade e alto rendimento podem seguir juntos no futebol feminino.
Skye nasceu em maio de 2026, segundo a jogadora.
Sim. Ela é a capitã da seleção e trabalha para recuperar o nível de jogo no Birmingham City depois do nascimento da filha.
Ela diz que as duas coisas podem conviver, e que ser mãe passou a ser, para ela, mais importante do que a carreira de jogadora.