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Tona Is: Copa do Mundo Feminina é o objetivo do Panamá desde o primeiro dia

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Panamá, na Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027.
Foto: FIFA/Reprodução

Tona Is se prepara para o maior desafio de sua passagem como técnica da seleção feminina principal do Panamá. Em 28 de novembro, suas comandadas enfrentam o Canadá na cidade norte-americana de Mansfield, no Texas, em uma partida decisiva, com a vencedora garantindo vaga na Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027™.

Depois de se qualificar para o Concacaf W Championship e se testar contra uma série de adversárias fortes em amistosos, as Canaleras se aproximam de um momento decisivo na busca por uma vaga no grande torneio global do ano que vem.

Depois de levar a Espanha ao título da Copa do Mundo Feminina Sub-17 FIFA Uruguai 2018, a técnica nascida em Oviedo conversou com a FIFA sobre suas ambições com o Panamá e analisou o confronto decisivo contra as canadenses.

FIFA: tendo estado envolvida com o futebol a vida toda, o quanto você está entusiasmada com esta função?

Tona Is: assumir o cargo de técnica do Panamá já foi um desafio em si, e estar envolvida numa Copa do Mundo é algo que se sonha sempre. Mesmo quando eu treinava em nível de seleções de base, o sucesso que tive me fez acreditar que um dia eu poderia comandar uma seleção principal. Infelizmente, essa oportunidade nunca apareceu para mim na Espanha, mas recebi a chance com o Panamá.

Toda técnica sonha em comandar uma seleção principal. Recebi essa oportunidade aqui, onde estamos tentando fazer as coisas do jeito certo para garantir que o futebol feminino continue crescendo e que nossas jogadoras tenham todo o apoio de que precisam.

há mais de um caminho para a classificação, incluindo já na primeira tentativa, batendo o Canadá no mês que vem.

É esse o objetivo em que estamos trabalhando. Sabemos que não vai ser fácil, mas estamos determinadas a encarar o desafio. Chegar à Copa do Mundo é nosso objetivo desde o primeiro dia, como seria de esperar. Vamos ver como as coisas vão se desenrolar. Estamos fazendo tudo o que podemos para acertar, com o foco firme na partida decisiva de novembro.

Todo o nosso trabalho girou em torno de ajudar a implantar nossas ideias. Dada a curta duração da temporada da liga no Panamá, algumas das meninas ainda tinham coisas a aprender. Estamos ajudando-as a se desenvolver como pessoas e como jogadoras, e fazendo a nossa parte para que elas realizem o próprio potencial.

você completou dois anos no comando. Entendo que o foco sempre esteve na classificação para a Copa do Mundo desde o início, certo?

Disputamos uma série de amistosos e nos classificamos para o Concacaf W Championship na nossa busca por chegar à Copa do Mundo. Podemos até nos classificar para os Jogos Olímpicos, o que seria uma conquista enorme para as jogadoras. Dito isso, a Copa do Mundo ainda é o maior palco do jogo.

Classificar para o Brasil 2027 é nosso objetivo desde que chegamos, mesmo sabendo o quão difícil vai ser. Quanto aos amistosos que disputamos, escolhemos nossas adversárias com cuidado, garantindo que cada uma delas nos ajudasse a evoluir como equipe. A maioria desses jogos foi contra seleções fortes: enfrentamos Costa Rica, México, Venezuela, Peru, Jamaica e Austrália.

Todas elas têm boa tradição e nos deram o nível certo de competição. Essas partidas nos ajudaram a medir em que ponto estamos e o que será preciso para vencer o Canadá. Elas realmente nos levaram aos nossos limites, e podemos esperar mais do mesmo contra as canadenses.

o Canadá é presença regular na Copa do Mundo Feminina. Você o vê como favorito?

Sem dúvida. O Canadá já ganhou o ouro olímpico, então sabemos o nível da adversária que temos pela frente. Temos consciência do quão difícil vai ser. E se acabarmos indo pela rota da repescagem, enfrentaríamos México ou Haiti, o que seria outro grande desafio. Certamente não vai ser fácil. Mesmo que vencêssemos essa partida [contra México ou Haiti], ainda teríamos que passar pela repescagem, onde poderíamos enfrentar a Venezuela ou seleções bem mais acima de nós no ranking da FIFA.

Mas acreditamos em nós mesmas e, acima de tudo, nas meninas. Ficamos repetindo para elas que é uma partida única e que qualquer coisa pode acontecer em 90 minutos de futebol. Todo mundo sabe que o Canadá é favorito, mas estamos saboreando o desafio. As jogadoras estão realmente ansiosas por isso e totalmente comprometidas, e vamos dar tudo o que temos.

olhando para o seu tempo no comando até agora, como você avalia o progresso da equipe, e quais são seus principais objetivos daqui para frente?

No geral, eu diria que avançamos de verdade. Quando eu assumi, as jogadoras estavam muito baixas de confiança. Tivemos que trabalhar duro para levantar o ânimo delas, mas agora estão bem focadas nos desafios que vêm pela frente. Antes de sermos contratadas, elas tinham ficado um ano sem vencer, mas já vencemos bastante até aqui. Nos últimos dois anos, tivemos nossa cota de vitórias e derrotas.

Fomos até a Austrália para duas partidas, vencendo uma e perdendo a outra. No nosso confronto em dois jogos contra a Venezuela, perdemos por pouco o primeiro jogo antes de empatar o segundo, e foi a mesma história contra a Jamaica.

Estamos diminuindo a distância para as seleções mais fortes, o que prova que todo o nosso trabalho duro está dando resultado. Isso é muito gratificante para nós como comissão técnica. Conseguimos ver as jogadoras melhorando individual e coletivamente. No fim das contas, é disso que se trata: ver a equipe melhorar. As jogadoras agora estão muito mais confortáveis com a bola, que era uma área que precisávamos trabalhar.

Elas ganharam confiança e agora gostam de ter a posse de bola. Sempre que nos reunimos nos últimos dois anos, trabalhamos nesse aspecto. Temos bastante tempo para planejar as coisas, mas muito pouca chance de trabalhar com as jogadoras no campo. As coisas têm ido muito bem até aqui, e queremos continuar avançando.

você é do tipo que fica nervosa antes de partidas com muito em jogo, como o duelo contra o Canadá?

Para ser sincera, eu tenho bastante experiência nesse tipo de situação. Já estive envolvida em edições da Copa do Mundo Feminina Sub-20 e nos Campeonatos Europeus Sub-19, e já fui assistente técnica da seleção principal feminina da Espanha. Você sempre sente aquele friozinho na barriga, mas não pode deixar as jogadoras verem que está nervosa. No fim das contas, você tem que ser profissional. Se elas veem que você está calma, elas também mantêm a calma. Então, eu procuro não deixar o nervosismo me dominar.

Publicado originalmente pela FIFA em 14/10/2026: Tona Is: Copa do Mundo Feminina é o objetivo do Panamá desde o primeiro dia →

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