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Adarkwa: Gana é a seleção brasileira da África

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Adarkwa: Gana é a seleção brasileira da África
Foto: FIFA/Reprodução

Antes do início da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Marrocos 2026™, o técnico de Gana, Joe Nana Adarkwa, disse à FIFA que sua equipe iria “jogar como as brasileiras” no torneio. Na noite de quarta-feira, Gana igualou o Brasil e ficou a uma trave de vencê-lo, num empate eletrizante por 3 a 3.

“Todos nós sabemos como as brasileiras jogam, mas nós somos as brasileiras da África”, disse ele à FIFA depois da partida. “Fomos muito bem. Estamos num dos grupos mais difíceis, mas tenho orgulho das minhas meninas. Depois de empatar, tivemos muitas chances, mas elas são jovens, estão aprendendo, então temos muito a fazer com as meninas. Mas estou feliz por elas.”

Nicolly Manual pôs o Brasil na frente com apenas sete minutos, mas Gana, derrotada com folga pela Noruega na rodada anterior, reagiu e marcou dois gols em sequência, com Rafia Osman e Gloria Ameaa, para surpreender as ilustres adversárias.

“Antes do jogo, eu disse para a minha amiga que ia fazer um gol de cabeça, mas infelizmente foi com a parte de dentro do pé!”, disse Osman, que mandou para a rede uma bola solta na área depois de um escanteio. “Fiquei muito animada. Fomos muito bem mesmo. Como dissemos, entramos para vencer a partida, mas infelizmente tivemos que empatar.”

“Foi um gol incrível”, afirmou Ameaa, sobre seu chute fortíssimo de 20 jardas. “Fiquei feliz e achei que íamos vencer, mas não conseguimos do jeito que queríamos, então da próxima vez vamos melhorar nisso.”

Gana desperdiçou chances de ampliar a vantagem no primeiro tempo e viu Kaillany Ranifah marcar para levar o jogo empatado para o intervalo. Indy então recolocou o Brasil na frente pouco antes dos 60 minutos, mas Gana resistiu e garantiu o empate quando a melhor jogadora da partida, Jessica Appiah, cruzou para Priscilla Mensah, que tinha saído do banco, igualar o placar.

“Ele [Adarkwa] me disse para lutar quando eu entrasse, para que a gente conseguisse um ponto”, disse Mensah. “Fiquei muito animada quando entrei, porque era a minha segunda chance [depois de ser titular contra a Noruega]. Agradeço muito à Jessica, que me deu a assistência.”

Benedicta Danso parou numa bela defesa de Nathy quando saiu cara a cara com a goleira, antes de o jogo entrar em 12 minutos de acréscimo, nos quais Mensah acertou a trave num cruzamento que quase surpreendeu as brasileiras.

“Somos como elas, mas o Brasil está lá em cima”, acrescentou Adarkwa, apontando para o céu. “Estamos ficando mais fortes e vamos chegar lá. Estou feliz porque as nossas meninas responderam aos nossos dois treinos. Trabalhamos finalização no treino, e elas aplicaram isso.”

As esperanças de Gana de avançar para o mata-mata agora dependem do confronto decisivo com o Canadá no sábado, e as Black Maidens sabem que só uma vitória lhes dará uma chance.

“Jogar contra elas vai ser um jogo muito difícil”, concluiu Adarkwa. “Elas precisam de um ponto, e nós precisamos de três, então vai ser muito tático. Sabemos que temos de melhorar na finalização, então vamos trabalhar nisso.”

Publicado originalmente pela FIFA em 20/10/2026: Adarkwa: Gana é a seleção brasileira da África →

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