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Wang Linlin: sempre há expectativa para a China

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Wang Linlin, da China, se prepara para partida internacional.
Foto: Divulgação/FIFA

As eliminatórias da AFC para a Copa do Mundo Feminina FIFA estão em andamento, na Copa da Ásia Feminina, a China PR é a atual campeã continental e detém o recorde de nove títulos, a Ásia tem seis vagas diretas e outras duas disponíveis via Torneio de Repescagem, para o Brasil 2027.

A rivalidade entre irmãs pode assumir muitas formas, mas raramente se desenrola como acontece com as irmãs chinesas Wang, Linlin e Siqian.

Nascidas com quatro anos de diferença, elas não só cresceram jogando futebol como o fazem pelo mesmo clube, na mesma posição, disputando a mesma vaga na seleção nacional.

Enquanto Linlin, de 25 anos, faz parte do elenco da China PR na Copa da Ásia Feminina da AFC deste mês, que também vale como eliminatória para a Copa do Mundo Feminina FIFA™, Siqian, de 21 anos, não foi convocada.

Como Linlin explica à FIFA na véspera da estreia de sua seleção contra Bangladesh, isso não significa que o sonho das duas de dividir o palco global no Brasil, no ano que vem, tenha acabado.

"Se esse sonho realmente se realizar, eu nem consigo imaginar a felicidade que sentiria, e poder jogar a Copa do Mundo junto com minha irmã seria uma experiência inesquecível.

Claro que existe disputa pela mesma posição, e nós duas já tivemos a experiência de começar jogando juntas, e também já nos revezamos entre titular e reserva. Mesmo quando a disputa é intensa, acredito que é um tipo de competição saudável e que não afeta a nossa relação."

Por enquanto, é Linlin quem carrega não só o sobrenome da família, mas também as esperanças de uma nação que está desesperada para voltar ao protagonismo global.

Por um longo período, pouco antes do nascimento das irmãs, a China foi a rainha incontestável do futebol asiático. De 1986 a 1999, a seleção conquistou sete títulos continentais consecutivos, um feito notável.

No mesmo período, a China sediou a primeira Copa do Mundo Feminina e chegou, em ordem, às quartas de final, à semifinal e depois à final nas três primeiras edições do torneio. Por qualquer critério, foi um período de sucesso extraordinário e uma era de ouro para o futebol chinês.

Embora mais dois títulos continentais tenham vindo depois, incluindo a edição mais recente, quatro anos atrás, o desempenho da seleção em nível global caiu.

Três anos atrás, no torneio cossediado por Austrália e Nova Zelândia, a equipe foi eliminada na fase de grupos após uma derrota por 6 a 1 para a Inglaterra, que viria a ser finalista. Para Linlin, que assim como a irmã joga como zagueira central, isso significa que chegar ao Brasil 2027 é inegociável. "É muito importante para nós nos classificarmos novamente para a Copa do Mundo.

Representar a China no cenário mundial significa muito, não só para a equipe, mas também para os torcedores e para o desenvolvimento do futebol feminino no nosso país.

Quando eu era pequena, eu sabia que a China tinha uma grande história no futebol feminino, e isso sempre me inspirou. Sabemos que existe história e expectativa, mas nosso foco é primeiro nos classificarmos.

Passo a passo, queremos mostrar que o futebol feminino chinês pode competir com força em nível global, e eu acredito que esta equipe tem capacidade de se classificar e voltar a ser de alto nível. Para nós, jogadoras, isso é uma responsabilidade e também uma honra."

O primeiro passo rumo à classificação, que seria a nona presença da China na fase final global, vem na fase de grupos da Copa da Ásia, em que a seleção enfrenta a também favorita Coreia do Norte, além de Uzbequistão e Bangladesh.

Chegar às quartas de final do torneio, que reúne 12 seleções, colocaria a equipe em posição privilegiada para chegar ao Brasil, já que a AFC tem seis vagas diretas e mais duas potencialmente disponíveis via Torneio de Repescagem.

Com o nível em todo o continente, e no futebol feminino de forma mais ampla, no ponto mais alto de todos os tempos, Wang sabe não só o quão dura será a batalha para garantir a vaga na América do Sul, mas também os desafios que a seleção vai enfrentar no Brasil, caso consiga se classificar.

"Nas últimas Copas do Mundo Femininas, tem sido mais difícil porque o futebol feminino ao redor do mundo melhorou muito. Muitas seleções estão mais fortes agora, e todo jogo é muito competitivo.

Acho que o nível na Copa da Ásia também é muito alto. Dá para ver que muitas seleções asiáticas evoluíram bastante e não existe jogo fácil. Se classificar pela Ásia nunca é simples porque o nível está próximo e a disputa é intensa.

Jogar em uma das regiões mais competitivas do mundo nos ajuda a crescer mais rápido e a melhorar, e sabemos que só dando o nosso melhor em cada jogo é que conseguimos alcançar nossos objetivos.

Para nós, isso é um desafio, mas também uma motivação. Queremos continuar melhorando e mostrar a nossa força passo a passo."

Foi um desafio no qual Wang caiu quase por acaso, já que ela confessa que só começou no esporte para ajudar a saúde física. Com o passar dos anos, a natural de Xangai deixou de ser uma criança insegura para se tornar uma peça confiante e influente na defesa chinesa, e agora está a apenas quatro partidas de se classificar para o auge do esporte.

"Quando comecei a jogar futebol, não foi porque eu assistia a partidas na TV, mas porque eu não era muito forte fisicamente desde pequena. No início, eu só queria entrar no esporte para melhorar minha saúde.

Conforme o futebol foi deixando meu corpo mais forte, também me fez me apaixonar pelo esporte. Às noites, nossa técnica passava transmissões de partidas para nós, e assistíamos ao vivo, na televisão, as mulheres mais velhas competindo.

Eu admirava muito elas e disse a mim mesma que aquele era o meu sonho e o meu objetivo, e que eu trabalharia duro para representar a seleção nacional um dia."

Publicado originalmente pela FIFA em 01/03/2026: Wang Linlin: sempre há expectativa para a China →

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